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Mesmo fora de Sorocaba, Magnus se mantém 100% na primeira fase da LNF

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O equilíbrio marcou a primeira fase da Liga Nacional de Futsal (LNF), transmitida pela TV Brasil, mas um time, em especial, chamou a atenção. Das dez partidas disputadas até o momento, o Magnus Sorocaba venceu todas. Com 30 pontos, a equipe do interior paulista lidera com sobras o Grupo A e tem, de longe, o melhor desempenho da competição, com quase o dobro dos 17 pontos de Joinville, Carlos Barbosa e Cascavel, que encabeçam o Grupo B e aparecem na sequência da classificação geral.

Assim como as demais equipes da LNF, o Magnus foi impactado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Devido ao surto da doença, o campeonato, inicialmente previsto para 27 de março, só começou de fato em agosto. O grupo, que tinha iniciado a preparação para 2020 em fevereiro – 11 remanescentes do elenco tricampeão mundial no ano passado,  e seis atletas promovidos do sub-20 – ficou quase quatro meses longe das quadras. Durante esse tempo, o jeito foi treinar à distância, cada um em sua casa.

“Nossa equipe não parou. Sabíamos que [se exercitar em casa] não era a mesma coisa que na quadra, mas foi o jeito que conseguimos para manter a forma física. Isso, com certeza, foi um passo à frente de outros times”, afirma o fixo Lucas Rodrigues, que está na terceira temporada da LNF pelo time de Sorocaba (SP).

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Lucas Rodrigues está na terceira temporada na LNF, defendendo o Magnus Sorocaba – Guilherme Mansueto/Magnus Futsal/Direitos Reservados

“Acredito muito que essas 10 vitórias seguidas foram pela nossa entrega, mesmo quando ficamos sem poder treinar em quadra e academia, por causa da pandemia. Fizemos treinos on-line, por vídeo. A comissão, o Mauro [Sandri, preparador físico] passaram vários trabalhos. Foi difícil, mas acredito que estamos colhendo os frutos desse sacrifício”, conta Leandro Lino, ala do Magnus pelo quarto ano seguido.

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Casa temporária

Os treinos à distância perduraram até agosto, quando o elenco pôde, enfim, reapresentar-se para treinar presencialmente. No entanto, com a Arena Sorocaba utilizada como hospital de campanha no enfrentamento ao coronavírus, o time teve de migrar, temporariamente, para uma cidade vizinha. A equipe tem se exercitado e jogado no ginásio Professor João Carlos de Camargo, em Votorantim (SP).

O hospital de campanha foi fechado na Púltima quinta-feira (15), mas a franquia aguarda a limpeza do local e a liberação da prefeitura para retornar à Arena Sorocaba. “Para gente, está sendo bom. O ginásio de Votorantim tem um piso liso, mais rápido, diferente de Sorocaba, que é de plástico e segura bastante o jogo, deixa ele mais lento”, analisa Leandro.

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Há quatro anos o ala Leandro Lino, Magnus integra o elenco do Magnus Sorocaba – Guilherme Mansueto/Magnus Futsal/Direitos Reservados

Os números evidenciam o volume ofensivo empenhado pela equipe sorocabana. São 41 gols marcados nas 10 partidas realizadas, média superior a quatro gols por jogo. Além disso, o time reúne os dois principais goleadores do campeonato até o momento: o ala Pedrinho e o fixo Rodrigo, ambos com sete bolas na rede.

Pensando adiante

Por conta da pandemia, a forma de disputa da LNF teve de ser alterada para 2020. Ao invés da primeira fase em que todos jogam entre si, em turno único, desta vez as franquias foram divididas em três grupos regionalizados, enfrentando somente os times da mesma chave, em partidas de ida e volta. Os cinco primeiros de cada grupo, mais o sexto colocado de melhor desempenho, seguem às oitavas de final.

Por enquanto, o Magnus enfrentou somente equipes paulistas (São José, Corinthians e Intelli Tempersul), mineiras (Minas Tênis Clube e Praia Clube) e o Brasília. A partir do mata-mata, poderá ter pela frente os principais rivais em nível nacional, como o atual bicampeão Pato (que bateu os sorocabanos na final nacional do ano passado) ou o Carlos Barbosa (maior campeão da Liga, com cinco títulos).

“Com certeza, [a próxima fase] será totalmente diferente. As equipes estão adquirindo melhor forma física e tática. Há várias equipes que darão trabalho”, projeta Lucas, reconhecendo que a campanha do Magnus credencia o time ao posto de favorito a um título que não vem desde 2014. “Mas favoritismo e só fora de quadra. Na quadra, tem de manter os pés no chão para buscar o objetivo”, pondera o fixo. “Serão grandes jogos [na próxima fase]. Mas estamos nos preparando não só técnica, mas mentalmente. Quem chegar mentalmente melhor, estará um passo a frente”, conclui Leandro.

Sequência da LNF

O Magnus Sorocaba tem ainda dois compromissos antes do mata-mata da LNF. Neste sábado (17), a equipe recebe o São José às 13h15 (horário de Brasília). Depois, volta à quadra no próximo dia 31, no mesmo horário, para enfrentar o Corinthians, novamente como mandante.

O Grupo A, o mesmo do Magnus, prossegue nesta sexta-feira (16) com a Intelli recebendo o Praia Clube em Dracena (SP) às 18h. No domingo (18), às 13h, o Corinthians visita o Minas em Belo Horizonte. Pelas demais chaves, sábado é dia de Jaraguá e Pato, às 11h e de Blumenau e Joinville, às 16h. No domingo, a TV Brasil transmite ao vivo, a partir das 11h, direto de Erechim (RS), o clássico gaúcho entre Atlântico e Carlos Barbosa. Mais tarde, às 20h15, medem forças Tubarão e Assoeva, às 20h15.  Confira a tabela de classificação da Liga Nacional de Futsal.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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América-MG vence e assume vice-liderança da Série B

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O América-MG assumiu a vice-liderança da Série B após derrotar o Brasil de Pelotas por 3 a 1, no estádio Independência nesta terça (20), no jogo que abriu a 17ª rodada da competição.

Com este triunfo, o Coelho assume a segunda posição da tabela, com os mesmos 32 pontos do líder Cuiabá, que recebe o Paraná na Arena Pantanal na próxima quarta, e ultrapassou a Chapecoense, que tem 30 pontos e pode reassumir a vice-liderança ainda nesta terça caso derrote a Ponte Preta no Moisés Lucarelli mais tarde.

Vitória de virada

Mesmo jogando em casa, o América-MG começou a partida em desvantagem, pois aos 28 minutos do primeiro tempo a equipe gaúcha abriu o marcador com um belo gol de fora da área de Bruno José.

O empate não demorou, e veio nove minutos depois, quando Léo Passos cobra pênalti muito bem para marcar o primeiro da equipe mineira. E a virada veio antes do intervalo. Nos acréscimos da etapa inicial Ademir recebe a bola na entrada da área e bate por cobertura, sem chances para o goleiro Rafael. Golaço.

E o terceiro gol do Coelho saiu justamente dos pés de seu camisa 10. Novamente nos acréscimos, mas do segundo tempo, Ademir marca, após a defesa adversária vacilar na sua frente. Final de jogo, América-MG 3, Brasil de Pelotas 1.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

Edição: Fábio Lisboa

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Estudo americano mostra como pandemia afetou saúde mental de atletas

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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) acentuou a sensação de depressão e ansiedade de atletas profissionais de alto rendimento. A constatação é de um estudo realizado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) e pela plataforma esportiva Strava, que foi divulgado na última segunda (19).

O estudo “O impacto da covid-19 em atletas profissionais” analisou 131 esportistas (ciclistas, triatletas e corredores norte-americanos usuários da plataforma), que responderam a um questionário com 30 perguntas entre os dias 12 e 25 de agosto. Nas respostas, um em cada cinco relatou falta de motivação para treinar em meio às restrições impostas na pandemia.

Segundo a pesquisa, antes da covid-19, 3,9% dos atletas diziam se sentirem depressivos em mais da metade dos dias da semana. A partir de março, quando o novo coronavírus foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e as medidas de isolamento social tiveram início, essa porcentagem subiu para 22,5%.

Ascensão parecida se observa nas respostas sobre ansiedade. O estudo indica que, antes da pandemia, 4,7% dos esportistas relataram que se sentiam nervosos ou ansiosos durante mais da metade da semana. Após as restrições nas atividades para controle da covid-19, o número saltou para 27,9%.

“O estudo trouxe a clareza de que a covid-19 teve amplas implicações na comunidade atlética, particularmente quando se trata de saúde mental”, analisou o pesquisador clínico Megan Roche, candidato a doutorado em epidemiologia na Universidade de Stanford, em comunicado à imprensa divulgado pela Strava.

No mesmo comunicado, o médico Michael Fredericson, professor de Stanford e especialista em medicina esportiva, disse que as descobertas do estudo ajudarão a guiar as abordagens para maximizar a saúde de atletas de alto rendimento durante o período da pandemia.

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“Agora temos claras evidências do dano que isso está causando em sua saúde mental. O estresse descontrolado pode diminuir a resposta imunológica do corpo, bem como prejudicar a capacidade de recuperação completa dos exercícios intensos. Precisamos fornecer recursos adicionais para ajudá-los a enfrentar esses desafios”, declarou Fredericson.

“Lembro que, na primeira semana [após o adiamento da Paralimpíada para 2021], a motivação estava meio que caindo. Na quinta para a sexta semana [de quarentena], já não estava com vontade de seguir a dieta. Porque é difícil. O atleta de alto rendimento está acostumado com uma carga de treino muito alta, então, do nada, você ter essa carga inteira e nada [de competição] para fazer por muito tempo, acaba sendo deprimente”, disse o nadador paralímpico Phelipe Rodrigues em entrevista à Agência Brasil publicada em julho.

Impacto na rotina

Além da saúde mental, a pesquisa observou outros impactos da pandemia na rotina dos esportistas de elite, com o aumento na duração (31%) e na intensidade (17%) das sessões de treino. Ainda conforme o estudo, 12% dos entrevistados reportaram terem sentido sintomas da covid-19 e 8% revelaram que deixaram de se exercitar, pelo menos uma vez, por receio de estarem contaminados.

As atividades também se tornaram mais solitárias. Antes da covid-19, pouco mais de 91% dos atletas relataram que, pelo menos uma vez por semana, treinavam com um parceiro. Com as restrições sanitárias, esse número caiu para 68,9%. O percentual de esportistas que se exercitavam em grupo (uma vez a cada sete dias, no mínimo) também despencou na pandemia, de 39,7% para 11,6%.

“O primeiro semestre deste ano foi extremamente destrutivo para o esporte, com cancelamentos de eventos mundiais, incluindo a Olimpíada, e dezenas de maratonas. Entretanto, há indícios de que a comunidade esportiva está encontrando soluções para competir com segurança, incluindo a organização bem-sucedida do Tour de France e o crescente interesse por maratonas virtuais”, concluiu, em comunicado, o chefe-executivo da Strava, Michael Horvath.

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Edição: Fábio Lisboa

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