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POLÍTICA NACIONAL

Câmara debate feminicídio e convidadas pedem votação de projeto que criminaliza misoginia

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Convidadas da comissão geral realizada pela Câmara nesta quarta-feira (8) para debater o feminicídio no país pediram a votação do projeto que criminaliza a misoginia (PL 896/23). A proposta, já aprovada no Senado, está em análise na Câmara.

Durante o debate, deputadas e a ministra da Mulher destacaram que, embora o Brasil possua uma das legislações mais avançadas do mundo — como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio —, os índices de assassinatos de mulheres por questões de gênero continuam batendo recordes, com média de quatro mortes por dia (Veja infográfico abaixo).

A deputada Delegada Katarina (PSD-SE), 3ª Secretária da Mesa Diretora da Câmara, disse que vai solicitar ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) que o projeto que criminaliza a misoginia seja pautado no Plenário.

“Nós temos uma legislação avançada, mas que, na prática, não tem conseguido evitar que essas mulheres continuem sendo vítimas de violência. É por isso que a gente precisa avançar, inclusive tipificando novas condutas, como a misoginia, para que possamos enfrentar esse problema de forma mais efetiva. Não dá mais para a gente naturalizar esse tipo de comportamento, nem tratar como algo menor”, defendeu.

A deputada Socorro Neri (PP-AC) explicou a importância do tema.

“A misoginia não é um detalhe do debate público, nem simples manifestação de opinião. A misoginia é a normalização do ódio, do desprezo e da discriminação contra as mulheres.”

Laura Carneiro (PSD-RJ) sugeriu que a Câmara comece a discussão de um texto “que possa gerar consenso para a aprovação do projeto”.

Integração de políticas públicas
Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), uma das autoras do pedido para realização da comissão geral, as ações contra o feminicídio têm que ser mais integradas entre a União, estados e municípios. Ela afirmou que é necessário ter centros de referência dos direitos da mulher em todos os municípios.

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“Não é possível tratar da violência contra a mulher como algo fragmentado, ora no SUAS, no CRAS, ora na saúde, ora na política educacional. Nós queremos integrar esses sistemas, mas também termos a nossa própria rede a partir da garantia de que todo município tenha um centro de referência dos direitos da mulher.”

Maria do Rosário defendeu uma proposta de sua autoria (PL 420/26) que amplia os repasses aos estados do Fundo Nacional de Segurança Pública de 5% para 30% para o combate a violência contra as mulheres.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) defendeu que o governo declare o feminicídio como uma questão urgente para que possam ser liberados recursos orçamentários sem as restrições das regras fiscais.

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) lembrou que em dez anos, até 2025, foram 13.703 casos de feminicídio no país. A maioria das vítimas são negras com cerca de 36 anos.

“O feminicídio se tornou uma tragédia que demonstra o quanto a violência vem crescendo. Ser mulher no Brasil é difícil, e sendo de renda pobre ou negra, é mais difícil ainda.”

Pacto entre os três Poderes
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, elogiou o Congresso por leis como a lei contra a adultização de crianças na internet (Lei 15.211/25) e a que aumenta a licença-paternidade (Lei 15.371/26).

Márcia Lopes anunciou que o governo está agindo para que todas as crianças e adolescentes possam ter, nas escolas, noções sobre as ferramentas de combate à violência contra a mulher como a Lei Maria da Penha. A ministra também lembrou a assinatura em fevereiro do Pacto Nacional Contra o Feminicídio pelos três Poderes da República.

Algumas convidadas relataram que o sistema de Justiça ainda tem falhado ao conceder medidas protetivas com prazos fixos ou até mesmo negar essas medidas.

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Reórtagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Alan Rick cobra ampliação de investimentos em saneamento no Acre

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O senador Alan Rick (Republicanos-AC) defendeu a ampliação de investimentos em saneamento básico como prioridade para o enfrentamento de problemas recorrentes causados por chuvas intensas em Rio Branco e em outros municípios do Acre. Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (14), o senador alertou para os impactos da falta de infraestrutura de drenagem, água tratada, esgoto e manejo de resíduos sólidos, apontando que a situação se repete ano após ano na região.

Alan Rick afirmou que o tema tem sido debatido no Senado e lembrou a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, em 2020. Segundo ele, apesar dos avanços normativos, problemas persistem nos municípios, o que indica, na avaliação do senador, a necessidade de priorização de investimentos e planejamento na área.

Cada R$ 1 que se investe em saneamento, você economiza R$ 5 em saúde. São dados da Organização Mundial de Saúde, e são dados que revelam a necessidade premente da Amazônia de enfrentar o problema do saneamento, do controle das enchentes, da drenagem urbana, da água tratada às pessoas, desde as cidades mais populosas até as zonas mais distantes das regiões do interior do estado — disse. 

O senador também afirmou que o Brasil possui metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033 e defendeu a execução de projetos já estruturados para o estado do Acre. Ele informou ainda que pretende discutir com o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, a implementação de iniciativas para a ampliação da infraestrutura de saneamento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que estabelece critérios para identificar déficit habitacional nos municípios

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1531/25, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que inclui na Lei do Programa Minha Casa, Minha Vida instrumentos e critérios para identificar e divulgar o déficit habitacional nos municípios. O objetivo da medida é ajudar gestores públicos a formular políticas habitacionais mais eficazes e direcionadas.

O relator, deputado Eli Borges (Republicanos-TO), recomendou a aprovação do texto. “Cria-se base técnica consistente para um diagnóstico mais preciso das necessidades habitacionais locais, aprimora o direcionamento de investimentos públicos, governança e gestão urbana, além de fortalecer a transparência e do controle social”, afirmou.

Para Hildo Rocha, autor da proposta, o déficit habitacional é um dos principais desafios das áreas urbanas e afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas. De acordo com ele, a divulgação desses dados pode ampliar a transparência da gestão pública e estimular a participação da sociedade nas discussões sobre habitação.

“A criação de um ambiente urbano que garanta moradia digna para todos é um passo vital para a construção de sociedades mais equitativas e sustentáveis”, disse.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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