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POLÍTICA NACIONAL

CCT aprova regulamentação de sistema nacional para pesquisa agropecuária

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A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou nesta quarta-feira (7) proposta que organiza o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Agropecuária (SNPA) e cria uma rede colaborativa de informações sobre pesquisa agropecuária.

PL 6.417/2019, de autoria dos senadores Styvenson Valentim (PSDB-RN), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), recebeu parecer favorável do senador Izalci Lucas (PL-DF). Aprovado em decisão terminativa, o projeto pode ir direto para Câmara caso não haja recurso em Plenário da decisão da CCT.

O texto regulamenta o SNPA, que está previsto na Constituição e na Lei da Política Agrícola. Pela proposta, o sistema terá planos plurianuais e anuais elaborados pelo poder público, depois de ouvidas instituições de pesquisa federais e estaduais, organizações de produtores e de trabalhadores rurais, além de instituições privadas que desenvolvam pesquisa agropecuária.

— Existem gargalos no SNPA devido ao fato de que seu marco regulatório, estabelecido há cerca de 30 anos pela Lei Agrícola, encontra-se muito defasado e apresenta-se incapaz de dar a necessária resposta aos desafios que emergem atualmente, tais como a necessidade de aumentar a produtividade e a sustentabilidade da produção agropecuária num contexto de mudanças climáticas e de demanda mundial e nacional crescente por alimentos, fibras e agroenergia — afirmou o relator.

Ao presidir a reunião, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que “se o Brasil era um importador de alimentos no início dos anos 70 e hoje é responsável por grande parte da segurança alimentar do mundo, é graças à pesquisa agropecuária”.

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) disse que “há uma necessidade estratégica do país de se desenvolver através da ciência e tecnologia”. 

— O problema é que a gente não consegue convencer os tomadores de decisão para que façam investimentos, coloquem a prioridade em ciência e tecnologia. Sempre é visto como se fosse algo para daqui a 30 anos — expôs Marcos Pontes. 

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SNPA

De acordo com o texto aprovado, o SNPA será estruturado por meio de plataforma digital, cujo desenvolvimento e gestão ficarão a cargo do poder público. Esse sistema deverá fornecer informações padronizadas a respeito de instituições públicas e privadas de ensino; projetos de pesquisa; parcerias institucionais e volume de recursos; relação de pesquisadores e alunos; estratégias de difusão de inovações e resultados obtidos.

O parecer inclui a exigência de que a plataforma digital também deverá viabilizar a construção de indicadores científicos, tecnológicos e de inovação, conforme critérios do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A plataforma digital também deverá conter o conhecimento científico e tecnológico das inovações já produzidas. Por fim, deverá informar a distribuição geográfica das instituições de pesquisa, dos locais de desenvolvimento dos trabalhos e da obtenção dos resultados das inovações.

Poderão integrar a rede do SNPA, de forma voluntária, universidades públicas e privadas, núcleos de inovação tecnológica (NIT), institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT), agências de fomento, fundos de amparo à pesquisa, incubadoras de empresas, parques tecnológicos, cooperativas, sindicatos e empresas privadas.

Para evitar duplicação de pesquisas e desperdício de recursos, o projeto prevê que as instituições identifiquem nos bancos brasileiros e internacionais patentes das informações tecnológicas, com o auxílio do órgão de propriedade industrial.

Com relação ao financiamento das pesquisas, as instituições públicas e privadas integrantes do SNPA poderão fazer parcerias. De acordo com os autores da proposta, a ideia é integrar a produção científica, os processos e os instrumentos necessários para evoluir e inovar a agropecuária brasileira. Caberá ao governo gerenciar a rede, que terá entre seus objetivos a concentração de informações sobre invenções patenteadas no Brasil e no mundo.

Emendas

O projeto já havia sido aprovado pela Comissão de Agricultura (CRA), que introduziu duas mudanças. O senador Izalci foi contrário a uma emenda da CRA que obriga as instituições que realizam pesquisa com recursos públicos a participar do SNPA.

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— Nossa sugestão à proposição consiste em estabelecer que as entidades integrem a rede do SNPA de forma voluntária, em respeito à autonomia que lhes é própria. Uma vez composto por entidades verdadeiramente interessadas na temática, esperamos privilegiar a efetividade das iniciativas desenvolvidas no âmbito do SNPA — disse o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Presidente do Congresso lamenta ataque a judeus na Austrália

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O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, lamentou em nota oficial neste domingo (14) o atentado ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, que deixou 12 mortos e dezenas de feridos. O ataque aconteceu durante a celebração da festa judaica de Hanukkah. Como judeu, Davi prestou solidariedade às vítimas e suas famílias e afirmou que “o terrorismo, motivado pelo antissemitismo ou por qualquer outra forma de ódio, é inaceitável”.

Confira a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

Manifesto profunda tristeza e indignação diante do ataque terrorista contra a comunidade judaica ocorrido neste domingo (14), durante o acendimento da primeira vela de Chanucá, na praia de Bondi, em Sydney, que resultou em mortes e deixou dezenas de pessoas feridas.

Trata-se de um ato cruel, movido pelo ódio e pelo antissemitismo, que atinge não apenas a comunidade judaica da Austrália, mas fere valores fundamentais como a vida, a liberdade religiosa e a convivência pacífica.

Na condição de judeu, sinto de forma ainda mais profunda a dor deste momento e expresso minha solidariedade às famílias das vítimas, aos feridos e à comunidade judaica da Austrália e do mundo inteiro.

O terrorismo, motivado pelo antissemitismo ou por qualquer outra forma de ódio, é inaceitável. O Congresso Nacional se une às manifestações internacionais de repúdio e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que garante segurança a conselheiros tutelares

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 749/25, que busca reforçar a proteção dos integrantes do Conselho Tutelar em todo o país.

A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para incluir a determinação de que os estados e o Distrito Federal devem adotar as providências necessárias para garantir a segurança dos conselheiros no exercício de suas funções, seguindo as diretrizes da legislação estadual.

O texto, do deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC), foi aprovado por recomendação da relatora na comissão, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

A relatora observou que o cumprimento da missão dos conselheiros tutelares tem sido comprometido pela exposição a riscos. “É público e notório que muitos conselheiros são alvos de intimidações, agressões verbais e até físicas, especialmente em casos que envolvem abusos, negligência e situações de vulnerabilidade extrema”, afirmou a relatora.

Na opinião de Laura Carneiro, tais circunstâncias “colocam em risco não apenas a integridade física e emocional desses agentes públicos, mas também a efetividade das políticas de proteção às crianças e adolescentes.”

O Conselho Tutelar, criado em 1990, é um órgão autônomo e permanente encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Os conselheiros têm a responsabilidade de investigar todo tipo de abuso contra crianças e adolescentes e garantir a aplicação das medidas protetivas adequadas.

Próximos passos
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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