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Marcha atlética: Érica Sena é prata na República Tcheca

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A pernambucana Érica Sena conquistou a medalha de prata na 88ª edição da Podebrady, tradicional prova de marcha atlética disputada na cidade de Podebrady, na República Tcheca. Ela finalizou os 20 quilômetros da disputa em uma hora, 29 minutos e 14 segundos. Foi a primeira competição da brasileira após oito meses.

A italiana Antonella Palmisano, terceira colocada no Mundial de Atletismo de 2017, ficou com o ouro em Podebrady, cerca de um minuto a frente de Érica. A equatoriana Glenda Morejón, recordista sul-americana, completou o pódio. Glenda é companheira de treinos da brasileira, atleta do Esporte Clube Pinheiros e que vive há nove anos em Cuenca, no Equador, com o marido e técnico Andrés Chocho.

“Foi maravilhoso poder competir e fazer uma marca excelente. Foram poucos dias para me preparar para essa prova, mas eu queria muito participar e ver como me sentia depois de tanto tempo sem treinar direito. Gostei muito do resultado e estou muito feliz”, comentou Érica, que é recordista nacional da modalidade, em depoimento ao site oficial da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

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A última competição de Érica havia sido a Copa Brasil de Marcha Atlética, em fevereiro, em Recife. Com a pandemia do novo coronavírus, a pernambucana passou três meses em casa, treinando em uma esteira. Com a pista de Cuenca em reforma, a brasileira teve que treinar nas ruas da cidade, usando máscara.

Em setembro, ela foi para Rio Maior, em Portugal, integrando a seleção de atletismo na Missão Europa, do Comitê Olímpico do Brasil (COB). O período de treinos terminou no último dia 2, mas Érica decidiu permanecer no Velho Continente. A pernambucana espera voltar a competir no próximo dia 24, na prova de Dudince, na Eslováquia.

“O camping de Rio Maior foi um alívio e voltei de novo a focar para [a Olimpíada de] Tóquio [no Japão, em 2021]. Agora, eu volto pra Portugal, dessa vez para a cidade de Monte Gordo. Vou ver como me recupero”, disse Érica, quarta colocada no Mundial de 2017 e medalhista de prata e bronze pan-americana nos Jogos de 2015 e 2019.

Edição: Aline Leal

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Coluna – Games em português ainda são incomuns no Brasil

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Uma das qualidades mais inerentes à arte dos videogames é a imersão e interatividade. Nos games, você é o herói da história e determina como e quando os enredos se desenvolvem. É claro que somos limitados pela criatividade dos desenvolvedores dos jogos mas, ainda assim, os jogos eletrônicos oferecem uma liberdade incomum a outros tipos de mídia.

Mas é possível gerar identificação quando jogamos com áudio e textos em uma língua estrangeira? A maioria dos games a qual temos acesso aqui no Brasil oferece apenas versões em inglês. Embora a língua inglesa seja uma presença praticamente mandatória em qualquer área profissional e até social, a verdade é que a maioria da população do país não sabe se comunicar no idioma de Shakespeare. Segundo um levantamento da British Council, instituição pública do Reino Unido focada na difusão da língua e cultura inglesa, apenas 5% dos brasileiros falam inglês. Quem joga videogame sabe que é possível se divertir com a maioria dos jogos mesmo sem entender uma palavra do que é lido ou escrito. Ainda assim, deixar de apreciar a narrativa por inteiro em jogos como Chrono Trigger ou Persona 5 é perder uma grande parte do charme por trás dessas obras.

Jogos com opção de menus, legendas e dublagem em português eram raríssimos até uns dez anos atrás. Contavam-se nos dedos os títulos disponíveis na língua portuguesa que não fossem de futebol. Vale mencionar o esforço especial da Tec Toy em traduzir e até desenvolver jogos em português para o Master System e Mega Drive nos anos 90, incluindo Phantasy Star, Shining in the Darkness e Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters. Outras empresas, no entanto, não ousavam apostar em uma localização, como é conhecido o trabalho que inclui não só a tradução, mas também a adaptação de diálogos e, em alguns casos, até mesmo gameplay e design de personagens para a nossa cultura.

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O motivo apontado sempre foi o alto custo desse processo. Muitos jogos são notórios por incluírem scripts gigantescos, na casa das centenas de milhares de palavras, algo comum em jogos de RPG e visual novel. Mas mesmo títulos de outros gêneros como Metal Gear Solid 4 e Shenmue trazem um volume de palavras em inglês superior a clássicos da literatura famosos pela prolixidade, tal qual A Odisseia ou qualquer livro da saga Senhor dos Anéis.

A solução encontrada por muitos jogadores brasileiros é apelar para a pirataria: existe uma grande comunidade de fãs que traduzem os jogos de forma não-oficial e os disponibilizam gratuitamente pela internet, movidos apenas pela paixão. Mesmo os jogos obtidos legalmente conseguem se beneficiar disso, por meio de pacotes de atualização que podem ser aplicados sobre os arquivos originais. Até hoje, essa é a única maneira de experimentar na nossa língua os jogos Grand Theft Auto IV, Super Mario RPG, Final Fantasy VII, The Legend of Zelda: Breath of the Wild e God of War 2, entre outros. Em alguns casos, é disponibilizada até mesmo uma dublagem não-oficial.

Com o amadurecimento do mercado nacional, diversas publicadoras estrangeiras passaram a investir no processo de localização. Microsoft, Sony, Namco Bandai, Warner Bros Games e Ubisoft foram algumas das empresas que passaram a lançar seus principais títulos na nossa língua, por vezes apenas com legendas e menus traduzidos, outras com dublagem oficial realizada aqui no Brasil. Em alguns casos, é desenvolvido até mesmo material direcionado ao público brasileiro, como o pacote de roupas especial em homenagem ao Brasil em Mortal Kombat X.

 

Uma ausência notável é a Nintendo: a relação da gigante japonesa com o mercado brasileiro sempre foi bastante inconstante. A casa da Mario inclusive saiu oficialmente do mercado brasileiro em 2015, e só retornou no último mês de agosto. Durante esse hiato, a única forma de conseguir seus produtos no Brasil era por meio do mercado cinza ou importação, quando não a pirataria de games. Jogos da Nintendo com versões em português simplesmente não existem, algo lamentável quando leva-se em conta que os games da companhia, em sua maioria, miram o público infantil. E essa é uma prática que não deve acabar no curto prazo, segundo declarações recentes da diretora de marketing para a América Latina, Romina Whitlock, em entrevistas para a imprensa brasileira. A exceção são os jogos para celular da empresa, como Super Mario Run e Mario Kart Tour, que já podem ser apreciados na nossa língua. A Nintendo no entanto afirma reconhecer a demanda por jogos da companhia em português.

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Enquanto isso, o jeito é se virar em outras línguas. Para quem busca imersão, vale uma dica pessoal: experimente jogar com legendas em português e vozes em outras línguas além do inglês. Dependendo da narrativa, a imersão é potencializada com essa decisão. Perambular pela Itália renascentista com Ezio em Assassin´s Creed II e Brotherhood é muito mais envolvente com diálogos em italiano. O mesmo pode ser dito pelo uso de vozes em japonês nas franquias ambientadas no Japão Yakuza e Persona, ou o russo na série Metro, ambientada em Moscou.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Série D: Caxias-RS busca revanche contra invicto Novorizontino-SP

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Um dos únicos invictos da Série D do Campeonato Brasileiro, o Grêmio Novorizontino-SP recebe o Caxias-RS nesta quinta-feira (22), às 15h (horário de Brasília), pela oitava rodada da fase de grupos. A partida do Grupo 8 será  no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP) e terá transmissão ao vivo da TV Brasil

As equipes se reencontram quatro dias após o confronto no estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS), vencido pelo Novorizontino por 1 a 0. O atacante Guilherme Queiroz decretou o quarto triunfo do Tigre, que iniciou a rodada na liderança da chave, com 14 pontos e um jogo a menos. O duelo contra o São Caetano-SP, pela quinta rodada, em São Caetano do Sul (SP), foi adiado para a próxima quarta-feira (28) porque o Azulão estava envolvido com as finais da Série A2 (segunda divisão) do Campeonato Paulista.

O técnico do Novorizontino, Roberto Fonseca, não tem à disposição o goleiro Oliveira, o meia Adilson Goiano e o atacante Léo Tocantins, todos no departamento médico. Já o meia Elvinho, em transição após se recuperar de lesão, é dúvida. Os quatro desfalcaram o time no último domingo (18). A expectativa é que o treinador repita a formação que venceu no Centenário, com Giovanni; Felipe Rodrigues, Edson Silva, Bruno Aguiar e Paulinho; João Pedro, Cléo Silva, Léo Baiano e Danielzinho; Guilherme Queiroz e Deivid.

O tropeço em casa manteve o Caxias-RS na terceira colocação da chave 8, com 10 pontos. Vice-campeão gaúcho, o time grená largou com três vitórias na Série D, mas não vence há quatro jogos e corre risco de terminar a rodada fora do G-4. “A gente tem uma camisa muito grande. Temos que nos preocupar. Mas isso é futebol. Tenho certeza que vamos dar a volta por cima. Estamos com o alerta ligado”, reconheceu o lateral Ivan, em entrevista ao canal oficial do clube no YouTube.

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Para o reencontro com o Tigre, o técnico Rafael Lacerda não terá o lateral Bruno Ré e o atacante Bruninho, que se lesionaram no duelo anterior. A dupla foi substituída por Eduardo Diniz e Vinícius Baiano, respectivamente. O treinador ainda poupará três titulares devido ao desgaste físico, mas não revelou quais. O zagueiro Thiago Sales e os volantes Juliano e Carlos Alberto são os três atletas grenás com mais minutos em campo nesta Série D.

Mais três jogos da Série D começam às 15h desta quinta. Em Mossoró (RN), o Potiguar (RN) recebe o Itabaiana (SE), em duelo do Grupo 4. Pelo Grupo 5, jogam Vitória (ES) e Goiânia (GO), na capital capixaba. Já pelo Grupo 7, o FC Cascavel (PR) visita a Portuguesa (RJ) no Rio de Janeiro.

Confira a tabela de classificação da Série D do Campeonato Brasileiro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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