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POLÍTICA NACIONAL

Fim do DPVAT é nova etapa do ‘complexo’ de Bolsonaro com o trânsito

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IstoÉ

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Valter Campanato/Agência Brasil

Depois de atacar algumas das leis de trânsito, presidente pretende acabar com o seguro

O presidente Jair Bolsonaro parece ter algum trauma com o hábito de dirigir. Após propor o fim da obrigatoriedade da cadeirinha veicular, sugerir CNH com até 40 pontos de infrações e defender a retirada de radares das estradas, ele agora tenta extinguir o DPVAT com uma medida provisória assinada na terça feira (12).

O tributo é pago anualmente junto com o IPVA e funciona como seguro público que oferece cobertura em casos de morte, invalidez e despesas médicas decorrentes de acidentes. Em 2019, o valor pago foi de R$ 16,21 para carros particulares e R$ 84,58 para motos.

O imposto rendia recursos ao SUS, que recebeu R$ 33 bilhões nos últimos 11 anos, e era acionado anualmente, em média, por 460 mil pessoas. Entre as especulações que ajudam a entender a atitude do presidente, está o fato de uma empresa de Luciano Bivar, seu desafeto no PSL nos últimos meses, ter uma empresa que faz parte do consórcio que opera o DPVAT: a seguradora Excelsior.

Assim como outras MPs, essa também será submetida a aprovação da Câmara e do Senado, e é provável que não passe devido aos substanciais recursos que o DPVAT rende ao SUS.

STREAMMING

A Disney como ela é

O lançamento da plataforma de streamming Disney+, com grandes aspirações no mercado audiovisual, veio com uma interessante revisão no conteúdo produzido pela gigante do entretenimento. Algumas animações mais antigas da empresa, como “Dumbo”(foto), “Fantasia” e “A Dama e o Vagabundo”, são acompanhadas do aviso “esse programa é exibido como foi criado originalmente. Pode conter representações culturais ultrapassadas”. O alerta faz referência a adaptações preconceituosas, como a dos corvos de Dumbo, inspirados de forma racista e estereotipada nos grupos afro-americanos.

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CRIME

A quadrilha brasileira

Três brasileiros foram presos e condenados em Londres por comandarem um colossal esquema de prostituição, escravidão, segurança ilegal e venda de drogas. Flavia Xavier Sacchi, Renato Dimitrov Sacchi (centro) e Raul Sacchi são acusados pela Scotland Yard, a polícia metropolitana da capital britânica, de empregarem ao menos outros cinco brasileiros e arrecadarem milhões de libras por ano com a quadrilha. A cereja do bolo fica por conta dos hábitos dos brasileiros nas redes sociais. Por meio delas, ostentavam um estilo de vida luxuoso, exibindo joias e carros de alto padrão. O mais curioso é que os criminosos usavam suas contas para criticar duramente a corrupção no Brasil, compartilhando conteúdos em defesa de operações da Polícia Federal e do Exército Brasileiro – como se fossem legítimos “cidadãos de bem”.

NORDESTE

Peixes próprios para consumo

Divulgação

O ministério da Agricultura, em parceria com a PUC do rio de janeiro, divulgou o resultado de testes feitos em pescados coletados em quatro estados nordestinos afetados pelo vazamento de óleo. Segundo o levantamento, os peixes e lagostas avaliados podem ser consumidos sem riscos à saúde, pois apresentam baixo teor de hidrocarbonetos. A notícia é boa, visto que havia o temor de que as aparições contínuas de petróleo no litoral afetassem os pescadores e a economia do local.

NEGÓCIOS

A erva feminina

Divulgação

A empresária brasileira Viviane Sedola (foto) foi eleita pela revista americana “High Times” uma das 50 mulheres mais influentes no mercado de cannabis em todo o mundo. Viviane fundou em 2018 a plataforma “Dr. Cannabis”, que auxilia pacientes a terem contato com médicos que oferecem medicamentos e tratamentos com maconha medicinal, além
de fornecer suporte para os que precisam obter liberação na Anvisa para a compra e consumo desses remédios. Os casos que mais se beneficiam da plataforma são o tratamento de crianças com autismo e mulheres com forte síndrome pré-menstrual.

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EDUCAÇÃO

Os negros e as universidades públicas

FG Trade

O IBGE divulgou que negros (pretos e pardos) são maioria no ensino público do Brasil. Segundo o instituto, eles ocupam 50,3% das vagas disponíveis nos cursos de universidades federais e estaduais. Apesar disso, a comunidade negra não recebeu a notícia de forma acalorada. Muitos temem que o número seja inflado pela alta incidência de fraudes nos processos de cota, com brancos se autodeclarando pardos para concorrerem a vagas destinadas às classes menos privilegiadas. Além disso, o estudo
não indica em quais cursos essas pessoas estão matriculadas, não oferecendo, por exemplo, o índice de quantos estão em carreiras como Direito e Medicina.

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Além de Bolsonaro, redes sociais já puniram outros líderes mundiais; veja todos

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Presidente Jair Bolsonaro durante live
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Presidente Jair Bolsonaro durante live

O presidente Jair Bolsonaro integra uma lista restrita de líderes mundiais que já tiveram postagens removidas ou contas suspensas pelas grandes plataformas de redes sociais nos últimos anos. Levantamento feito pelo GLOBO identificou apenas outros quatro políticos alvos de restrições, no momento em que ocupavam cargos de comando, por violarem as políticas das principais redes. A maioria disseminou mensagens falsas sobre a Covid-19 e recebeu a punição após a atualização de políticas das plataformas sobre o tema.

A penalidade mais severa foi aplicada ao ex-presidente dos EUA Donald Trump em janeiro , quando ocupava a Casa Branca. Após a invasão do Congresso americano, Twitter, Facebook e Instagram baniram os perfis do republicano. Já o YouTube aplicou uma suspensão proibindo novas postagens.

Antes disso, postagens de Trump já haviam sido excluídas ou sinalizadas como falsas ao longo de 2020 por disseminar desinformação sobre a Covid-19, o processo eleitoral americano e por “enaltecimento à violência” durante os protestos pela morte de George Floyd, jovem negro assassinado por policiais brancos em maio do ano passado.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também já teve publicações excluídas, por motivos similares aos de Bolsonaro. Em março de 2020, o Twitter apagou uma postagem em que o presidente recomendou uma cura caseira contra a Covid-19.

Em março deste ano, foi a vez de o Facebook bloquear por 30 dias a página de Maduro por “reiteradas violações” da política sobre desinformação relacionada à pandemia. O perfil foi impedido de publicar mensagens ou fazer comentários por um mês. A medida foi adotada após a remoção de um vídeo sobre o Carvativir, remédio sem eficácia comprovada contra a doença, promovido por Maduro como “gotinhas milagrosas” para tratar o coronavírus.

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Outro reincidente no que diz respeito ao descumprimento de regras das plataformas é o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Em janeiro, uma de suas contas no Twitter foi suspensa após uma publicação com ameaças a Donald Trump. No mesmo mês, outra postagem foi removida. No texto, o líder supremo anunciou a proibição de importar vacinas contra a Covid-19 fabricadas nos Estados Unidos e no Reino Unido e lançou dúvidas sobre sua eficácia.

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Já o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, foi alvo de remoção de conteúdo no Twitter. A plataforma excluiu uma postagem em que ele ameaçou um grupo separatista no Sudeste da Nigéria. A rede entendeu que o presidente violou suas regras.

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O mandatário fez referência à Guerra de Biafra, que deixou três milhões de mortos nas décadas de 1960 e 1970, para enviar um recado aos responsáveis por uma onda de violência na região. “Muitos daqueles que se comportam mal hoje são muito jovens para estarem cientes da destruição e perda de vidas que ocorreram durante a Guerra Civil da Nigéria. Aqueles de nós que ficaram nos campos por 30 meses, que passaram pela guerra, vão tratá-los na língua que eles entendam”, escreveu.

Ação e reação

Professor do Departamento de Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, o pesquisador brasileiro David Nemer avalia que houve demora das plataformas em aplicar suas próprias regras a perfis de autoridades e de interesse público, mas que a expectativa é que a partir de agora ampliem a moderação de conteúdo.

“Essas punições serão mais comuns porque cada vez mais as redes sociais são apontadas como responsáveis por proporcionar discursos extremistas e todas as suas consequências. Há pressão no Congresso nos Estados Unidos, e mesmo no Brasil. Pelo próprio modelo de negócio dessas redes, políticos extremistas geralmente atraem seguidores para as plataformas e geram muito engajamento. A expectativa é de maior moderação, já que essas contas comandam e ditam a agenda do debate nas plataformas”, conclui Nemer.

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Por outro lado, em meio a aplicação de punições, as empresas do setor entraram na mira de governos. Na Nigéria, Buhari baniu o funcionamento do Twitter após ter uma mensagem removida. A plataforma negocia seu retorno. Medida semelhante foi adotada em Uganda pelo presidente Yoweri Museveni. Em janeiro, o Facebook foi bloqueado dias após a plataforma remover contas falsas ligadas a seu governo antes das eleições.

No Brasil, Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei para restringir a ação das redes. O texto quer exigir que as empresas de tecnologia apresentem uma “justa causa” para retirar as publicações de suas plataformas, o que, para especialistas, pode facilitar a divulgação de mensagens com desinformação.

A suspensão das contas de Trump também levou países governados por aliados a anunciarem projetos na mesma linha. Foram os casos da Polônia, que apresentou uma proposta no início do ano para dificultar a remoção de conteúdo, e do estado da Flórida, governado pelo republicano Ron DeSantis, que aprovou uma lei para proibir a remoção de contas de políticos nas plataformas, revogada em seguida pela Justiça.

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‘Kit Covid’: Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes

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'Kit Covid': Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes
Isabela Silveira

‘Kit Covid’: Prefeituras continuam a adquirir medicamentos ineficazes

Mesmo após a comprovação de que o chamado ‘Kit Covid’ possui remédios ineficazes no combate ao novo coronavírus, Prefeituras de cidades ao redor do país continuaram a adquirir os medicamentos. É o caso dos municípios de Redenção-PA, Passo Fundo-RS, Campo Maior-PI e Araputanga-MT. As informações são do portal Uol.

Estas cidades – localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul – concluíram seus processos licitatórios partir de junho, ou seja, após a não recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a utilização destes medicamentos.

Nos contratos, há permições para que a aquisição seja realizada conforme a demanda do sistema de saúde local. Segundo a organização ‘Transparência Brasil’, 49 prefeituras realizaram o processo de compra do ‘Kit Covid’ no primeiro semestre deste ano. Somente no Rio Grande do Sul, foram identificadas 40 prefeituras que compraram os remédios ineficazes – com valores que somam cerca de R$ 768 mil.

Em Redenção, o licitação chegou a quase R$ 1 milhão – um total de R$ 901 mil – e prevê a entrega, até o fim do ano, de 900 mil comprimidos de ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina e zinco. Com essa quantidade, cada morador poderia receber até nove pílulas.

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João Lucimar Borges, secretário municipal de Saúde de Redenção e vereador eleito pelo PSD, alegou não se lembrar do processo licitatório. “Preciso verificar, mas sei que a hidroxicloroquina não estamos mais usando. Quando houve toda a discussão em torno do remédio, sentamos com a equipe técnica e decidimos tirar do kit. A azitromicina e o zinco tenho certeza que estamos distribuindo. A ivermectina preciso checar”.

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Após algumas horas, o político voltou a afirmar que conversou com um infectologista da pasta e explicou a ação. “Quando eu assumi o cargo, em janeiro, houve um pico altíssimo de casos. Todo mundo estava tentando se apegar em alguma coisa, às vezes [o kit] era até uma coisa psicológica para as pessoas. Agora, estamos evoluindo”.

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