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POLÍTICA NACIONAL

De youtuber a parlamentar: saiba como “Mamãe falei” se tornou deputado estadual

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Divulgação

O deputado Arthur do Val (DEM-SP), também é conhecido pelo seu pseudônimo de youtuber “Mamãe Falei”.

Em 7 de outubro de 2018, 478.280 paulistas digitaram “25555” na urna eleitoral, levando Arthur Modelo do Val , conhecido como “Mamãe falei”,  se tornar o segundo deputado estadual mais votado de São Paulo – perdendo apenas para Janaína Paschoal, que conquistou o quádruplo de eleitores, somando 2.060.786 votos. 

Quatro anos antes,  em 25 de maio de 2015, Arthur criou seu canal no YouTube, o ” Mamãe, falei ” –  que, atualmente, tem 2,5 milhões de inscritos e 315.205.383 visualizações. Antes, ele era um empresário, com superior incompleto em Engenharia Química na faculdade particular Mauá, localizada em São Caetano, no ABC paulista. 

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“Eu sou da iniciativa privada. O problema é que você começa a ficar revoltado com as coisas que acontecem”. Foi assim, no auge da operação Lava-Jato , que Arthur iniciou sua carreira como youtuber. No canal, defende suas opiniões de direita conservadora e liberalismo econômico, debatendo questões polêmicas como mostram os títulos de seus vídeos: “Parada gay quer Lula livre”, “Escolas invadidas ‘ocupadas’”, “Verdevaldo [ Glenn Grenwald ] tomou tapão”. 

Mas o sucesso na internet levou um ano para ser alcançado. “Eu fiquei um ano anônimo, fazendo vídeo que ninguém assistia”. Só em 2016, em meio às manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma , que os vídeos de “Mamãe falei” iniciaram a repercutir. Ele começou a gravar vídeos de protesto, nos quais se aproximou do Movimento Brasil Livre (MBL) e fechou uma parceria com eles. Nessa altura, Arthur passa a usar o logomarca do MBL , que estava em ascensão, em seus vídeos.”Aí meu canal começou a crescer”.

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Foi a partir do momento em que seu canal ganhou mais seguidores que Arthur do Val começou a vislumbrar uma carreira política. “Porque eu não sou um cara milionário, eu não tenho amigo, parente, cacique de partido ou nada disso”. 

Ao mesmo tempo, Arthur teve ajuda indireta do Movimento Brasil Livre. “Eu sempre admirei eles, me serviu como referência”. Conta que apenas não saiu do Brasil após a vitória eleitoral de Dilma, em 2014, devido a movimentos como o MBL que “mostraram que o Brasil tinha jeito”. Em 2016, após a parceria com o movimento, o youtuber criou laços com ativistas do MBL. “Eu acabei me tornando amigos dos caras”.

Foi em uma viagem junto de Renan Santos, coordenador do MBL, que Arthur começou a pensar em se candidatar, após ser questionado por um amigo. O youtuber ponderou a ideia por um tempo e, em janeiro de 2018, vendo o crescimento de seu canal, decidiu concorrer. “Já até falavam que eu tinha que me candidatar. ‘Vai deixar para os mesmos que estão aí [se candidatarem]?’”

“Eu sentei com o pessoal do MBL , falei que queria me candidatar e falei para a gente bolar uma estratégia para ver o que seria feito”. Conta que não houve um grande planejamento, foram conversas mais informais. Começaram a pensar em comícios e desenvolver planfletos. E 10 meses depois, Arthur do Val foi eleito, aos 33 anos de idade.

O MBL não pode apoiar candidatos e o coordenador Renan Santos explica que o movimento não dá orientações ou auxiliam em estratégias políticas. “O nosso movimento é mais de ativismo e a gente quer se manter afastado de uma política partidária”.  

“O Kim sempre quis ser deputado federal, mas eu não tinha a pretensão de ir para Brasília. Eu não conseguia nem tempo para ir para Brasília porque eu tinha família, eu não conseguiria empreender”, conta, em relação ao estacionamento que possui próximo ao aeroporto de guarulhos. Arthur se filiou ao mesmo partido dos coordenadores do MBL, o Democratas, na disputa pelo cargo de deputado estadual.

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“Quando você vai disputar um cargo proporcional [como o de deputado estadual] é como se fosse um vestibular. Tem um número de vagas e tem as métricas para você atingir”. Para se eleger, Arthur precisava ficar entre os 96 candidatos mais votados. Ele conquistou 2,29% do eleitorado, segundo o segundo mais votado. 

Enquanto deputado, Arthur apresentou três Projetos de Lei: O PL 302/2019, que isenta impostos em veículos usados em corridas de aplicativos; o PL 323/2019, que torna obrigatório um seguro-garantia  em obras ou serviços com contratação pública; e o PL 849/2019, sobre liberdade econômica e garantia de livre mercado. Também apresentou um Projeto de Resolução que extingue o auxílio-hospedagem para os deputados de São Paulo .

No entanto, para o youtuber, seu maior papel como deputado não são os projetos que ele apresentou ou irá apresentar. Mas sua tarefa de votar contra projetos classificados por ele como “lixo”. “Um monte de projeto lixo que querem aumentar o poder do Estado sobre o cidadão”. Ele afirma votar contra esses projetos para “impedir que o poder público avance suas garras sobre do cidadão”.

Para o futuro, ” Mamãe falei ” conta que não é “um cara que faz planejamento da carreira”. Mas afirma que pretende disputar as eleições para a prefeitura em 2020, mesmo se isso significar não terminar seu mandato, caso não seja eleito. “O mais importante, no entanto, não é o Artur candidato, mas o Artur militante”, se reafirmou.

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Eduardo Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo

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Cunha teve o mandato cassado em 2016
Wilson Dias/ Agência Brasil

Cunha teve o mandato cassado em 2016


Com seus direitos políticos suspensos até 2027,  Eduardo Cunha (MDB-RJ) tenta reverter sua situação na Justiça para voltar à disputa partidária. O plano do político é deixar seu reduto político no Rio de Janeiro para se lançar deputado federal por São Paulo.

Ele falou sobre o assunto na noite desta segunda-feira (25), ao realizar uma noite de autógrafos do livro “Tchau, querida”, no qual retrata os bastidores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, ele era presidente da Câmara dos Deputados, portanto, foi o responsável por liberar a instauração do processo no Congresso. Depois disso, teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir sobre a existência de contas no exterior.

Cinco anos depois, com poucas pessoas na noite de autógrafos, Cunha disse à Folha de S. Paulo que não tinha a intenção de transformar o momento em um evento. “É mais basicamente para me colocar”. (…) “Como eu pretendo ser candidato, fazer em São Paulo tem o simbolismo de eu estar presente”, explicou ao jornal. Ele deve ainda realizar outra sessão no Rio de Janeiro, além de planejar o lançamento de um segundo livro, o “Querida, voltei” sobre seu retorno à cena política.


Quanto à candidatura, o ex-deputado diz ainda não saber por qual partido se lançaria. Sua filha, que também deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas pelo Rio de Janeiro, vai se desfiliar do MDB.

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Mais 10 nomes são incluídos em relatório da CPI da Pandemia; veja quais

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CPI da Covid no Senado
Pedro França/ Agência Senado

CPI da Covid no Senado


Na véspera da votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia , os senadores decidiram incluir mais 10 nomes entre os investigados. O grupo apelidado como G7 chegou a esse consenso nesta segunda-feira (25).

Segundo o portal Metrópoles, foi o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), quem confirmou os novos alvos. São eles:

–  Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde; 

– Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde; 

– Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde; 

– Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde; 

– Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil; 

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– Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos da Saúde; 

– José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica LTDA; 

– Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde; 

– Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.

Com a votação do relatório produzido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o documento será encaminhado aos órgãos com poder de investigação, como a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe a eles prosseguir com a apresentação de denúncias à Justiça.


Além desses 10 nomes, outros 68 estão entre os alvos de pedidos de investigação . Os principais são o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual chefe da pasta, o médico Marcelo Queiroga, e outras diversas autoridades do governo federal.

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