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“Tem de ver se ele quer”, diz Bolsonaro sobre chapa com Moro em 2022

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Bolsonaro e Sergio Moro arrow-options
Carolina Antunes/PR

Bolsonaro e Sergio Moro

O presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de formar uma chapa com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para tentar a reeleição em 2022. Duas semanas depois de afirmar que “por enquanto estava casado, sem amante” com seu vice, general Hamilton Mourão, Bolsonaro disse, em entrevista à revista Veja , que a confirmação da parceria para as próximas eleições vai depender do ex-juiz. “Tem de ver se ele quer”.

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“Nós somos Zero Um e Zero Dois. Tem de ver se ele quer. Nunca entrei em detalhes com ele sobre esse assunto. Mas seria uma chapa imbatível”, afirma. Para Bolsonaro , no entanto, é cedo demais para discutir o assunto e poderia “causar ciúme”.

“Você daria um sinal de que não está satisfeito com o Mourão, e da minha parte está tudo tranquilo com o Mourão. O Moro não tinha uma vivência política. A cabeça dele enquanto juiz pensava assim: ‘Se eu fosse presidente, faria isso’. Agora ele conhece a realidade”, completa.

Inimigo número 1

À Veja , Bolsonaro afirmou que tem Wilson Witzel como seu principal inimigo. De acordo com ele, o governador do Rio usa a Polícia Civil para tentar envolver ele e seus filhos no crime organizado.

“O governador botou na cabeça que vai ser presidente e tem de me destruir. Depois da história do porteiro e das buscas na casa da minha ex-mulher, ele está preparando uma nova armação. Já sei que eles pegaram dois milicianos, sei lá quem, conversando e a Polícia Civil gravando. Tem vários diálogos falando que no passado eu participava das milícias, pegava dinheiro, e agora, presidente, não participo mais, papo de vagabundo”, afirmou. 

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Bolsonaro disse que recebe qualquer governador, menos Witzel. “Recebo qualquer um dos governadores na hora que eles quiserem. O Witzel não. Se ele quiser falar comigo, vai ter de protocolar o pedido de audiência e dizer antes qual é o assunto”. 

Traição

O presidente levantou suspeitas de ter sido traído por pessoas próximas a ele durante o processo eleitoral e não descartou a hipótese de uma conspiração no atentado sofrido em Juiz de Fora na campanha.

“O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses. Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice. O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Depois disso, eu passei a valer alguns milhões deitado”, diz, sem indicar quem teria sido esse “aliado”.

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No Palácio do Alvorada desde o início do ano, ele revela na entrevista que dorme poucas horas e sempre com uma pistola carregada por perto. “E ainda tem outras arminhas que ficam guardadas por aí. A gente contraria o interesse de muita gente”, afirma.

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Além de Bolsonaro, redes sociais já puniram outros líderes mundiais; veja todos

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Presidente Jair Bolsonaro durante live
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Presidente Jair Bolsonaro durante live

O presidente Jair Bolsonaro integra uma lista restrita de líderes mundiais que já tiveram postagens removidas ou contas suspensas pelas grandes plataformas de redes sociais nos últimos anos. Levantamento feito pelo GLOBO identificou apenas outros quatro políticos alvos de restrições, no momento em que ocupavam cargos de comando, por violarem as políticas das principais redes. A maioria disseminou mensagens falsas sobre a Covid-19 e recebeu a punição após a atualização de políticas das plataformas sobre o tema.

A penalidade mais severa foi aplicada ao ex-presidente dos EUA Donald Trump em janeiro , quando ocupava a Casa Branca. Após a invasão do Congresso americano, Twitter, Facebook e Instagram baniram os perfis do republicano. Já o YouTube aplicou uma suspensão proibindo novas postagens.

Antes disso, postagens de Trump já haviam sido excluídas ou sinalizadas como falsas ao longo de 2020 por disseminar desinformação sobre a Covid-19, o processo eleitoral americano e por “enaltecimento à violência” durante os protestos pela morte de George Floyd, jovem negro assassinado por policiais brancos em maio do ano passado.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também já teve publicações excluídas, por motivos similares aos de Bolsonaro. Em março de 2020, o Twitter apagou uma postagem em que o presidente recomendou uma cura caseira contra a Covid-19.

Em março deste ano, foi a vez de o Facebook bloquear por 30 dias a página de Maduro por “reiteradas violações” da política sobre desinformação relacionada à pandemia. O perfil foi impedido de publicar mensagens ou fazer comentários por um mês. A medida foi adotada após a remoção de um vídeo sobre o Carvativir, remédio sem eficácia comprovada contra a doença, promovido por Maduro como “gotinhas milagrosas” para tratar o coronavírus.

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Outro reincidente no que diz respeito ao descumprimento de regras das plataformas é o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em janeiro, uma de suas contas no Twitter foi suspensa após uma publicação com ameaças a Donald Trump. No mesmo mês, outra postagem foi removida. No texto, o líder supremo anunciou a proibição de importar vacinas contra a Covid-19 fabricadas nos Estados Unidos e no Reino Unido e lançou dúvidas sobre sua eficácia.

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Já o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, foi alvo de remoção de conteúdo no Twitter. A plataforma excluiu uma postagem em que ele ameaçou um grupo separatista no Sudeste da Nigéria. A rede entendeu que o presidente violou suas regras.

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O mandatário fez referência à Guerra de Biafra, que deixou três milhões de mortos nas décadas de 1960 e 1970, para enviar um recado aos responsáveis por uma onda de violência na região. “Muitos daqueles que se comportam mal hoje são muito jovens para estarem cientes da destruição e perda de vidas que ocorreram durante a Guerra Civil da Nigéria. Aqueles de nós que ficaram nos campos por 30 meses, que passaram pela guerra, vão tratá-los na língua que eles entendam”, escreveu.

Ação e reação

Professor do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, o pesquisador brasileiro David Nemer avalia que houve demora das plataformas em aplicar suas próprias regras a perfis de autoridades e de interesse público, mas que a expectativa é que a partir de agora ampliem a moderação de conteúdo.

“Essas punições serão mais comuns porque cada vez mais as redes sociais são apontadas como responsáveis por proporcionar discursos extremistas e todas as suas consequências. Há pressão no Congresso nos Estados Unidos, e mesmo no Brasil. Pelo próprio modelo de negócio dessas redes, políticos extremistas geralmente atraem seguidores para as plataformas e geram muito engajamento. A expectativa é de maior moderação, já que essas contas comandam e ditam a agenda do debate nas plataformas”, conclui Nemer.

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Por outro lado, em meio a aplicação de punições, as empresas do setor entraram na mira de governos. Na Nigéria, Buhari baniu o funcionamento do Twitter após ter uma mensagem removida. A plataforma negocia seu retorno. Medida semelhante foi adotada em Uganda pelo presidente Yoweri Museveni. Em janeiro, o Facebook foi bloqueado dias após a plataforma remover contas falsas ligadas a seu governo antes das eleições.

No Brasil, Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei para restringir a ação das redes. O texto quer exigir que as empresas de tecnologia apresentem uma “justa causa” para retirar as publicações de suas plataformas, o que, para especialistas, pode facilitar a divulgação de mensagens com desinformação.

A suspensão das contas de Trump também levou países governados por aliados a anunciarem projetos na mesma linha. Foram os casos da Polônia, que apresentou uma proposta no início do ano para dificultar a remoção de conteúdo, e do estado da Flórida, governado pelo republicano Ron DeSantis, que aprovou uma lei para proibir a remoção de contas de políticos nas plataformas, revogada em seguida pela Justiça.

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‘Kit Covid’: Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes

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'Kit Covid': Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes
Isabela Silveira

‘Kit Covid’: Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes

Mesmo após a comprovação de que o chamado ‘Kit Covid’ possui remédios ineficazes no combate ao novo coronavírus, Prefeituras de cidades ao redor do país continuaram a adquirir os medicamentos. É o caso dos municípios de Redenção-PA, Passo Fundo-RS, Campo Maior-PI e Araputanga-MT. As informações são do portal Uol.

Estas cidades – localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul – concluíram seus processos licitatórios partir de junho, ou seja, após a não recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização destes medicamentos.

Nos contratos, há permições para que a aquisição seja realizada conforme a demanda do sistema de saúde local. Segundo a organização ‘Transparência Brasil’, 49 prefeituras realizaram o processo de compra do ‘Kit Covid’ no primeiro semestre deste ano. Somente no Rio Grande do Sul, foram identificadas 40 prefeituras que compraram os remédios ineficazes – com valores que somam cerca de R$ 768 mil.

Em Redenção, o licitação chegou a quase R$ 1 milhão – um total de R$ 901 mil – e prevê a entrega, até o fim do ano, de 900 mil comprimidos de ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina e zinco. Com essa quantidade, cada morador poderia receber até nove pílulas.

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João Lucimar Borges, secretário municipal de Saúde de Redenção e vereador eleito pelo PSD, alegou não se lembrar do processo licitatório. “Preciso verificar, mas sei que a hidroxicloroquina não estamos mais usando. Quando houve toda a discussão em torno do remédio, sentamos com a equipe técnica e decidimos tirar do kit. A azitromicina e o zinco tenho certeza que estamos distribuindo. A ivermectina preciso checar”.

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Após algumas horas, o político voltou a afirmar que conversou com um infectologista da pasta e explicou a ação. “Quando eu assumi o cargo, em janeiro, houve um pico altíssimo de casos. Todo mundo estava tentando se apegar em alguma coisa, às vezes [o kit] era até uma coisa psicológica para as pessoas. Agora, estamos evoluindo”.

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