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Coluna – Sega completa 60 anos mais viva do que nunca

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A comemoração de 60 anos da Sega, celebrada neste mês de outubro com a promoção de jogos da companhia e distribuição de títulos gratuitos no Steam, me inspirou a contar um pouco da história e relevância dessa companhia para o mercado de games na coluna desta semana.

A Sega foi fundada em 3 de junho de 1960, sob o pomposo nome Nihon Goraku Bussan (algo como Companhia de Produtos de Lazer do Japão, em tradução livre). Era uma das duas companhias que herdariam o patrimônio da Service Games, fabricante americana de máquinas caça-níqueis do Havaí para bases militares dos Estados Unidos. A marca Sega, abreviação de Service Games, já era usada em alguns produtos da companhia desde 1954. A mudança para o Japão, ocorrida anos antes, deu-se por conta da proibição dos caça-níqueis em territórios americanos.

A marca Sega seria adotada apenas como nome da empresa a partir de 1965. A essa altura, a empresa passaria a investir na importação e fabricação de jukeboxes, máquinas de karaokê, pinball e fliperamas. O êxito no mercado de arcades levou a companhia a investir em consoles caseiros, o primeiro deles o SG-1000, lançado em 1983 no Japão. Começava aí a história da Sega como uma das maiores fabricantes de games do mundo, cujo auge no mercado de hardware viria com os consoles Master System e Mega Drive.

No Brasil, a Sega estabeleceria uma parceria única em todo o mundo. A Tectoy, empresa brasileira no ramo de tecnologia, como representante oficial da companhia japonesa no Brasil, tornaria o Master System e o Mega Drive líderes de vendas no Brasil, superando a Nintendo, que venceu em outros mercados. Em parte, graças ao trabalho de tradução para o português de jogos como Phantasy Star e o desenvolvimento de títulos exclusivos para o mercado brasileiro, como Mônica no Castelo do Dragão e Chapolin X Drácula, além de adaptações de sucessos como Street Fighter II para o Master System. A colaboração entre as duas companhias existe até hoje, com o recorrente lançamento de novas versões do Master System e do Mega Drive nas lojas do Brasil.

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Meu primeiro videogame foi um Mega Drive, que, se não me falha a memória, ganhei de presente dos meus pais no natal de 1992. Nascia ali minha paixão pelos videogames, impulsionada por obras-primas como Streets of Rage, Quackshot, Castle of Illusion e, claro, Sonic the Hedgehog, mascote da companhia que a representa ainda nos dias de hoje. Testemunhei o auge da guerra Sega x Nintendo, uma das rivalidades mais lembradas da história dos jogos eletrônicos, e que hoje é tema de livros, documentários e, em breve, um drama em formato de série de TV pela CBS.

Apesar do êxito mundial com o Mega Drive, até hoje considerado o maior sucesso da empresa, a Sega seria engolida pela concorrência com a Nintendo e do novíssimo PlayStation, cujo primeiro console foi lançado no fim de 1994 no Japão. Uma sequência de erros e fracassos com o Sega Saturn e o Dreamcast levaria a empresa à beira da falência, forçando-a a desistir do mercado de hardware em 2001, quando passaria a desenvolver jogos para outras plataformas. Para uma criança dos anos 90, seria inimaginável que, em menos de 10 anos, veríamos o personagem Sonic nos portáteis e videogames da Nintendo.

Embora uma decisão triste para antigos fãs da Sega, como eu, a mudança mostrou-se correta. A empresa acertou as contas e manteve-se como uma das maiores empresas de games do mundo, a 24ª do ranking de receitas, segundo um levantamento do instituto de pesquisa Newzoo entre as empresas de capital aberto. Diferentemente de outras empresas fortes do segmento no passado, como Atari, Midway e LucasArts, a Sega manteve sua marca viva e muito querida na mente e coração dos consumidores.

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Foi nessa fase que surgiriam franquias lucrativas como Yakuza, Super Monkey Ball e Total War. Outros sucessos do passado glorioso ganhariam continuações, algumas mais bem-sucedidas do que outras, incluindo Sonic Mania, Phantasy Star Online 2 e Streets of Rage 4. Algumas parecem ter ficado no passado, como Virtua Fighter, Nights e OutRun, embora regularmente sejam lembrados em homenagens, relançamentos ou participações especiais em outros títulos.

Uma chance de reviver a era de ouro da Sega é curtir a coletânea Mega Drive and Genesis Classics, disponível para Steam, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch. Clássicos do Dreamcast também podem ser encontrados para PC, PlayStation 3 e Xbox 360. Entre hoje e o dia 19 a Sega também disponibiliza gratuitamente no Steam minigames no estilo retrô, entre eles Golden Axed, um protótipo de um reboot do game Golden Axe, e Streets of Kamurocho, uma mistura de Streets of Rage com Yakuza.

Edição: Fábio Lisboa

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EUA e Reino Unido denunciam Rússia por ciberataques contra Olimpíada

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O Reino Unido e os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (19) o que chamaram de ciberataques que teriam sido orquestrados por agentes de serviços de espionagem russos, incluindo tentativas de atingir os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Autoridades britânicas e norte-americanas afirmaram que os ataques foram conduzidos pela Unidade 74455 da agência de espionagem militar russa GRU, também conhecida como Centro Principal de Tecnologias Especiais. O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que seis membros da unidade tiveram papéis importantes nos ataques contra alvos que variaram desde a Organização para a Proibição de Armas Químicas às eleições de 2017 na França. As acusações envolvem quatro anos de atividades entre 2015 e 2019.

As autoridades dos EUA não comentaram se o momento da revelação, há poucas semanas da eleição nos Estados Unidos, foi escolhido para alertar sobre a atividade de grupos de hackers apoiados por governos estrangeiros. Já autoridades britânicas afirmaram que os hackers do GRU também conduziram operações de “ciber reconhecimento” contra os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que seriam realizados neste ano, mas acabaram sendo adiado para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

As autoridades britânicas se recusaram a dar mais detalhes sobre os ataques ou a afirmar se foram bem sucedidos, mas disseram que tinham como alvo os organizadores das Olimpíadas, fornecedores e patrocinadores. O secretário do Exterior do Reino Unido, Dominic Raab, afirmou que as “ações do GRU contra as Olimpíadas são cínicas e imprudentes. Condenamos elas nos termos mais fortes possíveis”.

O vice-diretor da polícia federal dos EUA (FBI) David Bowdich afirmou: “O FBI repetidamente tem alertado que a Rússia é um adversário altamente capaz em ciberataques e a informação revelada neste indiciamento ilustra como as atividades cibernéticas da Rússia são invasivas e destrutivas”.

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Em dezembro de 2019, a  Rússia foi banida dos Jogos Olímpicos por quatro anos por causa de acusações de doping de seus atletas.

As autoridades britânicas e norte-americanas afirmaram nesta segunda-feira (19) que os hackers russos se envolveram em outros ataques, como o que comprometeu sistemas de computadores dos Jogos de Inverno em 2018, durante a cerimônia de abertura na Coreia do Sul. Este ataque comprometeu centenas de computadores, derrubou acesso à internet e interrompeu as transmissões de mídia.

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Série D: em partida truncada, Brasiliense vence Villa Nova por 1 a 0

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O Brasiliense (DF) chegou a terceira vitória consecutiva pela Série D do Campeonato Brasileiro. Nesta segunda-feira (19), em uma partida muito truncada, o Jacaré venceu o Villa Nova (MG) por 1 a 0, pela sétima rodada da primeira fase da competição. O jogo no estádio Elmo Serejo Farias, o “Serejão”, em Brasília (DF), teve transmissão ao vivo na TV Brasil.

O clube do Distrito Federal foi a 14 pontos, permanecendo na segunda posição do Grupo 6, a cinco pontos do líder e rival Gama (DF). O Leão do Bonfim, estacionado nos sete pontos, segue em sexto lugar e perdeu a chance de entrar na zona de classificação. As equipes se reencontram já na quarta-feira (21), às 19h (horário de Brasília), no estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima (MG).

O primeiro tempo teve transpiração, mas pouquíssima inspiração de ambos os lados. Ter a posse de bola não fazia do Brasiliense necessariamente um time perigoso. Na única chance real, aos 36 minutos, o meia Luquinhas aproveitou a sobra de uma dividida na grande área e chutou forte, próximo à marca do pênalti, parando em grande defesa do goleiro Deola.

Após o intervalo, o Jacaré subiu as linhas e intensificou a presença no campo do Villa Nova. Os mineiros se seguraram como puderam até os 14 minutos, quando o árbitro Jose Ricardo Vasconcellos Laranjeira viu um toque de mão na grande área do atacante João Guilherme, do Leão do Bonfim, após cruzamento do lateral Peu. De pênalti, o centroavante Zé Love abriu o marcador.

Aos 19 minutos, o atacante Marcos Aurélio, batendo falta, acertou o travessão e quase ampliou. A partir daí, o cenário do jogo mudou. O Villa se lançou ao ataque e pressionou o Brasiliense no campo de defesa. A dependência da bola parada e os erros no passe final, porém, dificultaram a vida dos mineiros, que não conseguiram assustar o goleiro Fernando Henrique.

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Em outro jogo iniciado às 15h, o Bragantino (PA) venceu o Rio Branco (AC) por 2 a 1, de virada, no estádio Diogão, em Bragança (PA). O duelo pelo Grupo 1 seria domingo (18), mas, foi adiado após 17 atletas do time acreano terem indisposição estomacal. O Tubarão do Caeté manteve a ponta da chave, agora com 16 pontos. O Estrelão, que perdeu a invencibilidade, caiu para terceiro, com três pontos a menos.

A primeira fase da edição 2020 da Série D reúne 64 clubes, abrange os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Sob critérios regionais, as equipes foram divididas em oito grupos com oito times em cada. Os quatro melhores de cada chave avançam ao mata-mata. Os quatro classificados para a semifinal ganham o direito de disputar a Série C em 2021.

Confira a classificação da Série D do Campeonato Brasileiro.

Edição: Cláudia Rodrigues

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