conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

FHC pede perfil conciliador a Lula e que “não volte com fundamentalismos”

Publicado

source
FHC arrow-options
Reprodução/Facebook

Em entrevista, FHC lamentou a polarização existente na política brasileira

A saída do ex-presidente Lula segue sendo alvo de análise dos personagens da política do Brasil. Desta vez, quem tratou sobre o tema, em entrevista à revista Época, foi Fernando Henrique Cardoso (FHC). Para ele, a soltura do petista deve acirrar ainda mais a polarização no país, o que pede um perfil mais conciliador de sua parte.

Leia também: Em evento do MBL, Temer elogia Bolsonaro: “fazendo o que anteriores não fizeram”

“(Lula) Vai tentar influenciar, é normal. Quando foi presidente, não teve papel revolucionário. Atacava quando necessário, mas não era um homem de fundamentalismos. Espero que não volte com fundamentalismos. Isso é ruim para o Brasil”, disse FHC , ao ser questionado sobre o que esperava da postura de Lula até as eleições de 2022.

Ele afirmou não imaginar um movimento de apaziguamento entre o petista e Bolsonaro ,  a quem ressaltou não conhecer pessoalmente. Segundo ele, Lula tem perfil “verbalmente incendiário”, enquanto definiu o atual presidente como “guerreiro, intransigente e que acredita em uns fantasmas”.

Por fim, perguntado sobre o ‘tamanho’ de Lula após a prisão , apontou: “Depende do que fizer agora. Cadeia é cadeia, sempre desagradável. Não acho que a retórica que ele está usando, de que é perseguido político, corresponda à realidade. Não gosto de ver pessoas que conheço punidas, mas a impunidade é mais grave do que isso”.

Bolsonaro e futuro do Brasil

O ex-presidente disse não ver os perfis de Lula e Bolsonaro como os melhores para que o país consiga encontrar o “melhor caminho”. Para ele, Bolsonaro “acha que há bons e maus”, enquanto o petista “tende a ter uma visão”. Entretanto, não apontou quem poderia ser um bom nome para comandar: “É necessário que surja uma liderança capaz de transcender essa polarização”.

Leia mais:  CPI volta atrás e desiste de pedir indiciamento de Carlos Heinze

Leia também: MP vai ao STF sobre compartilhamentos de dados do Coaf

Questionado sobre sua expectativa para o segundo ano do governo de Bolsonaro, FHC foi taxativo: “tem de inspirar confiança. E que não seja tão polarizante e não provoque tanta distensão. A função de quem está no governo é aumentar a coesão social, não fragmentar o país. Buscar o rumo e a coesão do país. Isso aconteceu até agora? Não. Até agora, o contrário”.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Relatório final da CPI da Pandemia é aprovado

Publicado


source
Registro de uma sessão da CPI da Pandemia
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Registro de uma sessão da CPI da Pandemia


Sete dos 11 membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia votaram a favor do relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) . Com isso, os pedidos de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de autoridades como o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e o atual chefe da pasta, médico Marcelo Queiroga, serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e outras instâncias de investigação competentes.

O texto final foi concluído tendo como alvo 80 nomes , entre políticos, servidores, funcionários e empresas, por crimes cometidos no âmbito da pandemia. Esse documento é a conclusão de seis meses de investigações e depoimentos colhidos que trouxeram à tona as irregularidades no contrato da vacina indiana Covaxin , os atrasos do governo federal em aceitar  as ofertas da Pfizer e, mais recentemente, os procedimentos na operadora de saúde Prevent Senior .


Veja como votou cada senador:

SIM

Eduardo Braga (MDB-AM)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Leia Também

Otto Alencar (PSD-BA)

Humberto Costa (PT-PE)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Omar Aziz (PSD-AM)

NÃO

Carlos Heinze (PP-RS)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Jorginho Mello (PL-SC)

Comentários Facebook
Leia mais:  Vídeo: Queiroga faz palestra em Lisboa e é alvo de protesto de manifestantes
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

CPI: Aras vai pedir “análise” do relatório antes de decidir eventuais denúncias

Publicado


source
Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Assim que receber o relatório final da CPI da Covid , o procurador-geral da República Augusto Aras já definiu que vai encaminhar o material para “análise prévia” de um órgão da Procuradoria-Geral da República (PGR) que fiscalizou as políticas públicas da pandemia, o Gabinete Integrado Covid-19 (Giac). Apenas depois dessa primeira análise é que Aras definirá se vai instaurar investigações ou apresentar denúncias contra as autoridades com foro privilegiado indiciadas no relatório , dentre elas o presidente Jair Bolsonaro.

Senadores da cúpula da CPI, como o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente Omar Aziz (PSD-AM), querem entregar o relatório para Aras na quarta-feira às 11h30, caso o documento seja aprovado ainda nesta terça.

Internamente, ainda há dúvidas sobre como será conduzida essa análise pelo Giac, que é formado por procuradores e servidores do Ministério Público Federal, com participação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A coordenadora do grupo, a subprocuradora-geral da República Célia Delgado, deixou o posto para assumir a função de corregedora-geral do Ministério Público Federal. Com isso, o Giac ficou interinamente sob o comando da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que é bolsonarista e recentemente produziu uma manifestação na qual colocava em dúvidas a eficácia do uso de máscaras como medida de prevenção contra a Covid-19.

Fontes da PGR, entretanto, dizem que a análise do relatório não ficará sob atribuição de Lindôra porque ela estaria com grande carga de trabalho devido às suas funções na PGR, que incluem a coordenação das investigações decorrentes da Operação Lava-Jato perante o STF e a condução de inquéritos contra bolsonaristas.

Leia Também

A ideia de Aras é que, como o Giac acompanhou todos os assuntos relacionados à Covid-19, o órgão saberá avaliar quais fatos descritos no relatório final da CPI já são alvo de investigação e quais mereceriam novas frentes de apuração na PGR. Não há prazo para que essa análise prévia ocorra. A definição sobre apresentação de denúncias, aberturas de inquérito ou arquivamentos ficará para a fase posterior, quando o material estiver nas mãos de Aras. 

Leia mais:  CPI: Aras vai pedir "análise" do relatório antes de decidir eventuais denúncias

Durante a pandemia, entretanto, o Giac foi alvo de críticas internas sob acusação de tomar poucas ações efetivas contra falhas do governo Bolsonaro na gestão da pandemia. Pelo contrário: uma das medidas tomadas pelo Giac foi pedir esclarecimentos aos governadores sobre a aplicação de recursos enviados pelo governo federal para o combate à pandemia, endossando o discurso do governo federal de que os problemas na gestão da Covid-19 eram de responsabilidade dos governadores.

A PGR tem atribuição para apresentar denúncia ou pedir abertura de inquérito dos fatos descritos no relatório que envolvem não apenas o presidente Jair Bolsonaro, mas também seus filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, ministros do governo e o líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), porque todos possuem foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana