conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro diz que perdeu parcialmente a memória após queda em banheiro

Publicado

source
bolsonaro arrow-options
Wilson Dias/Agência Brasil

Jair Bolsonaro diz que perdeu a memória após queda em banheiro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta terça-feira que chegou a perder a memória parcialmente após cair no banheiro do Palácio da Alvorada na noite da segunda-feira. Em entrevista a um programa de TV, ele afirmou que, na manhã desta terça-feira, ele não conseguia se lembrar do que havia feito no dia anterior. Ainda segundo o presidente, ele está bem e está voltando ao normal.

Leia mais: Mesmo de repouso Bolsonaro recebe vice-presidente e ministro

O acidente envolvendo Bolsonaro pegou sua equipe de surpresa. Após a queda, ele foi levado às pressas ao Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. Lá, ele passou por exames de tomografia que não detectaram nenhuma anormalidade. Mesmo assim, ele ficou em observação até a manhã desta terça-feira (24), quando recebeu alta.

“É aquela história, depois que vai ficando velho, [a gente] volta a ser criança. Eu dei uma escorregada, realmente. Foi meio feio o negócio. Perdi a memória, mas, graças a Deus, está tudo em paz”, disse Bolsonaro .

O presidente explicou que a perda de memória foi apenas temporária. “Eu perdi a memória parcial. No dia seguinte [ao acidente], hoje de manhã, precisei recuperar muita coisa, mas agora eu estou bem. Eu não sabia, por exemplo, o que tinha feito no dia de ontem. Eu caí de costas, escorreguei pra frente, mas caí de costas. Foi uma pancada muito forte”, afirmou Bolsonaro.

Leia também: Bolsonaro leva tombo no banheiro e vai para hospital em Brasília

No Palácio da Alvorada desde a manhã desta terça-feira, Bolsonaro manteve a agenda de encontros, apesar da recomendação dos médicos para se manter em repouso. Ele recebeu, entre outros, o vice-presidente, Hamilton Mourão, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Leia mais:  CPI: Aras vai pedir "análise" do relatório antes de decidir eventuais denúncias

Casos Marielle e Queiroz

Bolsonaro voltou a criticar as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sobre o caso envolvendo a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e sobre o seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro (sem partido). Segundo o presidente, as investigações teriam motivação política e, sem mencionar o nome do governador Wilson Witzel (PSC), seriam influenciadas por “um agente político” do Rio de Janeiro.

Sobre Marielle, Bolsonaro disse que os investigadores tentaram “colocar o caso no seu colo”. Segundo ele, teria chegado ao seu conhecimento informações sobre uma suposta trama comandada por um agente político para incriminá-lo. O presidente não deu informações sobre como essa suposta armação teria chegado ao seu conhecimento.

“Chegou ao meu conhecimento, não tenho como comprovar, de que esse mesmo agente político do Rio de Janeiro acertou gravações entre bandidos citando meu nome pra divulgar numa grande rede de televisão depois. Isso acabou sendo abortado porque vazou antes da hora essa intenção deles”, afirmou Bolsonaro.

Falando sobre o caso de Flávio Bolsonaro , o presidente disse que os fatos precisam ser investigados, mas criticou a condução das investigação classificando-as como “pirotecnia”.

“Está em segredo de justiça? Que apure. E na hora certa, divulgue a operação e não ficar fazendo essa pirotecnia toda. Porque, pra mim, o objetivo disso tudo é me atingir”, disse Bolsonaro.

Flávio é suspeito de ter lavado dinheiro com uma loja de chocolate e de participar de um esquema de desvio de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) envolvendo a prática da “rachadinha”, quando funcionários de um gabinete devolvem parte de seus salários. Na semana passada, o MP fluminense conduziu operações de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e a ex-funcionários do seu gabinete como o ex-assessor Fabrício Queiroz , suspeito de ser o operador financeiro do esquema.

Leia mais:  Carol Proner: André Esteves, dono do BTG, mostra influência sobre políticos e BC

O presidente mencionou ainda a existência de uma outra trama para atingir outro de seus quatro filhos, que ele não identificou. Segundo ele, autoridades do Rio de Janeiro estariam planejando conduzir uma operação de busca e apreensão na casa desse filho com o intuito de plantar provas fraudadas. Novamente, Bolsonaro disse que não teria como comprovar o que disse.

“A intenção deles agora, e eu não tenho como comprovar, mas é fazer uma busca e apreensão na casa de um outro filho meu e, ao que tudo indica, fraudando provas…plantando provas na casa dele. É um jogo de poder sujo que existe”, afirmou o presidente.

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Relatório final da CPI da Pandemia é aprovado

Publicado


source
Registro de uma sessão da CPI da Pandemia
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Registro de uma sessão da CPI da Pandemia


Sete dos 11 membros titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia votaram a favor do relatório apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) . Com isso, os pedidos de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de autoridades como o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e o atual chefe da pasta, médico Marcelo Queiroga, serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e outras instâncias de investigação competentes.

O texto final foi concluído tendo como alvo 80 nomes , entre políticos, servidores, funcionários e empresas, por crimes cometidos no âmbito da pandemia. Esse documento é a conclusão de seis meses de investigações e depoimentos colhidos que trouxeram à tona as irregularidades no contrato da vacina indiana Covaxin , os atrasos do governo federal em aceitar  as ofertas da Pfizer e, mais recentemente, os procedimentos na operadora de saúde Prevent Senior .


Veja como votou cada senador:

SIM

Eduardo Braga (MDB-AM)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Leia Também

Otto Alencar (PSD-BA)

Humberto Costa (PT-PE)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Omar Aziz (PSD-AM)

NÃO

Carlos Heinze (PP-RS)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Jorginho Mello (PL-SC)

Comentários Facebook
Leia mais:  Carol Proner: André Esteves, dono do BTG, mostra influência sobre políticos e BC
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

CPI: Aras vai pedir “análise” do relatório antes de decidir eventuais denúncias

Publicado


source
Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Assim que receber o relatório final da CPI da Covid , o procurador-geral da República Augusto Aras já definiu que vai encaminhar o material para “análise prévia” de um órgão da Procuradoria-Geral da República (PGR) que fiscalizou as políticas públicas da pandemia, o Gabinete Integrado Covid-19 (Giac). Apenas depois dessa primeira análise é que Aras definirá se vai instaurar investigações ou apresentar denúncias contra as autoridades com foro privilegiado indiciadas no relatório , dentre elas o presidente Jair Bolsonaro.

Senadores da cúpula da CPI, como o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente Omar Aziz (PSD-AM), querem entregar o relatório para Aras na quarta-feira às 11h30, caso o documento seja aprovado ainda nesta terça.

Internamente, ainda há dúvidas sobre como será conduzida essa análise pelo Giac, que é formado por procuradores e servidores do Ministério Público Federal, com participação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A coordenadora do grupo, a subprocuradora-geral da República Célia Delgado, deixou o posto para assumir a função de corregedora-geral do Ministério Público Federal. Com isso, o Giac ficou interinamente sob o comando da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que é bolsonarista e recentemente produziu uma manifestação na qual colocava em dúvidas a eficácia do uso de máscaras como medida de prevenção contra a Covid-19.

Fontes da PGR, entretanto, dizem que a análise do relatório não ficará sob atribuição de Lindôra porque ela estaria com grande carga de trabalho devido às suas funções na PGR, que incluem a coordenação das investigações decorrentes da Operação Lava-Jato perante o STF e a condução de inquéritos contra bolsonaristas.

Leia Também

A ideia de Aras é que, como o Giac acompanhou todos os assuntos relacionados à Covid-19, o órgão saberá avaliar quais fatos descritos no relatório final da CPI já são alvo de investigação e quais mereceriam novas frentes de apuração na PGR. Não há prazo para que essa análise prévia ocorra. A definição sobre apresentação de denúncias, aberturas de inquérito ou arquivamentos ficará para a fase posterior, quando o material estiver nas mãos de Aras. 

Leia mais:  Cartas mostram que PCC proibia roubos em favelas

Durante a pandemia, entretanto, o Giac foi alvo de críticas internas sob acusação de tomar poucas ações efetivas contra falhas do governo Bolsonaro na gestão da pandemia. Pelo contrário: uma das medidas tomadas pelo Giac foi pedir esclarecimentos aos governadores sobre a aplicação de recursos enviados pelo governo federal para o combate à pandemia, endossando o discurso do governo federal de que os problemas na gestão da Covid-19 eram de responsabilidade dos governadores.

A PGR tem atribuição para apresentar denúncia ou pedir abertura de inquérito dos fatos descritos no relatório que envolvem não apenas o presidente Jair Bolsonaro, mas também seus filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, ministros do governo e o líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), porque todos possuem foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana