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Acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado, diz Alckmin

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Ao apresentar recordes da Balança Comercial de 2025, nesta terça-feira (06/01), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia (UE) está em estágio avançado e destacou que a ampliação de parcerias comerciais é fundamental para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

“O próximo acordo, fruto de um longo trabalho de mais de duas décadas, é Mercosul-União Europeia. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. E num momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável e protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse o ministro.

Ele recordou os acordos assinados recentemente no âmbito do Mercosul, com Singapura (2023), sexto maior destino das exportações brasileiras; e com o EFTA (2025), bloco que reúne os países com maior renda per capita do mundo – Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia.  

“Quando o comércio global avança, ganha a sociedade”, pontuou Alckmin, ao anunciar o recorde histórico das exportações brasileiras em 2025, alcançando US$ 349 bilhões em produtos vendidos ao exterior.

Além de negociações para novos acordos de livre-comércio, o que inclui o Canadá e Emirados Árabes Unidos, o Brasil também mantém negociações com Índia e México para aumentar a parceria comercial de preferências tarifárias.

Questionado sobre questões comerciais com a Venezuela, no contexto da intervenção dos EUA naquele país, Alckmin ponderou que o comércio bilateral com o vizinho sul-americano é pequeno – em torno de US$ 1,2 bilhão em 2025.

O ministro lembrou que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul na década de 1970, mas hoje responde por apenas 2%.

Fortalecimento do comércio exterior

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Ainda na coletiva sobre o desempenho da balança comercial brasileira em 2025, Alckmin listou medidas do governo para desburocratizar o comércio exterior e ampliar ainda mais nossa corrente de comércio. Ele citou o Portal Único, ferramenta que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e ministérios da Agricultura e Saúde, e que, quando estiver 100% em funcionamento para exportações e importações, tem potencial para gerar uma economia de R$ 40 bilhões.

“Hoje, nós temos 80% da migração para o Portal Único concluídos. Até setembro [deste ano] teremos 100%. Isso deve reduzir em 50% o número de operações de importação que necessitam de licenciamento”, afirmou.

Entre outras ações, ele destacou ainda programa Acredita no Brasil, pelo qual micro e pequenas empresas podem receber de volta parte dos tributos pagos durante o processo produtivo do bem exportado.  

Por fim, Alckmin ressaltou a Reforma Tributária como instrumento fundamental para melhorar o ambiente de negócios e acabar com o imposto embutidos nos produtos para exportação.

“A reforma tributária, o IVA, o Imposto de Valor Agregado, ele desonera totalmente a exportação, desonera totalmente o investimento. Há um estudo do IPEA que diz que em 15 anos pode aumentar o investimento no Brasil 14%. E as exportações 17%”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Ministra Márcia Lopes participa do encerramento do 14º Encontro Nacional do MST e reforça protagonismo das mulheres do campo

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Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta sexta-feira (23) do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador (BA). O evento reuniu cerca de 3,5 mil delegadas e delegados de todo o país ao longo de cinco dias de debates, estudos e planejamento, marcou a celebração dos 42 anos do MST e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministras e ministros de Estado, parlamentares e outras autoridades.

Durante sua participação, a ministra Márcia Lopes destacou a centralidade das mulheres na construção da democracia e da Reforma Agrária Popular. “As mulheres do campo são protagonistas na produção de alimentos, na defesa da vida e no enfrentamento às desigualdades, e o compromisso do Governo do Brasil é garantir que elas estejam no centro das políticas públicas, com autonomia econômica, proteção contra a violência e participação política”, afirmou.

Mulheres no centro do encontro e da organização

A participação massiva das mulheres foi destacada por Eliane Oliveira, integrante da Direção Nacional do MST na Bahia. Segundo ela, o 14º Encontro Nacional tem sido um espaço fundamental de estudo, planejamento e projeção para o próximo período da organização.

“Aqui está acontecendo o nosso grande encontro, o 14º Encontro Nacional do MST, com a participação de 3.500 delegados e delegadas de todo o Brasil durante cinco dias aqui em Salvador. Esse momento tem sido de estudo, de planejamento, mas, sobretudo, de olhar para o próximo período”, afirmou Eliane.

Ela ressaltou que o encontro também evidencia a participação expressiva das mulheres. “Esse encontro é importante para que a gente coloque a participação massiva das mulheres. Nós temos aqui quase 2 mil mulheres participando, se colocando enquanto mulheres dentro da nossa organização”, disse. Para a dirigente, essa presença está diretamente relacionada à luta cotidiana das mulheres sem terra. “Enquanto mulheres, estamos todos os dias na busca por soberania, por alimentação saudável, mas, sobretudo, para que as mulheres tenham esse lugar não só de fala, mas também de geração de renda dentro dos nossos assentamentos e acampamentos”, completou.

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Combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio

Em seu discurso, o presidente Lula fez um forte chamado aos homens do movimento e da sociedade para assumirem a responsabilidade no enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio. Segundo ele, essa luta não pode ser atribuída apenas às mulheres.

“A luta contra a violência contra a mulher e contra o feminicídio não é uma coisa das mulheres, é uma coisa dos homens. Somos nós que temos que ter vergonha e defender as nossas companheiras, porque não é possível a quantidade de mulheres violentadas e mortas todos os dias”, afirmou o presidente. Lula reforçou que essa mensagem precisa ser levada a todos os espaços da sociedade e destacou que homens que agridem mulheres não podem ser considerados homens.

Pacote de R$ 2,7 bilhões fortalece a reforma agrária

Durante o encerramento do encontro, o presidente Lula e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciaram um conjunto de medidas do Programa Terra da Gente para fortalecer a reforma agrária no país, com investimentos que somam R$ 2,7 bilhões. As ações abrangem acesso à terra, crédito, moradia, educação e fortalecimento produtivo dos assentamentos.

Entre as medidas anunciadas estão:

  • Obtenção de terras por meio da compra de fazendas nos estados de São Paulo, Bahia, Pará, Pernambuco, Sergipe e Maranhão, com milhares de hectares destinados ao assentamento de famílias;

  • Desapropriação de imóveis rurais em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de um acordo judicial histórico no Paraná, totalizando R$ 584 milhões para regularizar 32.378 hectares e beneficiar cerca de 1.900 famílias;

  • Criação de dez novos assentamentos nos estados do Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe;

  • Destinação de R$ 717 milhões do Orçamento Geral da União para crédito de instalação do Incra, com atendimento estimado a cerca de 60 mil famílias em todo o país;

  • Formalização de contrato com a Caixa Econômica Federal para crédito habitacional no valor de R$ 1,015 bilhão, beneficiando aproximadamente 10 mil famílias;

  • Autorização de pagamento para o Projeto de Retomada Econômica e Agroecológica dos Assentamentos do Rio Doce, com investimento de R$ 49,9 milhões voltado ao fortalecimento da produção, mecanização e agroindustrialização de 3.645 famílias em 52 assentamentos da bacia do Rio Doce;

  • Ampliação orçamentária de 25% do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), totalizando R$ 61,9 milhões para atender cerca de 33 mil famílias em todo o país, além da inauguração de quatro novos cursos do programa na Bahia.

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O 14º Encontro Nacional do MST reafirmou a Reforma Agrária Popular como resposta às crises alimentar, climática e social, consolidando o protagonismo das mulheres como elemento central na construção de um país mais justo e democrático.

Foto: Eliane Barros/MMulheres
Foto: Eliane Barros/MMulheres

Fonte: Ministério das Mulheres

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Xangai: Silveira se reúne com executivos da SAIC Motor e cobra mais investimentos no Brasil

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reuniu-se nesta sexta-feira (23/1), em Xangai, com executivos da SAIC Motor Corporation Limited, maior montadora da China e uma das líderes globais do setor automotivo. O encontro integra a agenda do governo brasileiro para atrair investimentos estratégicos, fortalecer a reindustrialização e ampliar a cooperação tecnológica entre Brasil e China.

Na reunião, foram discutidas parcerias em mobilidade sustentável, cadeias industriais de baixo carbono, tecnologias de baterias, eficiência energética, digitalização do setor automotivo e biocombustíveis — áreas centrais para a transição energética brasileira.

“O Brasil seguirá um modelo próprio de transição energética no transporte, combinando eletrificação e biocombustíveis, com base na experiência acumulada em políticas públicas para o etanol e na diversidade da matriz energética nacional”, afirmou Silveira. Segundo ele, o governo aposta na expansão de modelos híbridos flex como solução imediata e economicamente eficiente para a redução de emissões.

Projetos

Durante o encontro, o ministro de Minas e Energia do Brasil reforçou o apoio do governo brasileiro na instalação da planta industrial da SAIC em Pouso Alegre (MG), projeto estimado em cerca de R$ 300 milhões, e para possíveis novos investimentos. A unidade, é considerada estratégica para consolidar o Brasil como polo regional da indústria automotiva de baixo carbono.

Alexandre Silveira destacou ainda a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura para veículos elétricos no Brasil, como eletropostos, pontos de recarga e sistemas de armazenamento de energia. Segundo o ministro, as indústrias chinesas estão convidadas a participar desses aportes, inclusive em parcerias com distribuidoras, para acelerar de forma estruturada e sustentável o avanço da mobilidade elétrica no país.

A SAIC Motor é a maior montadora da China, com mais de 4,5 milhões de veículos vendidos em 2025, receita anual superior a US$ 80 bilhões e presença em mais de 170 países. O grupo também lidera a produção de veículos de nova energia, com mais de 1,3 milhão de unidades eletrificadas comercializadas no último ano.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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