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Ministério dos Transportes cria centro nacional para prevenir mortes no trânsito

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O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, segundo dados do DataSUS, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Para ampliar a prevenção e qualificar a análise de ocorrências graves, o Ministério dos Transportes instituiu, nesta terça-feira (19), o Centro Nacional de Estudos de Sinistros de Trânsito (Cnest). A iniciativa vai estudar sinistros de relevância nacional e apoiar a construção de medidas para reduzir mortes e lesões nas vias brasileiras.

“Precisamos ter dados, evidências e conhecimento acumulado para construir políticas públicas mais eficazes de prevenção e segurança viária. Esse é o objetivo do Cnest. O Brasil ficou um longo período sem investimentos adequados em manutenção rodoviária e agora queremos compreender, de forma mais ampla, os fatores que contribuem para os sinistros, desde a infraestrutura até aspectos humanos e comportamentais”, afirmou o ministro George Santoro.

O modelo do Cnest se inspira no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), referência nacional na análise técnica de ocorrências aeronáuticas. A proposta é aplicar metodologia semelhante ao contexto do trânsito, com foco na prevenção e na identificação de fatores contribuintes dos sinistros.

“Enquanto sociedade, temos o dever de aprender com cada acidente para entregar mais segurança à população. Além de compreender os eventos já ocorridos, é fundamental investir em prevenção proativa e preditiva, com estudos estatísticos capazes de identificar tendências e riscos antes que novos sinistros aconteçam”, afirmou o brigadeiro Alexandre Leal, Chefe do Centro de Investigação e Prevenção deAcidentes Aeronáuticos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Além do impacto na segurança viária, os sinistros também geram consequências econômicas e sociais expressivas. Estimativas do Banco Mundial apontam que os custos associados às ocorrências chegam a R$ 310 bilhões por ano no país, o equivalente a cerca de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Na área da saúde, dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indicam aumento de 49% nas internações relacionadas a sinistros de trânsito entre 2012 e 2024.

Participaram da cerimônia o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Bruno Praxedes; o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos; e o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa.

Atuação multidisciplinar

O Cnest será composto por equipe técnica multidisciplinar, formada por especialistas em segurança viária, perícia, engenharia veicular, infraestrutura viária e outras áreas correlatas. A análise dos casos levará em conta fatores humanos, viários, veiculares e ambientais, com foco na prevenção de novas mortes e lesões no trânsito.

“O centro terá um filtro metodológico para selecionar ocorrências graves, com vítimas e maior complexidade, para permitir análises técnicas aprofundadas e direcionadas à prevenção. Vamos analisar fatores relacionados à engenharia viária, engenharia veicular, comportamento humano e condições ambientais para produzir relatórios técnicos baseados em evidências”, explicou a diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Senatran, Maria Alice Nascimento Souza.

Integrado às ações do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), o Cnest seguirá os princípios de Visão Zero e Sistemas Seguros, alinhados à redução de mortes e lesões no trânsito até 2030.

Próximos passos

Após a publicação da portaria, serão definidos o diretor e o coordenador do centro, além da composição do grupo técnico, que terá representantes de ministérios, órgãos públicos, especialistas e integrantes da sociedade civil. O processo inclui ainda a elaboração do regimento interno e o desenvolvimento da metodologia técnico-científica que será aplicada nas análises.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministro Vladimir Lima destaca programas de melhoria habitacional em entrevista à Voz do Brasil

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O ministro das Cidades, Vladimir Lima, participou nesta quinta-feira (21) do programa A Voz do Brasil. Na oportunidade, o ministro explicou o funcionamento do Reforma Casa Brasil e do Periferia Viva – Reformas, iniciativas do Governo Federal voltadas à melhoria das condições de moradia da população brasileira.

Uma das principais bandeiras do Governo Federal tem sido desenvolver estratégias para enfrentar o déficit habitacional e as inadequações nas moradias, ampliando o acesso à casa digna, ao saneamento e à infraestrutura adequada. Nesse contexto, o Ministério das Cidades atua com programas voltados a diferentes realidades das famílias brasileiras.

Com o Periferia Viva – Reformas, o governo irá beneficiar mais de 30 mil domicílios em periferias urbanas de todo o país, com foco na construção ou reforma de banheiros para famílias que vivem sem banheiro ou em situação de inadequação sanitária.

“Mais de 4 milhões de brasileiros não têm banheiro ou têm um banheiro compartilhado com outras famílias. Então, o foco do Periferia Viva – Reformas é entrar nas comunidades, em áreas que são regularizáveis ou já regularizadas, e levar a construção de um banheiro”, explicou o ministro Vladimir.

Durante a entrevista, o ministro também destacou que, quando identificadas outras inadequações na moradia, como problemas no telhado, infiltrações, piso ou necessidade de ampliação, as intervenções poderão ser incluídas no projeto. As obras serão executadas por agentes promotores, como organizações da sociedade civil e empresas responsáveis pelas propostas selecionadas.

Já o Reforma Casa Brasil funciona por meio de financiamento e é voltado às famílias com renda de até R$13mil, que possuem moradia, mas precisam realizar melhorias estruturais.

“Para quem não tem casa, o programa é o Minha Casa, Minha Vida. Para quem tem sua habitação e precisa resolver uma inadequação, o Reforma Casa Brasil. E para as famílias extremamente carentes, a gente chega com o Periferia Viva – Reformas”, afirmou o ministro.

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Periferia Viva vai levar banheiros e reformas a mais de 30 mil famílias brasileiras.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções

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Brasília, 22/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), divulgou, nesta sexta-feira (22), o balanço operacional consolidado das atividades realizadas entre 17 e 22 de maio nas regiões de fronteira e divisas do País. O prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 45,7 milhões.

As ações foram coordenadas pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), e ocorreram de forma integrada nas 27 unidades da Federação. A iniciativa ampliou significativamente o alcance da operação em relação a 2025, quando as atividades foram realizadas em sete estados.

Balanço parcial da semana

• 76 prisões e apreensões, sendo 51 prisões em flagrante, 19 por mandado judicial e 6 apreensões de adolescentes;
• cumprimento de 8 mandados de busca e apreensão;
• instauração de 12 inquéritos e conclusão de 2;
• realização de 32 operações com resultado de inteligência;
• realização de 70 bloqueios, barreiras e blitz policiais.

As operações também impactaram a logística do crime organizado, principalmente no tráfico de drogas, armas e contrabando. Entre os materiais apreendidos no período, estão:

• 8,3 toneladas de maconha;
• mais de 613 kg de cocaína e pasta base;
• 373 kg de skunk;
• 2 metralhadoras, 3 fuzis, 14 espingardas, 4 pistolas e 3 revólveres;
• mais de 89 mil munições;
• cigarros contrabandeados, agrotóxicos ilegais e veículos utilizados pelas organizações criminosas.

Brasil Contra o Crime Organizado
Operação Brasil Contra o Crime Organizado prende 76 pessoas e provoca prejuízo superior a R$ 45 milhões às facções. foto: Divulgação

Os resultados consolidados entre 11 e 22 de maio demonstram o impacto da atuação integrada das forças de segurança pública em todo o Brasil, com prejuízo superior a R$ 213 milhões ao crime organizado. Até o momento, as ações contabilizam 242 prisões, mais de 60 toneladas de drogas apreendidas, armamentos de grosso calibre — incluindo fuzis e metralhadoras — e mais de 89 mil munições retiradas de circulação.

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Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a ampliação nacional da operação fortalece o enfrentamento qualificado às organizações criminosas. “A expansão da operação para todas as unidades federativas representa um avanço importante na integração das forças de segurança pública. Estamos ampliando o compartilhamento de inteligência, fortalecendo a atuação nas fronteiras e atingindo diretamente a estrutura financeira e logística das facções criminosas em todo o território nacional”, afirmou.

Além das medidas repressivas, a operação também intensificou a presença do Estado em áreas estratégicas de fronteira e divisas, com fiscalizações, visitas preventivas e abordagens policiais. Durante a semana, mais de 2,4 mil pessoas e mais de mil veículos foram abordados pelas equipes policiais.

A Operação Brasil Contra o Crime Organizado integra a estratégia nacional do Governo Federal voltada ao enfrentamento qualificado das organizações criminosas, ao combate aos crimes transfronteiriços e à descapitalização financeira das facções.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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