conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Ano sem corrupção? A ‘amnésia’ do presidente Bolsonaro após o acidente doméstico

Publicado

source

IstoÉ

Bolsonaro arrow-options
Reprodução

Em pronunciamento de Natal, presidente disse que não houve corrupção em seu primeiro ano

O presidente Jair Bolsonaro parece ter sofrido algum tipo de amnésia após o acidente doméstico no banheiro do Palácio do Alvorada na noite da última segunda-feira (23), o que o deixou em observação no Hospital do Exército de Brasília por 24 horas, depois de cair e bater com a cabeça no chão.

Leia também: Ao sancionar lei anticrime, Bolsonaro desagrada Moro e favorece Freixo

No pronunciamento que fez em cadeia de rádio e televisão na noite de Natal, ao lado da mulher Michelle, Bolsonaro disse que não havia sido registrado  nenhum caso de corrupção no primeiro ano de seu governo. Mas vamos clarear a mente do presidente.

Além do escândalo das candidaturas laranjas que desviaram dinheiro público da sua campanha e da do ministro do Turismo Álvaro Antonio, indiciado pela Polícia Federal e denunciado à Justiça, há o caso tenebroso envolvendo seu filho Flávio Bolsonaro e seu amigo Fabrício Queiroz, investigados pelo Ministério Público do Rio.

O presidente pode até fazer de conta que nada tem a ver com o caso do senador Flávio Bolsonaro, mas não pode esquecer que ele é seu filho. E ainda seu primogênito. O fato é que o 01 está cada vez mais encalacrado com a Justiça fluminense. Os crimes da rachadinha organizada por Queiroz no gabinete de Flávio, o então deputado estadual no Rio , estão mais do que comprovados.

O ex-motorista recebeu pelo menos R$ 2 milhões de funcionários do gabinete de Flávio, por meio de 483 transferências bancárias. A maior parte dos depósitos foi feita em dinheiro vivo. Operações de dinheiro vivo também foram registradas entre Queiroz e Flávio. O senador chegou a fazer inúmeros depósitos em suas contas em dinheiro vivo.

Leia mais:  Eduardo Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo

Foi também em espécie que o senador fez aportes na sua loja de chocolates no shopping da Barra da Tijuca, mesmo sem ter dinheiro declarado para fazer o investimento superior a R$ 1 milhão. O MP tem demonstrações claras de que essa chocolateria foi usada para lavagem de dinheiro.

O mesmo aconteceu em várias operações imobiliárias do filho do presidente. Ele comprou e vendeu 19 imóveis, no valor de R$ 9 milhões, lucrando R$ 3 milhões. “Um Neymar”, como disse Bolsonaro. Aliás, quando Lulinha foi pego com a boca na botija da corrupção, seu pai, Lula, o chamou de “Ronaldinho dos negócios”.

Tudo não passa de uma mera coincidência. Mas o fato é que Flávio comprou apartamentos subfaturados e os revendeu superfaturados, ganhando milhares de reais com essas operações, também claramente de lesa-fisco e sintomaticamente ações de lavagem de dinheiro.

Há também as relações mal explicadas do presidente com Queiroz. Ninguém até hoje engoliu a operação feita por Queiroz ao depositar R$ 24 mil na conta de Michelle Bolsonaro. Segundo o presidente, esse dinheiro foi a devolução de um empréstimo que fizera a Queiroz, sem, no entanto, ter declarado o favorzinho de R$ 40 mil ao amigo, sem qualquer declaração ao Imposto de Renda.

Leia também: ‘Não posso sempre dizer não ao Congresso’, diz Bolsonaro sobre pacote anticrime

Sem contar ainda com o fato de que Queiroz tem ligações fortíssimas com os milicianos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco. Queiroz e Flávio Bolsonaro empregaram no seu gabinete a mãe e a ex-mulher do capitão Adriano da Nóbrega, o chefe da milícia no Rio – foragido da Justiça desde fevereiro – e que está enrolado até o último fio do cabelo em crimes como o de Marielle e o motorista Anderson. Todas essas intercorrências estão sendo investigadas pela Justiça do Rio e a maioria delas leva a problemas que Bolsonaro prefere esquecer.

Leia mais:  CPI: senadores do Amazonas divergem na véspera da votação do relatório

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Eduardo Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo

Publicado


source
Cunha teve o mandato cassado em 2016
Wilson Dias/ Agência Brasil

Cunha teve o mandato cassado em 2016


Com seus direitos políticos suspensos até 2027,  Eduardo Cunha (MDB-RJ) tenta reverter sua situação na Justiça para voltar à disputa partidária. O plano do político é deixar seu reduto político no Rio de Janeiro para se lançar deputado federal por São Paulo.

Ele falou sobre o assunto na noite desta segunda-feira (25), ao realizar uma noite de autógrafos do livro “Tchau, querida”, no qual retrata os bastidores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, ele era presidente da Câmara dos Deputados, portanto, foi o responsável por liberar a instauração do processo no Congresso. Depois disso, teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir sobre a existência de contas no exterior.

Cinco anos depois, com poucas pessoas na noite de autógrafos, Cunha disse à Folha de S. Paulo que não tinha a intenção de transformar o momento em um evento. “É mais basicamente para me colocar”. (…) “Como eu pretendo ser candidato, fazer em São Paulo tem o simbolismo de eu estar presente”, explicou ao jornal. Ele deve ainda realizar outra sessão no Rio de Janeiro, além de planejar o lançamento de um segundo livro, o “Querida, voltei” sobre seu retorno à cena política.


Quanto à candidatura, o ex-deputado diz ainda não saber por qual partido se lançaria. Sua filha, que também deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas pelo Rio de Janeiro, vai se desfiliar do MDB.

Leia mais:  Julgamento de cassação no TSE deve descartar provas do STF contra Bolsonaro

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Mais 10 nomes são incluídos em relatório da CPI da Pandemia; veja quais

Publicado


source
CPI da Covid no Senado
Pedro França/ Agência Senado

CPI da Covid no Senado


Na véspera da votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia , os senadores decidiram incluir mais 10 nomes entre os investigados. O grupo apelidado como G7 chegou a esse consenso nesta segunda-feira (25).

Segundo o portal Metrópoles, foi o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), quem confirmou os novos alvos. São eles:

–  Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde; 

– Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde; 

– Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde; 

– Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde; 

– Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil; 

Leia Também

– Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos da Saúde; 

– José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica LTDA; 

– Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde; 

– Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida.

Com a votação do relatório produzido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), o documento será encaminhado aos órgãos com poder de investigação, como a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe a eles prosseguir com a apresentação de denúncias à Justiça.


Além desses 10 nomes, outros 68 estão entre os alvos de pedidos de investigação . Os principais são o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual chefe da pasta, o médico Marcelo Queiroga, e outras diversas autoridades do governo federal.

Leia mais:  Vice-presidente da Câmara pede 'licença' a partido para não apoiar Bolsonaro

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana