conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Lula e Ciro reatam amizade em reunião e aliança contra Bolsonaro é cogitada

Publicado


source
ciro lula
Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Lula e Ciro Gomes


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro Ciro Gomes se reuniram e reataram a amizade depois de terem rompido os laços durante a eleição presidencial de 2018, por conta da disputa dentro da esquerda por um nome viável. O encontro ocorreu há um mês na sede do Instituto Lula, em São Paulo, mas só foi revelado hoje (29) pelo jornal O Globo .

O encontro foi recebido como uma possibilidade de construção de uma alianaça de partidos de esquerda contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022. Segundo O Globo, a organiação dos detalhes para realização da reunião foi mediada pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), que faz parte do partido de Lula, mas é aliado político dos irmãos Gomes. 

As informações obtidas dizem que a reunião durou a tarde inteira. De acordo com o jornal, Ciro teria revelado a sua chateação com o PT, enquanto Lula expôs os ataques do ex-ministro contra o seu partido. Apesar da conversa sobre os ressentimentos de ambos, boa parte da conversa teria sido dedicada ao governo Bolsonaro e a sua forma de conduzir a política. Os candidatos estão há um mês sem realizar ataques um ao outro.

Durante entrevistaao programa Roda Viva, na última segunda-feira (26), o  ex-marqueteiro petista João Santana afirmou que Lula deveria ser vice e apontou uma chapa Ciro-Lula como “imbatível”.Se as esquerdas se unirem em torno de Ciro Gomes, Ciro Gomes pode ser um candidato extremamente viável”, complementou.

Comentários Facebook
Leia mais:  Para MP, não é "crível" alegação de que Flávio Bolsonaro desconhecia rachadinhas
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Indicado por Bolsonaro para STF, Nunes Marques defende Estado laico

Publicado


source
Ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Kassio Nunes Marques, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF) , defendeu nesta quarta-feira (25) a laicidade do Estado em votação no plenário da corte.

Nunes Marques votou contra o direito de candidatos de concursos públicos remarcarem provas por motivos religiosos. Segundo ele, como não há previsão em lei ou no edital do concurso, o Estado não deve adotar regra de doutrina religiosa.

Desde que tomou posse, é a primeira vez que o ministro vota sobre um tema religioso. Antes de sua nomeação para o STF, Bolsonaro  havia declarado que escolheria alguém “terrivelmente religioso”.

“Se de um lado cada um deve ter liberdade para guiar-se de acordo com suas crenças, crer no que quiser e expressar publicamente sua crença, ou não crer em absolutamente nada; isso não significa que Estado deva associar-s às mesmas crenças e ser compelido, sem previsão em lei, a atender restrições dos diversos segmentos religiosos”, votou o ministro.

Nunes Marques, porém, reforçou isse que apesad da laicidade, por previsão constitucional, a liberdade religiosa deve ser assegurada aos cidadãos.

“A laicidade do Estado não significa Estado ateu, como alguns possam equivocadamente entender. Antes, significa Estado de todas as religiões e de religião alguma. O laicismo não constitui menosprezo dos fenômenos religiosos por parte do Estado. Fato é que, se não pode professar nenhuma religião, devendo manter-se neutro, não significa manter postura hostil ou impeditiva da religiosidade”, declarou.

Leia mais:  Lula, Marina e Alcolumbre: veja nomes da política que lamentam morte de Maradona

O ministro negou que a administração pública dificulte o exercício da religião quando nega ao candidato religioso a remarcação de data e horário de provas. Segundo Marques, a proibição de realizar atividades aos sábados é das igrejas, e não do Estado.

“Sabe-se que ninguém é compelido a prestar concurso público. Ninguém está sendo obrigado a deixar de fazer alguma coisa. A decisão de não prestar prova é inteiramente do candidato. Nem mesmo há de se falar de constrangimento do livre exercício de cultos religiosos. Ao abraçar tal ou qual crença, o devoto enfrenta restrições que são impostas pelo catecismo. Qualquer dificuldade aqui decorre de uma proibição religiosa, e não estatal”, disse.

“O princípio da isonomia impõe ao Estado o dever de agir sem qualquer predileção ou preterimento a quem quer que seja, dispensando tratamento igual a todos os candidatos”, complementou.

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Indicado por Bolsonaro para STF, Nunes Marques é defende Estado laico

Publicado


source
Ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministro Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Kassio Nunes Marques, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF) , defendeu nesta quarta-feira (25) a laicidade do Estado em votação no plenário da corte.

Nunes Marques votou contra o direito de candidatos de concursos públicos remarcarem provas por motivos religiosos. Segundo ele, como não há previsão em lei ou no edital do concurso, o Estado não deve adotar regra de doutrina religiosa.

Desde que tomou posse, é a primeira vez que o ministro vota sobre um tema religioso. Antes de sua nomeação para o STF, Bolsonaro  havia declarado que escolheria alguém “terrivelmente religioso”.

“Se de um lado cada um deve ter liberdade para guiar-se de acordo com suas crenças, crer no que quiser e expressar publicamente sua crença, ou não crer em absolutamente nada; isso não significa que Estado deva associar-s às mesmas crenças e ser compelido, sem previsão em lei, a atender restrições dos diversos segmentos religiosos”, votou o ministro.

Nunes Marques, porém, reforçou isse que apesad da laicidade, por previsão constitucional, a liberdade religiosa deve ser assegurada aos cidadãos.

“A laicidade do Estado não significa Estado ateu, como alguns possam equivocadamente entender. Antes, significa Estado de todas as religiões e de religião alguma. O laicismo não constitui menosprezo dos fenômenos religiosos por parte do Estado. Fato é que, se não pode professar nenhuma religião, devendo manter-se neutro, não significa manter postura hostil ou impeditiva da religiosidade”, declarou.

Leia mais:  Queiroz admite que houve "rachadinha", mas tenta livrar Flávio Bolsonaro

O ministro negou que a administração pública dificulte o exercício da religião quando nega ao candidato religioso a remarcação de data e horário de provas. Segundo Marques, a proibição de realizar atividades aos sábados é das igrejas, e não do Estado.

“Sabe-se que ninguém é compelido a prestar concurso público. Ninguém está sendo obrigado a deixar de fazer alguma coisa. A decisão de não prestar prova é inteiramente do candidato. Nem mesmo há de se falar de constrangimento do livre exercício de cultos religiosos. Ao abraçar tal ou qual crença, o devoto enfrenta restrições que são impostas pelo catecismo. Qualquer dificuldade aqui decorre de uma proibição religiosa, e não estatal”, disse.

“O princípio da isonomia impõe ao Estado o dever de agir sem qualquer predileção ou preterimento a quem quer que seja, dispensando tratamento igual a todos os candidatos”, complementou.

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana