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TURISMO

Vindima transforma vinícolas em palco de experiências e impulsiona o enoturismo

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“A vindima é a alma da Serra Gaúcha”. É com esse sentimento que o guia de turismo em Bento Gonçalves (RS), Alexandre Facciocchi, define o período que, entre janeiro e março, transforma a paisagem da região e movimenta a economia local. A colheita da uva, ápice do ciclo produtivo do vinho, altera o ritmo das cidades, colore os vinhedos e consolida a Serra Gaúcha como um dos principais destinos de enoturismo do País — movimento que é reforçado por políticas públicas do Ministério do Turismo voltadas à valorização da produção associada nos municípios turísticos, com foco em produtos com Indicação Geográfica (IG).

Mais do que uma etapa agrícola, a vindima tornou-se uma experiência cultural que mobiliza produtores, trabalhadores e milhares de visitantes interessados em acompanhar de perto a colheita, a pisa da uva e as tradições herdadas dos imigrantes italianos. No Rio Grande do Sul, essa herança ultrapassa os parreirais e se firma como ativo estratégico para o turismo e a economia regional.

A Indicação Geográfica reconhece que características, qualidade e reputação estão diretamente ligadas ao território de origem, garantindo proteção ao nome geográfico, agregando valor e reforçando a identidade regional. Ao conferir reconhecimento formal aos produtos locais, isso estimula a organização da cadeia produtiva, amplia a competitividade e impulsiona o desenvolvimento econômico e cultural das regiões produtoras.

“Acreditamos que a vindima representa o fechamento de um ciclo inteiro de cuidado com a terra e o início de outro, o nascimento de um novo vinho. Quando o produto é reconhecido por sua origem, ele passa a se diferenciar por história, qualidade, tradição e inovação. Com políticas públicas, a vindima pode se estruturar cada vez mais como um produto turístico consolidado, fortalecendo todo o ecossistema de desenvolvimento do setor”, destaca o enólogo e produtor Roberto Cainelli.

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COMO ACONTECE – Durante a vindima, vinícolas abrem suas portas e oferecem atividades que vão da colheita manual dos parreirais à tradicional pisa da uva, além de degustações harmonizadas, apresentações culturais e programações gastronômicas. Regiões a exemplo do Vale dos Vinhedos registram aumento significativo no fluxo de turistas, impulsionando a economia local e fortalecendo pequenos produtores, meios de hospedagem e restaurantes.

De acordo com levantamento produzido pela plataforma Wine Locals sobre o panorama do mercado, o comportamento do consumidor e as tendências do enoturismo, em 2025 o número de experiências comercializadas no Rio Grande do Sul, por exemplo, cresceu 57,8% em relação a 2024.

QUEM FAZ O TURISMO NA PONTA – Para quem atua na recepção dos visitantes, a vindima é também um momento simbólico. “No Rio Grande do Sul, representa tradição, identidade e a força da herança dos imigrantes italianos que transformaram a vitivinicultura em um legado cultural. Mais do que a colheita da uva, é um momento de celebração, de união das famílias e de gratidão pela safra”, afirma o guia de turismo, Alexandre Facciocchi.

Segundo ele, a intensa movimentação nas vinícolas reforça o papel estratégico do período para o setor. “Durante a vindima, as vinícolas operam em ritmo acelerado e a procura por experiências cresce significativamente. É uma fase que fortalece o enoturismo, gera encantamento e fideliza visitantes, além de consolidar a Serra Gaúcha como um dos principais destinos de experiências vínicas do país”, completa.

TRADIÇÃO COMO ATRATIVO – Para quem participa da experiência, a vivência costuma transformar a relação com o vinho. “Foi maravilhoso poder colher as uvas e participar da pisa. É um contato direto com a natureza e com a terra, além de ser muito relaxante sentir a uva estourando nos pés. Como eu não conhecia bem a fabricação dos vinhos, a viagem também me permitiu aprender detalhes sobre o processo, a tradição, as músicas e como tudo era feito antigamente”, relata a dentista Flávia Souza, que já acompanhou a vindima no Rio Grande do Sul.

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Ao unir tradição, cultura e a geração de emprego e renda, a vindima reafirma o potencial do turismo de experiência como ferramenta estratégica de valorização do patrimônio imaterial e de promoção dos destinos brasileiros.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conhecida como “Terra dos Cânions”, Cambará do Sul surpreende por suas gigantes formações rochosas e cachoeiras inconfundíveis

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Uma cidade no interior do Rio Grande do Sul guarda um tesouro monumental. Localizada na região dos Campos de Cima da Serra, a cidade de Cambará do Sul é conhecida como a “Terra dos Cânions” e desponta como um destino de ecoturismo para os viajantes que buscam contato direto com a natureza, montanhas e rios intocados. Longe do agito costeiro, o município revela as belezas do interior do estado.

A magia da região reside em sua geografia que abriga os maiores cânions da América do Sul. O verão é a época ideal para visitar o destino, pois os dias mais longos e ensolarados garantem visibilidade máxima para contemplar os imensos paredões rochosos dos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. Além do espetáculo visual dos cânions Itaimbezinho e Fortaleza, as piscinas naturais de águas cristalinas são um verdadeiro convite para banhos em meio à natureza intocada.

EXPERIÊNCIAS – Além das clássicas caminhadas pelas bordas dos cânions, que oferecem mirantes com paisagens impressionantes, os turistas mais aventureiros podem se refrescar percorrendo a famosa Trilha do Rio do Boi. Esse trajeto é feito por dentro da fenda do cânion Itaimbezinho, caminhando pelas águas transparentes do rio, o que garante uma dose extra de adrenalina e frescor sob a sombra das rochas.

Outros pontos muito procurados são a Cachoeira do Tigre Preto e o Poço do Segredo. Para um passeio mais contemplativo, as cavalgadas pelos vastos campos verdes e os passeios de quadriciclo são opções excelentes para conhecer a serra.

SABORES – A gastronomia em Cambará do Sul reflete a forte herança dos tropeiros que desbravaram a região no passado. O tradicional arroz de carreteiro, a paçoca de pinhão e o autêntico churrasco gaúcho assado lentamente no fogo de chão são os grandes protagonistas dos restaurantes rústicos e acolhedores da cidade, repondo as energias dos aventureiros.

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Para adocicar e refrescar o paladar nas tardes de verão, os sucos de frutas nativas, os queijos artesanais serranos e o mel produzido nas fazendas locais completam a experiência, mostrando o tempero inconfundível do interior do Rio Grande do Sul.

COMO CHEGAR – Cambará do Sul está localizada a aproximadamente duzentos quilômetros de Porto Alegre, a capital do estado. A principal porta de entrada aérea é o Aeroporto Internacional Salgado Filho, de onde os turistas podem seguir viagem de carro ou de ônibus por rodovias bem estruturadas, como a famosa Rota do Sol. Esse trajeto já serve como um belo aquecimento para as férias, revelando aos poucos a transição entre os vales e a altitude da serra.

Outra opção muito utilizada pelos viajantes é desembarcar no aeroporto de Caxias do Sul, encurtando a viagem terrestre e permitindo um passeio panorâmico pela charmosa Serra Gaúcha antes de se deparar com a imensidão dos gigantes de pedra.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Com mais prazo, municípios podem programar pedido de renovação no Mapa do Turismo Brasileiro

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Quem faz a gestão do turismo nos municípios ganhou mais fôlego para se organizar. Com a atualização das diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo (PRT) e do Mapa do Turismo Brasileiro no mês passado, o Ministério do Turismo ampliou de 60 para 90 dias o prazo mínimo para que os municípios solicitem a renovação do cadastro no Mapa.

Com a ampliação do prazo para 90 dias, o Ministério do Turismo busca apoiar uma gestão mais estratégica e planejada. O objetivo é garantir que os municípios estejam preparados para aproveitar as oportunidades do setor, mantendo o turismo como um importante vetor de desenvolvimento econômico e social nos territórios.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o fortalecimento da política pública para construção de um setor mais estruturado. “Com a ampliação do prazo para 90 dias, queremos dar mais condições para que os municípios se organizem e façam uma gestão do turismo cada vez mais estratégica. O Mapa do Turismo Brasileiro é uma ferramenta fundamental para orientar políticas públicas, fortalecer a regionalização e garantir que o setor continue gerando emprego, renda e oportunidades de desenvolvimento em todo o país”, declarou.

Mais tempo para planejar e menos correria

Na prática, o novo prazo permite que os gestores municipais tenham mais tempo para reunir documentos, alinhar informações e planejar as ações do setor. A ideia é evitar improvisos e garantir que o turismo seja tratado como política pública estruturada, e não apenas como demanda pontual, dando mais previsibilidade, segurança jurídica e organização para o planejamento do turismo local.

Com regras mais claras e critérios objetivos, o Mapa do Turismo Brasileiro reforça seu papel como porta de entrada para políticas públicas, programas e investimentos federais voltados ao desenvolvimento do setor.

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Governança regional ganha força

As novas diretrizes também fortalecem a atuação das Instâncias de Governança Regional (IGRs), que passam a ser reconhecidas oficialmente como representantes das regiões turísticas. Essas instâncias reúnem poder público, iniciativa privada e sociedade civil, promovendo decisões mais integradas e alinhadas à realidade dos territórios.

Para renovar o cadastro no Mapa, o município deverá comprovar participação ativa na IGR, por meio de uma declaração formal assinada pelo dirigente máximo da instância. Um ponto importante: a emissão da declaração não pode ter qualquer cobrança de taxa.

Conselho de Turismo em funcionamento

Outra exigência para manter o município regular no Mapa é a comprovação do funcionamento do Conselho Municipal de Turismo. Além disso, será necessário apresentar o plano de trabalho do conselho ou fórum, com ações previstas para todo o período de gestão.

E não se esqueça: o Ministério do Turismo recomenda que essas informações estejam disponíveis no site oficial da prefeitura, facilitando o acesso da população e ampliando a transparência sobre as ações do setor.

Contato direto com o MTUR

Com o compromisso de aprimorar a comunicação e garantir suporte mais rápido e eficiente aos parceiros do Programa de Regionalização do Turismo (PRT), o Ministério do Turismo lançou um canal exclusivo de atendimento via WhatsApp. A nova ferramenta, disponível no número (61) 2023-7261, vai centralizar informações e atender demandas relacionadas ao PRT, como o Mapa do Turismo Brasileiro, Categorização, Governanças e Planos de Desenvolvimento Territorial do Turismo.

O canal é destinado a interlocutores estaduais, Instâncias de Governança Regional (IGRs), Conselhos Municipais de Turismo, gestores municipais, representantes do trade turístico, organizações do terceiro setor e demais parceiros que atuam na implementação das políticas públicas do setor em todo o país.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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