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POLÍTICA NACIONAL

Lula compara Brasil de 2020 à Alemanha nazista ao falar sobre “guerra à cultura”

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Daniel Castelo Branco/O Dia

Ex-presidente falou a público no Circo Voador

O ex-presidente Lula participou de um evento em defesa da cultura no Circo Voador, no Rio de Janeiro , na noite desta quarta-feira. Ao lado da namorada, Janja, e discursando para militantes, artistas e intelectuais, o petista criticou o desmonte da cultura feito pelo governo federal e chegou a comparar o Brasil governado por Bolsonaro à Alemanha de Hitler: “Como na Alemanha nazista, querem destruir o Brasil começando pela cultura”, afirmou.

Ao contrário do usual, Lula , preservando sua garganta por recomendações médicas, leu um discurso previamente escrito – o que não o impediu de, eventualmente, assumir o tom enérgico que a sua militância está acostumada a ouvir. “A minha relação com vocês não é eleitoral, é um compromisso de fé”, disparou, ao final, sendo ovacionado pelas arquibancadas lotadas do Circo Voador.

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Em seu discurso, Lula agradeceu à classe artística e intelectual pelo apoio, convocou a luta contra “a ascensão do fascismo no país”, prometeu recriar o Ministério da Cultura em um novo governo petista e alertou para a volta da censura – “esse monstro que já julgávamos extintos no nosso país”.

O ex-presidente também aproveitou para rebater as críticas pela radicalização de seu discurso: “Não diga que eu saí mais radical da cadeia, diga que eu saí mais consciente”, garantiu. Em seguida, disse que, durante seu tempo encarcerado em Curitiba, leu muitos livros sobre racismo e história da África, e que está determinado a combater o “arraigado racismo institucional brasileiro”.

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Lula listou inúmeras medidas e investimentos culturais de seus governos e afirmou que “é através da cultura que o povo brasileiro vai fazer a revolução que esse país precisa”. “Fernanda Montenegro, olhando 30 segundos pra uma câmera, fez mais que o Bolsonaro sentado por 30 anos numa cadeira de deputado”, disse, arrancando risadas e aplausos dos presentes.

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Ele também alegou inocência de todas as acusações e fez fortes críticas a Moro e Dallagnol. “Se tem alguém nesse país capaz de formar quadrilha, é o Dallagnol com a força-tarefa da Lava Jato”.

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Por fim, homenageou o educador e filósofo Paulo Freire . “Esse país não pode distribuir arma, tem que distribuir livro”.

2020

O evento no Circo Voador reuniu também diversas figuras políticas da esquerda carioca, como o deputado federal Marcelo Freixo ( PSOL -RJ) e as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ), que poderão disputar entre si os votos da esquerda para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2020. Os três tiveram discursos conciliatórios e de união, chegando a cantar a música “Juízo Final”, de composição de Nelson Cavaquinho, juntos.

Além deles, estiveram presentes também a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, o ex-ministro da Defesa, Celso Amorim e o ex-senador Lindbergh Farias.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Antunes

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POLÍTICA NACIONAL

Relatório final da CPI da Pandemia é aprovado

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Registro de uma sessão da CPI da Pandemia
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Registro de uma sessão da CPI da Pandemia


Sete dos 11 membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia votaram a favor do relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) . Com isso, os pedidos de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de autoridades como o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e o atual chefe da pasta, médico Marcelo Queiroga, serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e outras instâncias de investigação competentes.

O texto final foi concluído tendo como alvo 80 nomes , entre políticos, servidores, funcionários e empresas, por crimes cometidos no âmbito da pandemia. Esse documento é a conclusão de seis meses de investigações e depoimentos colhidos que trouxeram à tona as irregularidades no contrato da vacina indiana Covaxin , os atrasos do governo federal em aceitar  as ofertas da Pfizer e, mais recentemente, os procedimentos na operadora de saúde Prevent Senior .


Veja como votou cada senador:

SIM

Eduardo Braga (MDB-AM)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

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Otto Alencar (PSD-BA)

Humberto Costa (PT-PE)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Omar Aziz (PSD-AM)

NÃO

Carlos Heinze (PP-RS)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Jorginho Mello (PL-SC)

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POLÍTICA NACIONAL

CPI: Aras vai pedir “análise” do relatório antes de decidir eventuais denúncias

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Assim que receber o relatório final da CPI da Covid , o procurador-geral da República Augusto Aras já definiu que vai encaminhar o material para “análise prévia” de um órgão da Procuradoria-Geral da República (PGR) que fiscalizou as políticas públicas da pandemia, o Gabinete Integrado Covid-19 (Giac). Apenas depois dessa primeira análise é que Aras definirá se vai instaurar investigações ou apresentar denúncias contra as autoridades com foro privilegiado indiciadas no relatório , dentre elas o presidente Jair Bolsonaro.

Senadores da cúpula da CPI, como o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente Omar Aziz (PSD-AM), querem entregar o relatório para Aras na quarta-feira às 11h30, caso o documento seja aprovado ainda nesta terça.

Internamente, ainda há dúvidas sobre como será conduzida essa análise pelo Giac, que é formado por procuradores e servidores do Ministério Público Federal, com participação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A coordenadora do grupo, a subprocuradora-geral da República Célia Delgado, deixou o posto para assumir a função de corregedora-geral do Ministério Público Federal. Com isso, o Giac ficou interinamente sob o comando da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que é bolsonarista e recentemente produziu uma manifestação na qual colocava em dúvidas a eficácia do uso de máscaras como medida de prevenção contra a Covid-19.

Fontes da PGR, entretanto, dizem que a análise do relatório não ficará sob atribuição de Lindôra porque ela estaria com grande carga de trabalho devido às suas funções na PGR, que incluem a coordenação das investigações decorrentes da Operação Lava-Jato perante o STF e a condução de inquéritos contra bolsonaristas.

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A ideia de Aras é que, como o Giac acompanhou todos os assuntos relacionados à Covid-19, o órgão saberá avaliar quais fatos descritos no relatório final da CPI já são alvo de investigação e quais mereceriam novas frentes de apuração na PGR. Não há prazo para que essa análise prévia ocorra. A definição sobre apresentação de denúncias, aberturas de inquérito ou arquivamentos ficará para a fase posterior, quando o material estiver nas mãos de Aras. 

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Durante a pandemia, entretanto, o Giac foi alvo de críticas internas sob acusação de tomar poucas ações efetivas contra falhas do governo Bolsonaro na gestão da pandemia. Pelo contrário: uma das medidas tomadas pelo Giac foi pedir esclarecimentos aos governadores sobre a aplicação de recursos enviados pelo governo federal para o combate à pandemia, endossando o discurso do governo federal de que os problemas na gestão da Covid-19 eram de responsabilidade dos governadores.

A PGR tem atribuição para apresentar denúncia ou pedir abertura de inquérito dos fatos descritos no relatório que envolvem não apenas o presidente Jair Bolsonaro, mas também seus filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, ministros do governo e o líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), porque todos possuem foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

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