A Polícia Civil prendeu um dos autores do assassinato do trabalhador rural, Rubens Roseno Lopes, 53 anos, ocorrido em janeiro deste ano, no município de Juara (709 km a Médio-Norte). A vítima era funcionária de uma fazenda quando foi morta pelo suspeito, Marinaldo Moreno do Nascimento, 34 anos.
Na ocasião do crime, o suspeito chegou ao alojamento da fazenda alcoolizado e fazendo barulho com uma motocicleta. A vítima foi reclamar, momento que Marinaldo pegou um arma de fogo e efetuou um disparo contra o trabalhador, que morreu a caminho do hospital.
O suspeito foi preso por mandado preventiva, cumprido por policiais das Delegacias de Juara e Aripuanã, na manhã desta terça-feira (01.08). Segundo a investigação, após cometer o crime, o suspeito foragiu. Ele teve o mandado de prisão expedido pelo Juízo da Terceira Vara de Juara.
O criminoso foi encontrado em uma casa localizada em uma madeireira, no município de Aripuanã.
O delegado Carlos Henrique Engelmann disse que a efetivação da captura do procurado foi desenvolvida investigação que durou desde o dia do crime até a manhã de hoje. Ele será interrogado e apresentado em audiência de custódia, posteriormente, será levado para a cadeia pública de Juara.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta sexta-feira (23.1), quatro mandados de prisão no município, todos expedidos pela Quarta Vara Criminal de Rondonópolis.
As ações resultaram na prisão de quatro homens condenados por crimes graves, cujas penas somadas chegam a 50 anos, dois meses e 21 dias de reclusão, todos a serem cumpridos em regime prisional inicialmente fechado.
O primeiro mandado foi cumprido no bairro Tropical, em desfavor de um homem de 63 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de 17 anos e seis meses de reclusão.
Outro mandado foi executado contra um homem de 27 anos, no bairro Dom Osório, condenado por homicídio qualificado, cuja pena é de 12 anos de reclusão, em regime fechado.
Também foi preso um homem de 27 anos, no bairro Jardim Liberdade, condenado pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa com aumento de pena e receptação, com pena de 8 anos e 10 meses de reclusão, igualmente em regime fechado.
O quarto mandado resultou na prisão de um homem de 26 anos, no bairro Jardim Brasília, condenado por roubo majorado, com pena remanescente de 11 anos, 10 meses e 21 dias de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.
A Operação Inter Partes é uma macro-operação contínua da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, que integra o programa Tolerância Zero, tendo como um de seus objetivos o cumprimento de mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas e autores de crimes graves, reforçando o combate a grupos criminosos em todo o Estado.
Com foco na ampliação e na qualificação das investigações de crimes de feminicídio na Região Metropolitana de Cuiabá, a Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso designou a delegada Jéssica Cristina de Assis para atuar na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), especialmente nesta frente.
A delegada chega à DHPP como mais um dos delegados adjuntos, assumindo todas as investigações de feminicídio em Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Nossa Senhora do Livramento, sem prejuízo do atendimento e das investigações de outros homicídios que ocorrerem durante a escala de plantão.
Jéssica já é conhecida pela atuação no combate à violência contra a mulher na Polícia Civil de Mato Grosso. Ao ingressar na instituição em 2021, ela atuou no Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente, Idoso e Minorias da Delegacia de Sorriso, de agosto de 2022 a abril de 2025, assumindo também a titularidade da unidade em dezembro de 2023.
Antes de ser lotada na DHPP, a delegada atuava na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, onde ficou de abril a dezembro de 2025.
O diretor metropolitano, Wagner Bassi Júnior, explica que a decisão de lotar a delegada na unidade tem a finalidade de intensificar as ações de enfrentamento ao crime.
“Neste sentido, a diretoria escolheu a delegada, extremamente qualificada, para concentrar todas as investigações de feminicídio da região metropolitana, com o fim de buscar o resultado mais ágil e efetivo possível para a conclusão dos inquéritos. Não permitiremos que nenhum feminicida fique solto ou que deixe de responder pelos seus crimes. O foco da Polícia Civil é o esclarecimento de 100% dos feminicídios”, disse o diretor.
O delegado titular da DHPP, Caio Fernando Alvares de Albuquerque, destacou a necessidade da presença de uma delegada, diante da temática de feminicídios, especialmente com conhecimento prévio sobre o tema e também com foco no atendimento mais humanizado às vítimas indiretas, uma vez que só chega a ocorrência na DHPP quando o crime já foi consumado.
“É um grande reforço para a DHPP, uma vez que a delegada já vinha desempenhando um trabalho no interior do estado e, atualmente, na região metropolitana, com expertise na temática de violência doméstica e creio que, com sua chegada à unidade, contribuirá muito, tanto com os homicídios usuais quanto, principalmente, com os feminicídios”, disse o delegado.
Jéssica destacou que a apuração dos crimes de feminicídio exige uma atuação técnica, sensível e rigorosa, necessariamente orientada por uma perspectiva de gênero, conforme estabelecem as diretrizes do Protocolo Nacional de Investigação e Perícia nos Crimes de Feminicídio.
A delegada explica que, nesse sentido, a abordagem reconhece que a violência letal contra mulheres não ocorre de forma isolada ou fortuita, mas está inserida em um contexto estrutural de desigualdades históricas de gênero, frequentemente atravessadas por fatores como raça, classe social, orientação sexual, identidade de gênero e outras vulnerabilidades.
“Recebo com profundo senso de responsabilidade e genuíno entusiasmo a missão de atuar à frente das investigações de feminicídios ocorridos nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. O exercício da função de delegada de polícia, especialmente nesse contexto, representa não apenas o cumprimento de um dever legal, mas um compromisso ético com a proteção da vida das mulheres e com a efetivação dos direitos humanos”, destacou a delegada.