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POLÍTICA NACIONAL

Moro no governo Bolsonaro afetou imagem da Lava Jato, diz chefe da operação

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Divulgação/MPF

Coordenador da Lava Jato no Rio, Eduardo El Hage considera que ida de Moro ao governo Bolsonaro afetou imagem da operação

O coordenador da Lava Jato no Rio, procurador Eduardo El Hage, diz que há riscos de que as recentes mudanças de interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) beneficiem o ex-governador Sérgio Cabral, preso desde novembro de 2016. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo , El Hage diz ainda que a ida do ex-juiz federal Sergio Moro para o ministério da Justiça do governo Bolsonaro prejudicou a imagem da Lava Jato.

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Sobre a decisão de Moro de deixar a magistratura e aceitar um cargo no governo Bolsonaro, El Hage afirma que o ex-juiz “acabou associando a imagem da operação com o governo Bolsonaro”, o que segundo ele “não tem nada a ver”.

“Para a imagem da operação, diria que sim. Foi uma escolha legítima, lícita. Ele [Moro] é totalmente livre para fazer essa escolha, mas acabou associando a imagem da operação com o governo Bolsonaro, que não tem nada a ver. Principalmente aqui no Rio, porque Moro nem sequer era juiz aqui”, diz El Hage à Folha .

“Risco sempre há. Vivemos momentos de muita insegurança jurídica. Alguns preceitos que entendíamos como muito bem assentados no direito brasileiro estão sendo subvertidos de maneira muita abrupta”, afirmou El Hage ao ser questionado se as decisões recentes do STF poderiam abrir brecha para a soltura de Cabral .

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El Hage cita a lei do abuso de autoridade, aprovada no Congresso, e as decisões do STF sobre a ordem de apresentação das alegações finais quando há delatores e delatados no processo, de suspensão das investigações que tinham por base relatórios do antigo Coaf, o envio de crimes de corrupção para a Justiça eleitoral e a decisão que impediu o cumprimento da pena em segunda instância como movimentos que levaram ao enfraquecimento da Lava-Jato.

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O procurador diz ainda ser contrário a uma colaboração premiada do ex-governador do Rio: “Ele teria muito pouco a acrescentar nesse momento. Não seria uma resposta que o Ministério Público Federal gostaria de dar à sociedade”.

O ex-governador do Rio está preso desde novembro de 2016 e já foi denunciado 30 vezes pelo Ministério Público Federal (MPF). Nas acusações contra o político, o MPF relata a aquisição de bens pelo emedebista mediante diversos atos de lavagem de dinheiro feita com a aquisição de joias, embarcação, custeio de aluguéis e funcionários, blindagem de veículos, fretamento de helicópteros e viagens internacionais.

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Cabral não pode ser beneficiado pela mudança de entendimento de prisão após segunda instância. O ex-governador cumpre prisão preventiva (sem prazo para terminar). As prisões preventivas e temporárias não são afetadas com a decisão do STF.

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Eduardo Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo

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Cunha teve o mandato cassado em 2016
Wilson Dias/ Agência Brasil

Cunha teve o mandato cassado em 2016


Com seus direitos políticos suspensos até 2027,  Eduardo Cunha (MDB-RJ) tenta reverter sua situação na Justiça para voltar à disputa partidária. O plano do político é deixar seu reduto político no Rio de Janeiro para se lançar deputado federal por São Paulo.

Ele falou sobre o assunto na noite desta segunda-feira (25), ao realizar uma noite de autógrafos do livro “Tchau, querida”, no qual retrata os bastidores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, ele era presidente da Câmara dos Deputados, portanto, foi o responsável por liberar a instauração do processo no Congresso. Depois disso, teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir sobre a existência de contas no exterior.

Cinco anos depois, com poucas pessoas na noite de autógrafos, Cunha disse à Folha de S. Paulo que não tinha a intenção de transformar o momento em um evento. “É mais basicamente para me colocar”. (…) “Como eu pretendo ser candidato, fazer em São Paulo tem o simbolismo de eu estar presente”, explicou ao jornal. Ele deve ainda realizar outra sessão no Rio de Janeiro, além de planejar o lançamento de um segundo livro, o “Querida, voltei” sobre seu retorno à cena política.


Quanto à candidatura, o ex-deputado diz ainda não saber por qual partido se lançaria. Sua filha, que também deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas pelo Rio de Janeiro, vai se desfiliar do MDB.

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Mais 10 nomes são incluídos em relatório da CPI da Pandemia; veja quais

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CPI da Covid no Senado
Pedro França/ Agência Senado

CPI da Covid no Senado


Na véspera da votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia , os senadores decidiram incluir mais 10 nomes entre os investigados. O grupo apelidado como G7 chegou a esse consenso nesta segunda-feira (25).

Segundo o portal Metrópoles, foi o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), quem confirmou os novos alvos. São eles:

–  Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde; 

– Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde; 

– Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde; 

– Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde; 

– Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil; 

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– Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos da Saúde; 

– José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica LTDA; 

– Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde; 

– Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.

Com a votação do relatório produzido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o documento será encaminhado aos órgãos com poder de investigação, como a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe a eles prosseguir com a apresentação de denúncias à Justiça.


Além desses 10 nomes, outros 68 estão entre os alvos de pedidos de investigação . Os principais são o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual chefe da pasta, o médico Marcelo Queiroga, e outras diversas autoridades do governo federal.

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