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SAÚDE

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

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A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

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No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas contra doenças pneumocócicas

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.

A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.

A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

Como fica o esquema vacinal

Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.

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A vacinação será realizada da seguinte forma:

  • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
  • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
  • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

SUS fortalece assistência especializada e atenção primária em Montes Claros (MG)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Montes Claros (MG), nesta sexta-feira (11), para conhecer serviços de saúde que atendem a população do município e do Norte de Minas. Entre as agendas, o ministro visitou a Santa Casa de Montes Claros e conheceu o serviço de hemodinâmica da instituição, voltado ao diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, neurológicas e vasculares.

Durante a agenda, o ministro da Saúde destacou que Montes Claros é referência para o atendimento de moradores de diferentes municípios do Norte de Minas e ressaltou o cuidado oferecido desde a atenção primária até os serviços de alta complexidade. “Vamos continuar investindo na região, desde a atenção primária até o atendimento especializado. São equipamentos nas UBS, novas ambulâncias para o transporte de pacientes e tecnologias que ajudam a cuidar melhor da população. É garantir que as pessoas tenham acesso, pelo SUS, ao cuidado e às novas tecnologias”, afirmou Padilha.

O serviço realiza procedimentos como cateterismo e angioplastia, que permitem identificar obstruções e tratar alterações nos vasos sanguíneos de forma minimamente invasiva. A Central de Hemodinâmica recebeu dois novos equipamentos e conta ainda com ultrassom intracoronariano (IVUS), tecnologia exclusiva no Norte de Minas, que permite visualizar o interior das artérias coronárias durante os procedimentos e auxilia na definição do tratamento.

A Santa Casa de Montes Claros aderiu a R$ 10 milhões em crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas, voltado à oferta de atendimento especializado para pacientes do SUS. A iniciativa permite que hospitais privados e filantrópicos utilizem os atendimentos realizados para abater dívidas tributárias com a União ou compensar tributos federais futuros.

Padilha também visitou a estrutura de ensino da Santa Casa, que atua como hospital-escola e campo de formação para profissionais de saúde. Referência na assistência especializada na região, a instituição possui 406 leitos, sendo 209 destinados ao SUS, e oferece atendimento de alta complexidade em áreas como cardiologia, neurologia, ortopedia, transplantes e cirurgia vascular. O hospital também conta com Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), com radioterapia e oncologia pediátrica.

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SAMU 192 e transporte de pacientes

Municípios do Norte de Minas passam a contar com novos veículos para apoiar o transporte de pacientes e o atendimento às urgências. Francisco Sá, Ibiracatu, Icaraí de Minas, Serranópolis de Minas, Manga e Verdelândia recebem uma ambulância tipo A cada, enquanto Janaúba passa a contar com uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Os veículos foram apresentados durante a agenda do ministro Alexandre Padilha na Santa Casa de Montes Claros.

Vacinação e saúde da mulher

Na agenda em Montes Claros, Padilha também esteve na Unidade Básica de Saúde (UBS) Leslie Charles Scofield Júnior, onde acompanhou ações de vacinação e de atenção à saúde da mulher. Durante a visita, foi vacinada a criança de número 1 milhão a receber a Pneumo 20 pelo SUS. Incorporada neste ano, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria responsável por doenças como pneumonia e meningite. Ainda em setembro, o imunizante passará a ser oferecido pelo SUS a todos os idosos com mais de 85 anos.

Para as gestantes, o SUS oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), indicada a partir da 28ª semana de gravidez para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Em Montes Claros, mais de 4 mil doses já foram aplicadas.

Ainda na UBS, Padilha acompanhou a colocação do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon. O método tem duração de até três anos e é uma opção de contracepção de longa duração oferecida pelo SUS. No país, 1,8 milhão de dispositivos já foram distribuídos, sendo cerca de 140 mil para Minas Gerais.

Equipamentos para Unidades Básicas de Saúde impulsionam diagnósticos em Montes Claros

Ainda na atenção primária, Montes Claros recebeu 10 combos, que reúnem 170 equipamentos para apoiar o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes nas UBS, com investimento de R$ 1,2 milhão.

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Os conjuntos incluem equipamentos como retinógrafo portátil, dermatoscópio, eletrocardiógrafo, espirômetro, otoscópio, doppler vascular, desfibrilador e recursos para fisioterapia. Parte dos equipamentos pode ser utilizada na telessaúde e no telediagnóstico, auxiliando as equipes na identificação e no acompanhamento de condições como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e respiratórias e lesões dermatológicas.

A ação em Montes Claros integra um projeto nacional que prevê a distribuição de 10 mil combos para 5.093 municípios brasileiros.

Cuidado especializado mais perto da população

Para beneficiar mais de 432 mil habitantes, Montes Claros contará com uma policlínica que também atenderá Claro dos Poções, Glaucilândia, Juramento e Itacambira. Com investimento federal de R$ 30 milhões, a unidade ofertará atendimento em especialidades como cardiologia, neurologia, oftalmologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e psiquiatria, entre outras especialidades.

Com o apoio de R$ 150 milhões da proposta aprovada pelo Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), a prefeitura de Montes Claros irá construir o primeiro hospital municipal da cidade. No âmbito do Programa Agora Tem Especialistas, a estrutura contará com 220 leitos destinados integralmente ao SUS, a estrutura contará com UTI e assistência nas áreas cirúrgica, clínica, pediátrica e de saúde da mulher, além de capacidade estimada para cerca de 6,5 mil internações por ano.

Assistência hospitalar

Para encerrar a agenda em Montes Claros, Padilha visitou o Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro, que possui 306 leitos, sendo 230 destinados ao SUS. A unidade oferece atendimento de alta complexidade em traumato-ortopedia e no cuidado à pessoa com obesidade, além de contar com UTIs adulta, pediátrica e neonatal. Durante a visita, o ministro também conheceu a estrutura de cirurgia robótica da instituição, utilizada em procedimentos de cirurgia geral, cardíaca e de cabeça e pescoço, além de aplicações em urologia, ginecologia e oncologia. A cirurgia robótica passou a contar com financiamento pelo SUS por meio da tabela do programa Agora Tem Especialistas, facilitando o acesso dos pacientes a essa tecnologia.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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