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TECNOLOGIA

Nota de pesar — Rex Nazaré Alves

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Rex Nazaré Alves, ocorrido em 6 de janeiro de 2026. Físico, gestor público e formulador de políticas estratégicas, Rex Nazaré foi um dos mais relevantes nomes da história da ciência e da tecnologia nuclear no Brasil, dedicando sua trajetória à consolidação institucional do setor e à defesa da soberania científica e tecnológica nacional. 

Presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) de 1982 a 1990, exerceu papel central no fortalecimento das bases técnicas e institucionais da área nuclear brasileira. Teve atuação decisiva na criação do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), liderou a resposta institucional ao acidente radiológico com o césio-137 em Goiânia e contribuiu para a formação de gerações de pesquisadores e especialistas. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos em instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Eletronuclear e outros órgãos do Estado brasileiro. 

O MCTI se solidariza com familiares, amigos, colegas, ex-alunos e com toda a comunidade científica e tecnológica neste momento de dor, reconhecendo em Rex Nazaré Alves um exemplo de servidor público e cientista cuja obra permanece como referência para o desenvolvimento do Brasil.  

A cerimônia de despedida ocorrerá na sexta-feira (9), a partir das 9 horas, no Crematório do Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro (RJ). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Ações de popularização da ciência reúnem famílias e incentivam jovens pesquisadores

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Ações para a popularização da ciência promovidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estão mudando diretamente a vida de jovens estudantes por todo o Brasil, e o apoio dos familiares tem um grande impacto nessa jornada. Os projetos em circulação vão desde feiras de ciência espalhadas pelo País até olimpíadas científicas que ocorrem durante todo o ano.

Quando um jovem cientista entra no mundo da ciência, a família dele vai junto. Esse foi o caso de Maria Luiza Miranda Pereira, de 16 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio, que participou pela primeira vez do Circuito de Ciências em 2020. À época, ela foi premiada em 2° lugar na etapa distrital com o projeto Acessibilidade para Usuários da Língua Brasileira de Sinais. Em 2025, a pesquisadora teve uma menção honrosa e conquistou o ouro na Olimpíada Brasileira de Tecnologia. Esse resultado a levou a ser convidada para a Escola Avançada de Tecnologia em São José dos Campos (SP) e para a imersão tecnológica Semana EAT, em Boston-Cambridge, nos EUA.

Maria Luiza teve o incentivo da família desde sempre, com idas a museus e feiras de ciências e apoio nas competições. “A gente sempre foi junto, até porque precisávamos aprender sobre os assuntos para depois conseguir conversar com ela sobre eles. Eu aprendi muito com a Maria Luisa”, conta a mãe orgulhosa, Rita de Cássia Miranda Pereira, de 50 anos.

Mesmo com anos de experiência, a família ainda se surpreende com a quantidade de projetos voltados à ciência. O pai da Maria Luiza, Cleomar Pereira, de 50 anos, se admira em ver todas as possibilidades que um pequeno cientista tem no País. Contando somente as olimpíadas, há cerca de 130 competições, divididas em diversas áreas do conhecimento, como matemática, ciências da natureza, astronomia e história.

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Segundo a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, todo o trabalho é pensado para ampliar espaços voltados à ciência. Os eventos são planejados para acontecerem também aos sábados e domingos, justamente para que a família participe das atividades.

“É um caminho de ida e volta. O jovem e a criança trazem o conhecimento para casa e os pais também estimulam e fortalecem esse vínculo com o conhecimento, o que é muito importante para formar a nova geração de cientistas do Brasil”, afirma a diretora.

Pop Ciência em ação 
As ações de popularização da ciência do MCTI alcançaram mais de 26 milhões de pessoas em 2025. Veja alguns dos projetos:

  • Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A SNCT é um evento anual coordenado pelo MCTI e que ocorre em outubro. Em cada ano, as atividades giram em torno de um tema central, que é proposto para debater questões atuais. O objetivo é aproximar a ciência e a tecnologia da população, por meio de eventos, atividades gratuitas, palestras, oficinas e exposições em todo o Brasil.

  • Caça Asteroides MCTI

O Caça Asteroides MCTI é um programa que ocorre em parceria entre o MCTI e a Nasa. Por meio do Programa Brasileiro de Ciência Cidadã, estudantes e voluntários são estimulados a analisar imagens de telescópios para descobrir e rastrear asteroides. Os participantes, sem precisar de conhecimento prévio, recebem treinamento on-line, analisam imagens reais e podem fazer descobertas, ganhando certificados e reconhecimento.

  • Feiras Científicas

Feiras de ciências e mostras científicas coordenadas pelo MCTI acontecem em escolas, Institutos Federais, universidades e espaços de inovação em todo Brasil. São eventos pedagógicos e culturais para estudantes apresentarem projetos de pesquisa com base científica. Além de envolver a comunidade escolar e familiar na aprendizagem e construção do conhecimento científico, essas atividades contribuem para ampliar a percepção social sobre o papel da ciência, da tecnologia e das inovações no dia a dia de cidadãos brasileiros.

  • Centros e museus de ciência e tecnologia
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Com o apoio do MCTI, os centros e museus de ciência e tecnologia são espaços interativos que promovem a educação científica e cultural, por meio de exposições, planetários, aquários e atividades lúdicas para popularizar o saber. Esses espaços são reconhecidos por sua missão de preservação e fortalecimento do conhecimento, compostos de exposições, periódicas e permanentes, com atividades interativas.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Parceria entre MCTI e Ministério das Mulheres fortalece ações por igualdade, proteção e inclusão feminina

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Garantir igualdade de gênero, ampliar oportunidades para meninas e mulheres e enfrentar a violência são compromissos essenciais para um desenvolvimento mais justo e inclusivo. A ciência amplia o acesso ao conhecimento, à autonomia econômica e à participação feminina em áreas historicamente marcadas por desigualdades. 

Com esse foco, o ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recebeu, na quarta-feira (21), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para reforçar a parceria na promoção da igualdade de gênero, no enfrentamento à violência e no incentivo à participação feminina na ciência e na tecnologia. 

A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que, no ambiente da comunidade acadêmica e científica, as mulheres têm papel central e protagonizam avanços importantes. Atualmente, elas são maioria entre as pesquisadoras e concentram cerca de 74% das bolsas de iniciação científica. No entanto, esse percentual diminui significativamente no topo da carreira, com cerca de 35% das bolsas de produtividade, o que evidencia a existência de barreiras estruturais ao longo da trajetória profissional. 

Esse afunilamento, na avaliação dela, revela condicionantes históricos e culturais, como a persistência do machismo e a sobrecarga relacionada à política de cuidados, que acabam limitando a consolidação da carreira das mulheres. “Por isso, no MCTI, reforçamos a importância de garantir permanência e ascensão das mulheres na carreira científica, tecnológica e de inovação, especialmente nas áreas das engenharias e das ciências exatas, onde essas desigualdades são históricas”, afirmou. 

As mulheres já são maioria entre as bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTI. Os destaques são modalidades como iniciação científica (59%) e mestrado (55%), além de representarem 53% no doutorado, com crescimento da presença de mulheres negras. 

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As ações de popularização da ciência também refletem esse avanço. Em feiras e mostras científicas apoiadas pelo ministério, 167 dos 315 projetos aprovados são liderados por mulheres. Nas Olimpíadas Científicas, metade dos projetos selecionados tem coordenação feminina. Já na 22ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, 148 dos 261 projetos apoiados eram liderados por mulheres. 

Outro destaque é o Programa Bolsa Futuro Digital, do Programa Conecta e Capacita do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que prevê a oferta de 10 mil vagas em 2025 e 2026, com 50% delas destinadas ao público feminino. Com investimento de R$ 55 milhões, a iniciativa busca ampliar o acesso de jovens mulheres às áreas de tecnologia da informação e comunicação. 

Ações para enfrentar desigualdades

A ministra Márcia Lopes ressaltou que a atuação integrada entre os ministérios é fundamental para que a pauta das mulheres avance de forma concreta em todo o País. “As mulheres estão em todas as políticas públicas. Só com articulação entre os ministérios conseguimos enfrentar o machismo estrutural, ampliar a autonomia econômica e garantir proteção. O diálogo com o MCTI é essencial para levar essa agenda adiante”, afirmou. 

Participaram representantes das secretarias do Ministério das Mulheres, entre elas Rosane Silva, Estela Bezerra e Sandra Kennedy, além da assessora especial Lygia Pupatto e da assessora Solange Fiuza. Pelo MCTI, estavam presentes a secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), Andrea Latgé; a chefe da Assessoria de Comunicação, Ana Cristina Santos; e a assessora de Participação Social e Diversidade, Elisangela Lisardo. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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