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ESPORTES

Após 39 anos, polo aquático retornará a Jogos Escolares Brasileiros

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Fora dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) desde 1982, o polo aquático é uma das novidades da próxima edição do evento, confirmado para o segundo semestre do ano que vem, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A competição abrange 17 modalidades, e o polo é uma das cinco que serão disputadas como demonstração, assim como skate, escalada, dança e curling. A edição de 2021 dos JEBs – a competição não ocorria desde 2004 – deve reunir cerca de 7,5 mil participantes entre 12 e 14 anos. 

“É uma bela motivação para a criançada praticar e a gente poder começar a garimpar quem tem o dom”, avalia Alessandro Checchinato, presidente da Polo Aquático Brasil (PAB), liga nacional da modalidade. “A criança, para se manter motivada no esporte, tem que ter perspectiva de competir, viajar. Os JEBs ajudam muito nesse sentido”, completa.

O retorno do polo à competição infanto-juvenil é um bom sinal, segundo João Santos, diretor da modalidade na Confederação Brasileira de Desporto Aquáticos (CBDA). “O polo, infelizmente, ainda não participará efetivamente dos JEBs, pois, para isso, precisa ter uma participação mais efetiva de times jovens em todas as regiões. A boa notícia é que já teremos uma demonstração, e isso pode ser um começo”, afirmou o dirigente em depoimento ao site oficial da entidade.

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Campeonato Brasileiro Interclubes de Polo Aquático  sub-14 masculino  2019 – Luiza Moraes/PAB/Direitos Reservados

A volta dos JEBs em 2021 foi divulgada em agosto, antes do polo aquático ser incluído na previsão. Na ocasião, Checchinato explicou que foi feito um contato, via ofício, com a CBDE. “Claro que a gente gostaria que fosse incluído no ano que vem, mas não acredito que será implementado de imediato. O que estamos querendo é conversar e tentar implementar o polo aquático de forma gradual em alguns estados, e começar a ver a viabilidade e a dificuldade que a gente terá para isso”, explicou o dirigente há dois meses.

Formação

Atualmente, o acesso à modalidade se dá, principalmente, por clubes ou projetos – como o da Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA), em Bauru (SP). A introdução na escola ainda é exceção. Um exemplo é a iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), que apresenta o esporte, em forma de vivência, a nove unidades escolares da instituição, como atividade pós-grade curricular.

“Hoje, basicamente, nosso time adulto de polo é montado com 80% dos atletas vindos da escola do Sesi-SP. Estamos totalmente alinhados com a base”, afirma André Avallone, técnico da agremiação paulista e que também é responsável pela análise, avaliação e sequência pedagógica da formação.  

Campeonato Brasileiro Interclubes de Polo Aquático 209 - femininoCampeonato Brasileiro Interclubes de Polo Aquático 209 - feminino

Campeonato Brasileiro Interclubes de Polo Aquático sub-14 feminino 2019 – Luiza Moraes/PAB/Direitos Reservados

O estudo Suplemento de Esporte do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2016, divulgado no ano seguinte pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que apenas 27% dos municípios tinham escolas com alguma estrutura esportiva. Entre as instalações presentes na rede pública municipal, apenas 6,3% incluíam pisicinas.

“Entretanto, quando o polo aquático esteve inserido nos JEBs, na década de 80, desenvolveu muito nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Os estudantes não tinham piscina nas escolas, mas treinavam em centros esportivos das cidades. Como tinha a possibilidade de se jogar fora do estado e, mais adiante, em um Sul-Americano ou um Mundial, o pessoal se empolgava e tinha interesse”, pondera Checchinato.

Técnico de polo aquático no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo (SP), Leonardo Vergara – ou Léo Paraíba, como é conhecido, em referência ao estado onde nasceu – esteve em seis edições do evento infanto-juvenil, uma delas como árbitro. A competição foi o pontapé inicial na carreira de Léo Paraíba, que ainda atleta defendeu clubes tradicionais como Flamengo, Fluminense e Pinheiros, chegando à seleção brasileira.

“Passávamos o ano inteiro treinando para os JEBs, esperando aquela viagem, de dois dias e meio de ônibus. Era uma grande festa. Meninos e meninas do Brasil inteiro, jogando na piscina fria, mas era um grande barato. Joguei cinco JEBs pela Paraíba. Ganhamos uma vez e, seguramente, é um dos títulos dos quais mais me orgulho”, recorda Léo, que antes mesmo da confirmação do polo aquático na retomada da competição,  já defendia a presença da modalidade. “É o primeiro esporte olímpico coletivo. Hoje, 14 estados praticam o polo no país. Tem muita tradição, não pode ficar fora”, destacou.

JEBs

Segundo a organização, além dos alunos, a edição 2021 dos JEBs reunirá aproximadamente 1,5 mil professores, técnicos e 400 árbitros em sete dias de competições. Serão distribuídos 140 troféus e duas mil medalhas. Das 17 modalidades, 10 são classificatórias para os Jogos Sul-Americanos Escolares, que também ocorrerão no próximo ano, em Brasília (DF).

Com exceção do atletismo, as demais disputas dos JEBs serão no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). A estrutura foi vistoriada, há duas semanas, por dirigentes da CBDE e profissionais do Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), além de representantes dos governos municipal e estadual. O evento ainda não tem data definida, mas a estimativa é que ocorra em outubro, após a desmontagem da estrutura do Rock in Rio – que também será no local.

Edição: Cláudia Sores Rodrigues

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Vasco perde pênalti, mas bate Caracas no fim pela Sul-Americana

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Foi sofrido, com direito a gol nos minutos finais, marcado por um prata-da-casa com histórico goleador na base, mas pouco aproveitado no time principal. Nesta quarta-feira (28), em São Januário, o atacante Tiago Reis, 21 anos, garantiu a suada vitória por 1 a 0 do Vasco sobre o Caracas, da Venezuela, no jogo de ida do confronto pela segunda fase da Copa Sul-Americana.

O triunfo foi o primeiro do técnico português Ricardo Sá Pinto no comando vascaíno e encerrou um jejum de nove partidas sem vitórias da equipe carioca, que pecou na construção de jogadas ao longo dos 90 minutos e ainda desperdiçou um pênalti no segundo tempo. O resultado dá ao Cruzmaltino a vantagem do empate no duelo de volta, na quarta-feira (4), às 21h30 (horário de Brasília), na capital venezuelana. Se balançar as redes fora de casa, o time brasileiro poderá até perder por um gol de diferença.

O ganhador do confronto pega quem avançar entre Defensa y Justicia, da Argentina, e Sportivo Luqueño, do Paraguai. No primeiro jogo, também nesta quarta, em Luque (Paraguai), os argentinos venceram por 2 a 1. O segundo duelo também será na quarta-feira que vem.

O Vasco tomou conta do campo defensivo do Caracas, com a posse de bola beirando os 70%, mas apresentou dificuldades no último passe e na finalização, escancarando a falta que o meia Martín Benitez e o atacante German Cano – ambos contundidos – fazem. Aos 18 minutos, na melhor oportunidade da primeira etapa, o meia Leonardo Gil cruzou e o atacante Ribamar, livre, cabeceou por cima. Aos 41, os vascaínos ainda pediram pênalti do lateral Luis Casiani no meia Carlinhos, mas o árbitro peruano Michael Espinoza nada assinalou.

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Os cariocas mantiveram a postura ofensiva na etapa final. Aos 12 minutos, Casiani derrubou o lateral Henrique na área. Carlinhos, porém, bateu mal demais a penalidade, fraco e a meia altura, facilitando a defesa do goleiro Beycker Velázquez. Para complicar, o atacante Ygor Catatau – que entrou em campo aos 26 minutos – levou o cartão vermelho 10 minutos depois, após uma sequência de faltas.

Se a opção por Ygor não deu resultado, as entradas do meia Guilherme Parede e do atacante Tiago Reis funcionaram melhor do que a encomenda. Aos 42 minutos, quando o duelo caminhava para o empate, Parede recebeu do também meia Andrey e cruzou para Tiago Reis. O artilheiro da Copa São Paulo de Juniores do ano passado, apenas três minutos depois de ir a campo, aproveitou a assistência para garantir a vitória vascaína.

O Cruzmaltino volta as atenções para a Série A do Campeonato Brasileiro. A equipe carioca visita o Goiás neste domingo (1), às 20h30, pela 19ª rodada da competição. O Vasco é o 17º colocado, primeiro time na zona de rebaixamento, com 18 pontos.

Confira a tabela da Copa Sul-Americana.

Edição: Fábio Massalli

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Flamengo visita o Athletico, vence e larga bem na Copa do Brasil

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Na Arena da Baixada, a noite desta quarta (28) foi de reencontro de rubro-negros. Athletico Paranaense e Flamengo fizeram a partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil desta temporada. O confronto foi uma reedição das quartas de final do torneio de 2019, que teve a classificação do Furacão, e da final da Supercopa de 2020, com o título da equipe carioca. 

Dessa vez o Flamengo saiu na frente mesmo sem forçar muito o ritmo. Até os 19 minutos, quando marcou o gol, o jogo era todo do time do Rio de Janeiro. Quem abriu o placar foi Bruno Henrique, que alcançou a marca de 50 gols com a camisa do Flamengo e fez o décimo quinto na temporada. 

A jogada começou com um cruzamento do lateral-direito Isla. A bola foi na cabeça do centroavante Pedro. Ele dividiu com o goleiro Santos, a bola foi na trave e caiu no pé do Bruno Henrique que só empurrou para o gol vazio. À frente no placar, o Flamengo administrou a partida. A primeira chegada relativamente perigosa dos donos da casa aconteceu aos 42 minutos. O centrovante Walter cobrou forte uma falta. E o goleiro Hugo Souza fez boa defesa. No rebote, Reinaldo bateu perto do gol adversário.

Na etapa final, o goleiro Hugo foi a estrela. Aos 10, Nikão ganhou do zagueiro Léo Pereira e rolou para Walter. O centroavante finalizou e o goleiro flamenguista fez uma grande defesa. Aos 18, mais uma grande defesa depois do Reinaldo invadir a área carioca e finalizar rasteiro. Depois, ele pegou um pênalti. A infração do lateral-esquerdo Renê sobre Léo Cittadini foi confirmada pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro após chamar o auxílio do VAR. Hugo pulou no canto direito e fez uma bela defesa. Foi o primeiro pênalti defendido pelo garoto no time profissional do Flamengo.

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As duas equipes voltam a se enfrentar na quarta-feira (4), às 21h30, no Maracanã. O Furacão precisa vencer para ter chances. Qualquer vitória por um gol dos paranaenses leva a decisão aos pênaltis.

Corinthians perde

Na Neo Química Arena, a noite de quarta teve outro duelo de abertura das oitavas de final. O jogo envolveu o Corinthians, que vive uma temporada de muita instabilidade, e o América Mineiro, embalado pela vice-liderança na Série B. E quem se deu bem foi a equipe que busca retornar à elite do futebol brasileiro.

Nos primeiros 45 minutos, os dois times apresentaram muita vontade, mas ficaram devendo inspiração. Os paulistas tiveram mais posse de bola, só que a primeira boa oportunidade do Timão só veio aos 22 minutos. Depois do escanteio batido por Cazares, a bola bateu no zagueiro Messias do América e ia em direção ao gol. Mas, Diego Ferreira, bem posicionado, afastou quase sobre a linha. 

Aos 26, foi a vez do América chegar. Em boa jogada, Ademir foi no fundo e cruzou. Só que o lateral alvinegro Fagner acompanhou bem a jogada e evitou a conclusão de Felipe Azevedo.

Na etapa final, o cenário do jogo mudou pouco. O América reclamou pênalti quando Ademir invadiu a área, dividiu com Marllon e caiu na área aos 8 minutos. O árbitro Rodrigo Dalonso Ferreira mandou seguir. 

O próximo lance digno de registro veio só aos 43 minutos de jogo e foi o gol dos visitantes. O atacante Marcelo Toscano aproveitou a falha do goleiro Cássio, que saiu jogando errado. O artilheiro recebeu um bom passe de Neto Berola e não desperdiçou a oportunidade. Fez o único gol da noite de futebol em São Paulo.

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A partida de volta acontece na quarta-feira (4), às 21h30, na Arena Independência, em Belo Horizonte. Com o gol fora não é critério de desempate na Copa do Brasil, para avançar nos 90 minutos, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença. Qualquer vitória mínima do Timão leva o jogo aos pênaltis.

Veja aqui a tabela da Copa do Brasil

Edição: Fábio Massalli

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