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TECNOLOGIA

MCTI e União Europeia reforçam parceria estratégica em ciência, tecnologia e inovação

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Uma reunião entre a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a delegação de parlamentares da União Europeia, nesta quinta-feira (7), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ampliou o destaque para a importância estratégica da relação entre o Brasil e os países que formam o bloco. Na ocasião, foi tratada a ampliação das agendas internacionais para o desenvolvimento sustentável, a transformação digital e a inovação tecnológica, além do fortalecimento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação.

O encontro integrou a agenda oficial da missão europeia ao Brasil e reuniu representantes do Parlamento Europeu, da Delegação da União Europeia no Brasil e equipes técnicas do MCTI.

Durante a audiência, a ministra ressaltou que a cooperação é uma oportunidade para aprofundar parcerias em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e social. “A ciência, a tecnologia e a inovação são instrumentos fundamentais para promover desenvolvimento com sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica. O Brasil tem grande interesse em ampliar parcerias internacionais baseadas no desenvolvimento conjunto de soluções, na troca de conhecimento e na cooperação entre pesquisadores e instituições”, afirmou.

Luciana destacou ainda que o Governo do Brasil vem aumentando os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em programas estruturantes como a Nova Indústria Brasil (NIB), o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Entre os temas apresentados à delegação europeia estavam inteligência artificial, computação de alto desempenho, bioeconomia, conectividade, energias renováveis e infraestrutura digital.

A ministra também mencionou os resultados recentes da cooperação internacional conduzida pelo MCTI, incluindo os acordos firmados durante a missão presidencial à Espanha e à Alemanha. Em Barcelona, o MCTI avançou na cooperação com instituições espanholas nas áreas de inteligência artificial e supercomputação, incluindo iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de modelos de linguagem em português e espanhol e parcerias com o Barcelona Supercomputing Center (BSC).

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Na Alemanha, o Brasil e o governo local avançaram em iniciativas de cooperação científica e tecnológica, incluindo a missão espacial CO2Image para monitoramento de gases de efeito estufa, desenvolvida em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Outro ponto enfatizado foi a adesão recente do Brasil à Rede Eureka, uma iniciativa internacional para o desenvolvimento de projetos de inovação, e a entrada do País como membro associado da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), tornando-se o primeiro país das Américas a integrar a organização nessa modalidade.

A delegação europeia foi liderada pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para as Relações com o Brasil do Parlamento Europeu. Durante a reunião, ele destacou que ciência, tecnologia e inovação estão entre as prioridades estratégicas da União Europeia para os próximos anos e reforçou o interesse europeu em ampliar a cooperação com o Brasil.

“O desenvolvimento tecnológico e a inovação serão centrais para os desafios econômicos, ambientais e sociais das próximas décadas. Há grande potencial para aprofundarmos o relacionamento entre União Europeia e Brasil nessas áreas”, afirmou o parlamentar.

Os participantes discutiram oportunidades de cooperação em inteligência artificial, infraestrutura computacional, conectividade, mobilidade de pesquisadores, segurança digital e formação de redes científicas internacionais.

A reunião contou com a participação de parlamentares de diferentes países da União Europeia, representantes diplomáticos e integrantes da equipe técnica do MCTI, incluindo o secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital, Henrique Miguel, e o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do ministério, Carlos Matsumoto.

Ao final do encontro, representantes do Brasil e da União Europeia reafirmaram o interesse em ampliar iniciativas conjuntas em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, fortalecendo o diálogo institucional e as parcerias estratégicas entre os dois lados.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras

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A América Latina e o Caribe estão enfrentando um cenário de extremos climáticos cada vez mais intensos, com registros de ondas de calor recordes, enchentes, secas prolongadas e perda acelerada de geleiras andinas. O alerta está no relatório Estado do Clima na América Latina e Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento foi apresentado em Brasília (DF), pelo coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e climatologista, José Marengo.  

Pela primeira vez, o lançamento regional do documento ocorreu no Brasil, em evento no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esta é a sexta edição do relatório, coordenada por Marengo em parceria com serviços meteorológicos de países latino-americanos e caribenhos. 

Segundo o documento, 2025 ficou entre os anos mais quentes já registrados na região, com temperaturas até 3°C acima da média histórica em diversas áreas da América Latina e do Caribe. O relatório também aponta que o ritmo de aquecimento registrado de 1991 a 2025 é o mais intenso desde o início das medições, em 1900. 

“Esses dados não são projeções distantes. Eles mostram uma realidade climática que já afeta diretamente a economia, os ecossistemas e a vida das pessoas”, afirmou Marengo durante a apresentação. 

O relatório reúne uma sequência de eventos extremos registrados ao longo do último ano. No México, junho de 2025 foi o mês mais chuvoso da história do país, enquanto a seca chegou a atingir até 85% do território simultaneamente. Enchentes no Peru e no Equador afetaram mais de 110 mil pessoas. 

O documento alerta que o derretimento acelerado das geleiras andinas ameaça o abastecimento de água de cerca de 90 milhões de pessoas, além da geração de energia e da agricultura em períodos secos. 

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O oceano também está mudando rapidamente. Segundo a OMM, o nível do mar sobe mais rápido que a média global em partes do Caribe e da costa norte da América do Sul, aumentando riscos para cidades costeiras, infraestrutura e turismo. 

Entre os eventos extremos destacados no relatório está o furacão Melissa, primeiro na Categoria 5 a atingir a Jamaica desde o início dos registros históricos. O fenômeno provocou 45 mortes e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões — valor equivalente a mais de 40% do PIB jamaicano. 

Ciência brasileira no monitoramento climático 

O relatório da OMM também destaca o papel do Cemaden como referência regional em monitoramento de desastres e secas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o centro opera 24 horas por dia e mantém uma rede com mais de 3 mil equipamentos de monitoramento de chuvas, além de acompanhar os impactos das secas nos 5.571 municípios brasileiros. 

A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, afirmou que os dados produzidos pelo centro ajudam governos locais e federal a antecipar riscos e planejar ações de prevenção. “As informações geradas pelo Cemaden subsidiam ações concretas de preparação e redução de riscos de desastres”, afirmou. 

Além das chuvas e secas, o centro monitora incêndios florestais, impactos sobre a agricultura e vulnerabilidades sociais em áreas de risco. 

Agricultura e adaptação climática 

Durante o evento, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, destacou a importância do monitoramento climático para o planejamento agrícola e lembrou que o Brasil mantém políticas voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono desde 2010, com o Plano ABC.  

“O Cemaden faz monitoramento e emite alertas de forma ininterrupta, mas esse trabalho de produzir conhecimento e dados é também extremamente importante”, disse. Segundo ele, a meta do ciclo 2021–2030 é incorporar mais 50 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis e mitigar 1,1 gigatonelada de CO₂ equivalente. 

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A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia Sena, reforçou que relatórios científicos são fundamentais para orientar políticas públicas e ampliar a percepção sobre os impactos das mudanças climáticas. “O governo quer que esse documento, feito pelo meio científico, sirva para que cada vez mais pessoas reconheçam e acreditem no alerta de que as mudanças climáticas vão causar muitos desastres”, afirmou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

27º WRNP terá debates sobre soberania digital, IA, computação quântica e tecnologias climáticas

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A aplicação da inteligência artificial (IA) no clima, os desafios da computação quântica e a busca pela autonomia tecnológica do País serão os grandes destaques da 27ª edição do Workshop RNP (WRNP 2026). O evento ocorrerá de segunda-feira (25) a quarta-feira (27), na Praia do Forte (BA). Mesmo com as inscrições presenciais encerradas, o público de todo o País ainda poderá acompanhar as discussões on-line, em transmissão no YouTube.

O encontro é promovido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) — organização social qualificada e mantida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em conjunto com outras pastas do Governo do Brasil.

Um dos pontos altos da programação será o debate direto sobre o futuro da infraestrutura tecnológica brasileira. O painel Soberania Digital: Ilusão Periférica ou Projeto Nacional?”, marcado para o dia 26, reunirá representantes do Governo do Brasil, da academia e do setor produtivo. Especialistas vão discutir a atual dependência nacional de grandes plataformas estrangeiras e a necessidade urgente de investimentos estratégicos em áreas vitais, como a produção de semicondutores e a estruturação de datacenters.

27º WRNP terá debates sobre soberania digital, IA, computação quântica e tecnologias climáticas
Acompanhe pelo Youtube da Rede RNP

Mais sobre a programação

Na área científica, o uso de tecnologias emergentes para a resolução de problemas críticos ganha protagonismo. O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Paulo Nobre vai demonstrar como a IA está transformando a modelagem climática e a nossa capacidade de prever cenários ambientais.

O evento também fará um mergulho na segurança digital avançada: o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Simplício apresentará os desafios de criptografia trazidos pela era pós-quântica. Complementando essa visão, Valéria Loureiro, do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec), trará os mais recentes avanços aplicados em fotônica e comunicação.

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Para conectar a produção acadêmica ao mercado global, Daniela Brauner, representante da rede acadêmica europeia GÉANT, trará reflexões sobre a inovação aberta e o ecossistema mundial de IA. Já Fabrício Campos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), abordará o empreendedorismo gerado dentro das universidades e polos tecnológicos.

Inovação e trajetória

Promovido paralelamente ao 44º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), o WRNP também abriga pelo segundo ano a Arena Startup. O espaço é dedicado a apresentar protótipos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e conectar pesquisadores a empresas do setor. Uma novidade tecnológica para os participantes desta edição é o lançamento de um aplicativo exclusivo, que permitirá personalizar a agenda e otimizar a experiência durante o evento.

Desde 1999, o WRNP consolida-se como um pilar de integração. A RNP, responsável pelo encontro, é a rede brasileira que fornece internet segura e de altíssima capacidade para cerca de 4 milhões de alunos, professores e pesquisadores. Por meio de cabos de fibra óptica terrestres e submarinos, a organização mantém o País conectado às principais redes de educação e pesquisa de todos os continentes.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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