O Governo de Mato Grosso investiu R$ 817 milhões na agricultura familiar nos últimos sete anos. O investimento, o maior já realizado pelo Estado no setor, fortaleceu milhares de famílias que vivem da produção em pequena escala e ampliou a capacidade produtiva nos 142 municípios, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar. Além dos recursos, os projetos nos municípios são acompanhados por técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Entre os anos de 2019 e 2025, foram entregues mais de 8.400 máquinas e equipamentos, entre tratores, caminhões, retroescavadeiras, pás carregadeiras, implementos agrícolas, plantadeiras e colhedoras, permitindo mecanizar áreas antes totalmente manuais e apoiando prefeituras, associações e cooperativas.
Para o governador em exercício Otaviano Pivetta, o conjunto de ações cria bases sólidas para o desenvolvimento sustentável no campo. “Esses investimentos fazem diferença no dia a dia das famílias rurais. Estamos dando condições reais para que pequenos produtores deixem de sobreviver apenas com esforço manual e passem a produzir com tecnologia, estrutura e assistência”, destacou.
Além das máquinas, a Seaf fez a aquisição e a entrega de insumos que impactam diretamente a produtividade no campo, como 1,2 milhão de mudas, 61 mil toneladas de calcário, 36 mil doses de sêmen, 4,8 mil embriões, 991 tanques resfriadores, 550 ordenhadeiras e 497 kits de irrigação, impulsionando cadeias como leite, frutas, hortaliças e mel.
O governador Mauro Mendes destacou que o volume de investimentos demonstra compromisso com quem produz alimentos para o Estado. “A agricultura familiar tem papel fundamental na segurança alimentar e na economia dos municípios. Os R$ 817 milhões representam dignidade, oportunidade e condições reais para que as famílias produzam mais e permaneçam na terra com mais qualidade e renda. Estamos investindo para que a agricultura familiar produza mais e melhor”, afirmou.
A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, apontou que os resultados são fruto de planejamento e ação integrada.
“Estamos falando de investimentos estruturantes, que chegam à ponta e transformam a vida das famílias. Cada máquina, cada insumo e cada ação executada têm impacto direto na produção e na renda. É um trabalho contínuo para fortalecer a agricultura familiar em todas as regiões do Estado”, ressaltou.
Na área de comercialização, o Estado entregou 4.500 barracas de feira e ampliou políticas como o Hortas Escolares, com 929 unidades. O Fundaaf – Inclusão Rural beneficiou 3.568 famílias, o que corresponde a R$ 21,4 milhões. Os repasses para inclusão produtiva foram feitos diretamente às famílias, com projetos validados a partir das análises de técnicos da Empaer.
Com foco no desenvolvimento social, econômico e ambiental, o ciclo 2019–2025 consolida a agricultura familiar como pilar estratégico do Estado, gerando inclusão produtiva, autonomia e novas oportunidades no campo.
O que mudou na vida de quem planta
Com planejamento técnico, capacitações e incentivos do governo, a propriedade da agricultora Elisandra Vedovatto, do município de Vera, deu um salto de produtividade. Ela representa mulheres que fazem do cultivo da terra resistência e esperança.
“Recebemos assistência desde o começo. Além do fomento entregue pela Seaf, uma equipe da Empaer nos ajudou a planejar a produção e organizar os projetos. Da Seaf, recebemos cinco mil mudas de banana. Para quem está começando, esse apoio é essencial. Dá confiança, ensina o manejo correto e nos permite colocar um produto de qualidade no mercado, de forma justa e sustentável”, explicou a produtora.
No assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde, produtores foram beneficiados com a entrega de um caminhão-baú para atender à logística da produção local de cerca de 40 toneladas mensais de frutas, legumes e verduras até os principais mercados consumidores, como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
“Antes, a gente entregava tudo para atravessadores, mas isso acabou. Esse caminhão e outros projetos vão motivar nossa produção e reacender o desejo de crescer. Aqui estamos seguindo o legado da nossa família, aquilo que nossos pais nos ensinaram, e estamos passando para nossos filhos”, disse a produtora Glaci Casola, da Associação Santo Antônio da Fartura Verde.
A produtora Dalva do Nascimento, de Tangará da Serra, reconhece os investimentos do Governo do Estado. Para ela, as oportunidades têm contribuído para o desenvolvimento do setor.
“Quando jovem, era muito difícil ter acesso a implementos agrícolas e políticas públicas. Hoje é diferente. O Governo de Mato Grosso proporciona oportunidades, acredita e investe em nós. As associações estão mais organizadas, temos acesso a equipamentos, ao mercado, à capacitação e à informação. Principalmente, temos políticas públicas de ponta. Isso dá poder à agricultura familiar. É um processo real de impacto no setor”, afirmou Dalva.
Marcos dos Santos, morador de Aripuanã, adquiriu o sítio que era de seus pais há nove anos, com o sonho de manter suas raízes e construir ali sua família. Ele conta que não foi fácil, mas persistiu. “Com apoio da Seaf e da Empaer, conheci o Programa REM e consegui começar a nossa produção de cacau com 1.111 pés. Consegui também a irrigação. Sem o apoio do Governo do Estado, por meio da Seaf e de parcerias, isso não seria possível”, ratificou Marcos.
Equipes das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Mato Grosso, administradas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), realizam a Semana Pedagógica para o ano letivo de 2026. A ação, que visa à integração institucional e ao alinhamento pedagógico, será realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro.
A iniciativa será executada no formato híbrido, com transmissões virtuais (lives) coordenadas pela Seciteci de segunda (26) a quarta (28), além de atividades presenciais em cada unidade na quinta (29) e na sexta (30).
Participam da programação gestores, docentes e equipes técnicas de todas as 17 ETECs do Estado de Mato Grosso. O evento é pensado como um espaço estratégico de formação continuada, planejamento e fortalecimento da educação profissional. Ao longo da semana, os participantes terão acesso a palestras, oficinas e momentos de socialização de experiências.
Na segunda-feira (26), ocorrerá, pela manhã, a abertura oficial da Semana Pedagógica, com o credenciamento, acolhimento institucional e palestras online. Entre os destaques, está a apresentação da parceria entre a Seciteci e a Seduc, conduzida pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, e pelo secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Brescancim.
A palestra abordará o histórico, os objetivos e as metas da cooperação, além do projeto de expansão para 2026. No período vespertino, o debate será em torno dos desafios da Educação Profissional e Tecnológica no contexto do Novo Ensino Médio, com palestra do professor Wilson Conciani.
Nos dias seguintes, serão debatidos uma série de temas, como a permanência e o êxito dos estudantes, metodologias ativas, relação entre educação profissional e mundo do trabalho, além do uso da inteligência artificial na construção de materiais pedagógicos. Pesquisadores e especialistas, como Júlio Resende Duarte, Acácia Zeneida Kuenzer e José Roberto Schmaltz, irão palestrar.
No último dia, o evento se encerra com a palestra “Educomunicação e Pretagogia: Caminhos para uma educação profissional antirracista”, ministrada por Julliane Caju, professora e doutora em Comunicação e Cultura e servidora da Seciteci.
As Escolas Técnicas
Atualmente, a Seciteci administra 17 instituições de ensino, localizadas em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.
A pasta é fundamental para o desenvolvimento de Mato Grosso, tendo como uma de suas principais missões a oferta pública e gratuita de cursos de Educação Profissional e Tecnológica, em todas as suas modalidades e níveis.
Cada unidade oferta diversos cursos técnicos nos mais variados eixos tecnológicos, tendo como foco o atendimento às demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense. Além disso, são ofertados cursos fora de sede, que levam o ensino técnico a municípios sem uma ETEC.
Para mais informações sobre os cursos e vocações de cada ETEC, clique aqui.
O Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 5 milhões na ampliação do parque tecnológico do laboratório de Computação Forense da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em 2025. O investimento concentrou-se na aquisição de softwares e equipamentos tecnológicos de ponta, especializados na extração de dados e evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos, mesmo que bloqueados, criptografados ou danificados.
Conforme balanço de produtividade da Politec, apenas em 2025 foram entregues 3.579 laudos periciais pela Gerência de Computação Forense.
“A atuação da Gerência de Perícias de Computação Forense é determinante para a análise de vestígios digitais que se encontram em dispositivos móveis danificados ou bloqueados, especialmente em contextos investigativos de alta complexidade, como crimes de violência sexual, tráfico de entorpecentes, organizações criminosas e crimes cibernéticos”, afirmou o diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan.
As aquisições garantem a entrega de laudos de forma qualificada, dentro do prazo dos serviços periciais, além de contribuir para a robustez da prova digital, trazendo mais segurança jurídica e reforçando o combate à impunidade, que contribui diretamente para a efetividade das investigações criminais no Estado.
Uma das ferramentas adquiridas é a PC-3000 Mobile Pro, que foi importada da República Tcheca. Além da Politec de Mato Grosso, apenas três instituições periciais estaduais no país possuem o equipamento. Ele é utilizado para perícias com elevado grau de complexidade e sensibilidade técnica, cujas funcionalidades não estão disponíveis em ferramentas atuais da gerência.
Na prática, a tecnologia extrai, recupera e analisa dados de celulares com segurança, rapidez e sem alterar as informações originais, preservando os vestígios, de modo que os dados acessados não sejam modificados ou perdidos durante a extração.
“O equipamento emprega mecanismos avançados de processamento de dados, que complementam e ampliam as capacidades do laboratório de computação forense, elevando a eficiência operacional e aumentando os índices de sucesso nas perícias digitais”, explicou o gerente de Perícias em Computação Forense, Max Martins de Freitas.
A Politec também recebeu licenças de novos softwares que permitem extrair, analisar e investigar dados de diversos dispositivos e serviços online, como celulares, drones, serviços em nuvem e câmeras de segurança, aumentando a rapidez e a eficiência na solução de crimes.
Para Max Martins de Freitas, as aquisições contribuem para a maior eficiência da análise das provas periciais, colocando o laboratório de computação forense da Politec entre os mais avançados do país.
“Com as novas aquisições, nós ampliamos de forma significativa nossa capacidade de atendimento pericial em diferentes modelos de dispositivos, com ganhos expressivos em qualidade, eficiência e confiabilidade dos resultados. As soluções adotadas asseguram a continuidade dos exames, preservam rigorosamente a cadeia de custódia e fortalecem a efetividade da prova técnica. Sua implementação contribui diretamente para a redução da demanda reprimida e para a elevação do padrão dos serviços periciais prestados ao sistema de justiça e à segurança pública do Estado”, concluiu.