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Palestra expõe transições na educação infantil das escolas de Cuiabá

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Dentro da programação do III Seminário da Educação Básica como Direito da Rede Municipal de Cuiabá: Integrando Saberes, uma palestra ministrada pela doutora em Educação Barbara Cortella, chamou a atenção dos professores, na tarde desta segunda-feira (29). Especialistas, mestres e doutores que participam encontro se inteiraram mais sobre as pesquisas na área da alfabetização.

Com o tema as “Transições da Educação Infantil para o Ensino Fundamental e o Processo de Alfabetização”, a pesquisadora Barbara Cortella trouxe como exemplo, as aulas do dia a dia em escolas públicas onde os alunos são orientados de forma a perceber as transições na alfabetização, que ocorrem dentro da sala de aula, a partir da realidade vivida na pré-escola, nas idades de quatro e cinco anos, aliadas a novas tecnologias.

Para a Barbara Cortella, no processo de olhar a infância, entendendo a criança pequena, é preciso ter em mente que essa é a mesma criança que vai para o ensino fundamental, e que ela não deixa de ser criança, e tem o direito a brincadeiras, à ludicidade, e isso, deve interessar profundamente a todos os profissionais da educação. “São quatro princípios a serem observados nessa transição da criança da educação infantil para o ciclo de alfabetização, como direito a infância, a linguagem e a cultura”, destacou a pesquisadora, graduada e doutora pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (UNESP), em Marilia São Paulo, Barbara Cortella.

Segundo ela, o processo de alfabetização, é a mais importante fase de um estudante, até as séries sequentes, do 5º ao 9º Ano. Nessa fase os pontos iniciais são a formação de crianças leitoras e produtoras de texto, a partir de uma linguagem cultural, e da relação da cultura com a vida das crianças. Outra questão nessa relação é a prática cultural. O professor tem que ter uma boa formação para que haja uma produção cultural e não somente a reprodução da cultura na relação com os alunos. E o terceiro ponto, é o curricular, o que elas devem trabalhar com as crianças pequenas, tendo como prática a linguagem, a partir do eixo brincadeira e interação, o que é pouco claro nos anos iniciais do ensino fundamental. “O quarto e último ponto da nossa formação são os espaços e tempos como mediadores das atividades de trabalho, viabilizando a formação do leitor, da criança leitora e produtora de textos”, disse a especialista em Educação.

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Segundo Barbara Cortella a principal função desse ponto é propor uma revisão da função dos espaços pedagógicos, onde se aprende a ler e escrever não apenas na sala de aula, mas fora dela e nos espaços culturais como parques, museus, teatros, bibliotecas entre outros. “Então a criança aprende a ler e escrever a partir da função social da leitura e da escrita”, enfatizou a pesquisadora.

Sobre as novas tecnologias inseridas na Educação há pelo menos 20 anos, a pesquisadora lembra que hoje é impossível trabalhar sem a tecnologia como aliada, então devem ser criadas estratégias e espaços de forma a permitir essas novidades na Educação para receber as crianças que já nascem na era digital. “Hoje uma criança de dois anos já sabe manusear um tablete, usar celular e a linguagem digital. Isso não pode ser inimigo do trabalho docente, seja na educação infantil ou no ciclo normal de formação”, finalizou a palestrante, que falou por duas horas para uma plateia de aproximadamente 600 pessoas.

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Cuiabá avança na profissionalização da pesca esportiva com conclusão de curso especializado

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A capacitação em Condução de Pesca Esportiva foi concluída na manhã desta sexta-feira (23), na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), marcando um avanço importante para o fortalecimento do turismo sustentável em Cuiabá. A formação contou com aula prática realizada na Marina Sérgio Motta, sob a ponte de mesmo nome, às margens do Rio Cuiabá, no bairro Praeirinho, aproximando os participantes do ambiente real de atuação profissional.

Realizado por meio de parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado, o curso garantiu vagas gratuitas e qualificou pescadores e profissionais do setor para atender às novas exigências da profissão, agora oficialmente reconhecida como condutor de pesca esportiva. Ao longo da semana, os alunos participaram de aulas teóricas e práticas, com conteúdos que abrangeram segurança, mecânica náutica, primeiros socorros, manejo correto dos peixes, sustentabilidade, relacionamento com o cliente e noções básicas de idiomas.

A etapa prática, conduzida pelo engenheiro de aquicultura Marcos Vinícius Barros, consolidou o aprendizado técnico com exercícios de montagem de equipamentos, amarrações, arremessos e observação do trabalho das iscas no rio. A atividade reforçou conceitos essenciais como precisão, segurança e respeito ao meio ambiente, pilares do turismo de pesca esportiva responsável.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, o encerramento do curso representa um momento histórico para o setor. “Esta formatura simboliza um marco histórico, resultado de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal. Trata-se de uma iniciativa pioneira e extremamente bem-sucedida, voltada à qualificação de profissionais que estão na linha de frente do turismo de pesca esportiva”, afirmou. Segundo ele, os condutores são fundamentais para garantir a qualidade da experiência do visitante e para impulsionar toda a cadeia produtiva ligada ao turismo.

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A iniciativa integra uma política contínua da SDTA de incentivo ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, especialmente para profissionais que encontram na pesca esportiva uma alternativa sustentável e promissora. Com a conclusão da capacitação, os participantes estão aptos a atuar legalmente na atividade, contribuindo para consolidar Cuiabá como referência em turismo de pesca esportiva sustentável, valorizando o Rio Cuiabá, a cultura local e a preservação ambiental.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura, TJMT e MP traçam estratégia conjunta para o projeto Família Acolhedora

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A primeira-dama e vereadora Samantha Iris, acompanhada por equipes da Secretaria Municipal de Comunicação e da Secretaria de Assistência Social, participou na tarde desta sexta-feira (23) de uma reunião estratégica na sede do Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá com a juíza Gleide Bispo e representantes do Ministério Público. O encontro também reuniu profissionais das áreas de comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), do MP e da Prefeitura, com o objetivo de alinhar e estruturar um plano de mídia conjunto para a divulgação da Lei da Família Acolhedora no município, sancionada recentemente.

A proposta é unir esforços institucionais, técnicos e financeiros para ampliar o alcance da campanha, esclarecer a população sobre como funciona o serviço e estimular o cadastramento de famílias interessadas em participar do programa. “O propósito é reunir os três entes — Tribunal de Justiça, Ministério Público e Prefeitura — para a elaboração de um plano de mídia que explique à população o que é a Família Acolhedora, como funciona e quais são os seus detalhes. Este foi o primeiro passo para unir esforços e garantir uma campanha ampla de conscientização, atraindo o maior número possível de famílias dispostas a acolher crianças e adolescentes”, afirmou a juíza Gleide Bispo.

Samantha Iris destacou que a parceria entre as instituições é fundamental para a consolidação do programa. “Essa construção vem desde a formulação da lei. Caminhar juntos é essencial para que a população compreenda o serviço e para que possamos desenvolver o programa da forma mais qualificada e correta. A comunicação tem um papel decisivo nesse processo de conscientização, para que tenhamos famílias bem preparadas e um acolhimento cada vez mais humanizado”, ressaltou.

A Lei da Família Acolhedora foi sancionada recentemente pelo prefeito Abilio Brunini e institui uma nova modalidade de acolhimento temporário para crianças e adolescentes afastados judicialmente de suas famílias por situações de negligência, abandono ou violência. A gestão do serviço será feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio do Judiciário e do Ministério Público.

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As famílias interessadas passarão por entrevistas, avaliações psicossociais e capacitação. O acolhimento será temporário, não haverá vínculo empregatício nem possibilidade de adoção, e cada família poderá acolher uma criança por vez, salvo em casos de irmãos. Está previsto o pagamento de bolsa-auxílio para custeio de despesas básicas.

Atualmente, o município conta com casas-lares para acolhimento institucional. A Família Acolhedora surge como alternativa complementar, priorizando um ambiente mais afetivo e familiar. A expectativa é que o programa entre em funcionamento nos próximos meses, após a consolidação do plano de divulgação e mobilização da sociedade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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