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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha: veja a relação de eleitores com informações sobre política nas redes

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Divulgação/Dino

fake news – dino


Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 5 e 6 de outubro em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, divulgada na última sexta-feira (9), identificou que em algumas das maiores capitais do Brasil, em média, mais de 70% dos eleitores não confiam em informações sobre política compartilhadas pelas redes sociais e principalmente pelo WhatsApp.


São Paulo

Na capital paulista, a pesquisa constatou que 78% dos eleitores possuem redes sociais, mas minoria compartilha informações sobre política em seus grupos de amigo. Em São Paulo foram ouvidas 1.092 pessoas. 

Dentre os ouvidos pela pesquisa, 23% disse ter recebido propaganda de candidatos pelo WhatsApp e 77% disseram que não. Questionados sobre se liam notícias de política nas rees sociais os eleitores responderam da seguinte maneira:

Facebook

Tem conta: 84%
Lê notícias sobre política e eleições: 47%
Não lê notícias sobre política e eleições: 37%
Não tem conta: 16%

Whatsapp

Tem conta: 98%
Lê notícias sobre política e eleições: 37%
Não lê notícias sobre política e eleições: 61%
Não tem conta: 2%

Twitter

Tem conta: 30%
Lê notícias sobre política e eleições: 15%
Não lê notícias sobre política e eleições: 15%
Não tem conta: 70%

Instagram

Tem conta: 71%
Lê notícias sobre política e eleições: 29%
Não lê notícias sobre política e eleições: 42%
Não tem conta: 29%

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, a maioria dos eleitores não confia em notícias que abordam eleições e são compartilhadas nas redes sociais. São 74% dos entrevistas aqueles que desconfiam de informações divulgadas no  WhatsApp e 67% no Facebook .

Leia mais:  General Ramos fiz que "não tem briga nenhuma" entre ele e Ricardo Salles

Questionados sobre a leitura de notícias nas redes sociais as respostas foram as seguintes:

Facebook : 85% têm conta; 55% leem; 30% não leem; 15% não têm conta
WhatsApp : 99% têm conta; 46% leem; 52% não leem; 1% não têm conta
Twitter : 34% têm conta; 21% leem; 13% não leem; 66% não têm conta
Instagram : 70% têm conta; 32% leem; 37% não leem; 30% não têm conta

Belo Horizonte

Os eleitores de Belo Horizonte que não confiam em informações sobre eleições que circulam no Whatsapp são 72% dos entrevistados. Confira os números das taxas de confiança nas informações divulgadas nas redes sociais:

WhatsApp

Confiam: 7%
Confiam em parte: 14%
Não confiam: 72%
Não utilizam rede social: 8%

Facebook

Confiam: 8%
Confiam em parte: 16%
Não confiam: 67%
Não utilizam rede social: 9%

Recife

Os pernambucanos de Recife que não confiam em informações recebidas no WhatsApp são 73% dos 800 entrevistados. A rede social de troca de mensagens é a fonte de notícias menos confiável segundo os recifences. Veículos de comunicação tradicionais, como jornais e televisão, possuem média de 50% de confiança. Confira as taxas de confiança nas redes:

WhatsApp

Confia: 7%
Não confia: 73%
Em parte: 13%
Não utiliza: 7%

Facebook

Confia: 10%
Não confia: 67%
Em parte: 15%
Não utiliza: 8%

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POLÍTICA NACIONAL

“Quer que eu baixe na canetada?”, diz Bolsonaro sobre diminuir preço do arroz

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro manifestou irritação sobre possibilidade de tabelar preço

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou irritado com um apoiador que pediu a ele que diminuísse o preço do arroz durante uma agenda em Cruzeiro, no Distrito Federal, neste domingo (25).

“Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, disse o homem que abordou o presidente enquanto ele se prepararava para subir em sua moto.

“Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”, respondeu Bolsonaro.

O homem saiu sem dizer nada. “Fala, e vai embora”, comentou o presidente diante dos demais apoiadores, seguranças e jornalistas que estavam no local.

Durante a manhã de hoje, o presidente passeou de moto pelo DF com os ministros da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, general Walter Braga Neto.

No interior do mercado, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores e ouviu palavras em sua defesa. Na saída do local, porém, foi recepcionado com gritos de “fora Bolsonaro”.

Pressionada pela alta de preços dos alimentos e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial brasileira registrou em outubro sua maior alta desde 1995. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,94% no mês, após alta de 0,45% em setembro.

Leia mais:  "Quer que eu baixe na canetada?", diz Bolsonaro sobre diminuir preço do arroz

No ano, a inflação acumulada é de 2,31%. No acumulado de 12 meses até outubro, o índice também acelerou para alta de 3,52%, vindo de 2,65% em setembro.

O grupo de alimentação e bebidas subiu 2,24% na prévia da inflação de outubro, alta puxada pelos alimentos consumidos em domicílio (2,95%). Entre os alimentos, os principais destaques foram óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%), tomate (14,25%), leite longa vida (4,26%) e carnes (4,83%).

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POLÍTICA NACIONAL

General Ramos fiz que “não tem briga nenhuma” entre ele e Ricardo Salles

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Luiz Eduardo Ramos%2C ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência
Isac Nóbrega/PR

Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Eduardo Ramos , disse neste domingo (25) que “não tem briga nenhuma” entre ele e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles . A declaração foi feita durante agenda junto com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Distrito Federal. As informações são do jornal Folha de S. Paulo .

“Rapaz, não tem briga nenhuma”, disse o general quando se dirigia à moto para deixar o posto de gasolina em que foi com Bolsonaro em Sobradinho. “Tem uma definição: briga é quando [tem] duas pessoas”, completou.

O ministro ainda foi questionado sobre o clima entre os integrantes da equipe ministerial, asm ele se limitou a relação dele com Bolsonaro. “Minha relação com o presidente está excepcional como sempre.”

Na última quinta-feira (22), o ministro Ricardo Salles publicou no Twitter que Ramos tinha um comportamento de “maria fofoca”. A publicação foi apagada minustos depois. A gota d’água para esse desentendimento foi uma nota do jornal O Globo que dizia que o ministro estava esticando a corda com a ala militar do governo em decorrência do episódio envolvendo a falta de recursos no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Naquela ocasião, Salles tinha dito que, sem dinheiro, brigadistas interromperiam atividades de combate a incêndios e queimadas.

As críticas de Salles a Ramos são amparadas pelos filhos de Jair Bolsonaro e fazem parte de estratégia do núcleo ideológico para convencer o presidente a trocar o responsável pela articulação política do governo. Está prevista para uma minirreforma ministerial em fevereiro de 2021.

Leia mais:  'No Brasil, cloroquina tem 100% de cura', diz Bolsonaro a franceses; veja

Essa pressão ocorre nos bastidores desde agosto, mas agora veio a público com a manifestação de Salles nas redes sociais. A decisão de Salles de tornar público o embate, segundo assessores palacianos, busca acelerar o desgaste de Ramos.

A ideia é repetir a fritura realizada no ano passado com o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que também comandava a Secretaria de Governo e foi criticado pelo núcleo ideológico por sua postura moderada. Bolsonaro foi influenciado a substituí-lo no posto principalmente pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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