Na noite desta quarta-feira, o Flamengo de Jorge Jesus foi até o Equador enfrentar o Emelec pela ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores. Entretanto, o treinador português errou na estratégia e acabou saindo de campo com a derrota por 2 a 0, se complicando na competição internacional. Os gols da partida foram marcados por Godoy e Caicedo.
Com o resultado, o Flamengo terá que vencer por três gols de diferença para se classificar – o jogo de volta, no Maracanã, acontece na noite na próxima quarta-feira, quando será decidido o classificado às quartas de final da Conmebol Libertadores . Caso vença por 2 a 0, a decisão da vaga será nos pênaltis. Antes, no domingo, o Rubro-Negro volta a campo pelo Campeonato Brasileiro – também no Maracanã, fazendo o clássico carioca da rodada com o Botafogo.
ESTRATÉGIA ERRADA… O técnico Jorge Jesus utilizou de uma estratégia errada para o início da partida, no Equador. Cuéllar foi barrado, Diego recuado e Rafinha, avançado. O Emelec , perspicaz, soube aproveitar esta fragilidade do Flamengo e não demorou muito para abrir o marcador. Aos dez minutos do primeiro tempo, Bryan Cabezas lançou na área, a bola chegou para Guerrero, que mandou cruzado e Godoy, com liberdade e oportunismo, bateu de primeira, 1 a 0 a favor dos equatorianos.
DEMORA PARA ACORDAR Depois de sair atrás do marcador, o Flamengo tentou se reencontrar em campo, mas seguia sem produção no meio de campo, inofensivo. Demorou para que as primeiras chegadas do Rubro-Negro fossem com certo perigo para tentar diminuir o prejuízo neste mata-mata da Libertadores. Aos 29, Gabigol tentou, mas Dreer salvou. Willian Arão errou duas vezes seguidas de forma bisonha, levando a partida para o intervalo com um prejuízo a ser estudado.
EXPULSÃO NÃO AJUDA! A conversa de Jorge Jesus no vestiário do Flamengo não surtiu muito efeito na volta do intervalo. Com poucos segundos do segundo tempo, Rodrigo Caio falhou, Brayan Angulo armou na sobra, mas furou, salvando o Rubro-Negro. Aos oito, Vega acertou o rosto de Rafinha, sendo expulso corretamente pelo árbitro Fernando Rapallini. O Rubro-Negro passou a ter um jogador a mais para tentar evitar a derrota, mas o cartão vermelho, na realidade, não fez muita diferença.
NÃO FOI DESSA VEZ O Flamengo colocava Lincoln para tentar dar um novo gás na equipe, Cuéllar também entrou, mas era o Emelec que seguia levando perigo ao setor adversário. Aos 23 minutos, Orejuela teve uma boa tentativa, até que dez minutos mais tarde, Caicedo aproveitou contra-ataque após passe de Guerrero para ampliar, 2 a 0 – a bola chegou a desviar em Renê, que aos 39 quase descontou, acertando a trave. Fim de jogo, derrota do Flamengo por 2 a 0, que terá muito a fazer no jogo da volta, na próxima semana, para seguir na competição.
FICHA TÉCNICA EMELEC (EQU) 2 X 0 FLAMENGO
Estádio: George Capwell, em Guayaquil (EQU) Data/hora: 24/7/2019, 21h30 (de Brasília) Árbitro: Fernando Rapallini (ARG) – Nota LANCE!: 6,5 (não influenciou no resultado, aplicando bem os cartões e usando de forma correta o VAR) Assistentes: Diego Bonfa (ARG) e Maximiliano Del Yesso (ARG) Árbitro de vídeo: Leodan Gonzalez (URU) Público/renda: Indisponíveis Cartões amarelos: Guerrero (EME) e Willian Arão, Gerson, Bruno Henrique (FLA) Cartão vermelho: Leandro Vega 8’/2ºT (EME)
GOLS: Godoy 10’/1ºT (1-0) e Caicedo 33’/2ºT (2-0)
EMELEC: Dreer, Caicedo, Jordan Jaime, Leandro Vega e Óscar Bagui; Dixon Arroyo, Nicolás Queiroz (Mejía 11’/2ºT) e Godoy; Guerrero (Carabalí 35’/2ºT), Bryan Cabezas (Orejuela 4’/2ºT) e Brayan Angulo. Técnico: Ismael Rescavo.
Em uma noite de drama e emoção na Neo Química Arena, o Corinthians conquistou sua vaga na final da Copa do Brasil ao derrotar o Cruzeiro nos pênaltis, por 5 a 4, após perder por 2 a 1 no tempo normal. A estrela da noite foi o goleiro Hugo Souza, que brilhou na disputa decisiva, selando o retorno do Timão à briga pelo título nacional após três anos.
A equipe alvinegra havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 no Mineirão, o que resultou em um placar agregado de 2 a 2 ao final dos 90 minutos regulamentares da partida de volta, forçando a decisão para as penalidades.
Agora, o Corinthians aguarda seu adversário na grande final, em busca do tão sonhado tetracampeonato da Copa do Brasil. O rival sairá do confronto entre Fluminense e Vasco, que se enfrentam ainda hoje no Maracanã, com vantagem para o tricolor carioca que venceu a ida por 2 a 1.
A primeira partida da final está agendada para a próxima quarta-feira, 17 de dezembro, com mando de campo do Corinthians. O jogo decisivo será no domingo, 21 de dezembro, no Rio de Janeiro. Os horários oficiais ainda serão divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Um jogo de reviravoltas:
O duelo começou com ambas as equipes se estudando, mas o Corinthians demonstrou dificuldades em manter a posse de bola. O Cruzeiro, por sua vez, soube aproveitar as brechas na defesa corintiana para criar as primeiras chances de perigo. O goleiro Hugo Souza já mostrava serviço logo aos 16 minutos, defendendo uma finalização de bicicleta de Matheus Pereira, e novamente aos 24, em chute de Kaio Jorge.
A pressão da Raposa deu resultado aos 39 minutos, quando Arroyo recebeu cruzamento de Christian e cabeceou firme, sem chances para Hugo Souza, igualando o placar agregado e incendiando a partida.
Na volta do intervalo, o Cruzeiro rapidamente ampliou. Aos quatro minutos do segundo tempo, Kaio Jorge avançou livre e rolou para Arroyo, que empurrou para o gol. O lance foi inicialmente anulado por impedimento, mas o VAR revisou e confirmou a legalidade do gol, com uma decisão apertada que deu a vantagem de 2 a 0 para os mineiros.
Contudo, a reação corintiana foi imediata. Aos nove minutos, Garro cobrou uma falta na área, André Ramalho ajeitou de cabeça e Matheus Bidu apareceu para finalizar, balançando as redes e recolocando o Corinthians na briga.
Impulsionado pelo gol, o Timão partiu para cima, pressionando a defesa celeste. Em um período de intensa ofensividade, Memphis Depay e Garro testaram o goleiro Cássio em chutes de fora da área. Aos 18, Bidu tentou uma bicicleta que explodiu no travessão, e aos 21, Breno Bidon arriscou um chute rasteiro que também encontrou a trave. Apesar das chances criadas, o gol de empate não veio, levando a decisão para os pênaltis.
Hugo Souza brilha na disputa de pênaltis:
Na disputa decisiva, Hugo Souza se tornou o herói do Corinthians. O goleiro defendeu duas cobranças do Cruzeiro, parando Gabigol e Walace. Pelo lado corintiano, Yuri Alberto perdeu sua cobrança, mas Memphis Depay, Rodrigo Garro, Vitinho, Gustavo Henrique e Breno Bidon converteram, garantindo a classificação para a alegria da Fiel Torcida.
A chuva que lavou o Planalto Central do Brasil durante a semana toda deu uma trégua na manhã deste domingo, 14.12. Talvez, uma combinação dos astros. Talvez, pura coincidência. O fato é que, com o sol meio que se espremendo entre as nuvens, as ruas da Capital Federal se encheram de corredores. Gente disposta a mexer o corpo, respirar ar puro e manter em dia o esforço físico que assegura mais saúde e longevidade.
Três corridas, no Plano Piloto, alteraram o trânsito e impuseram um convívio, no mínimo, diferente do que estamos acostumados a ver: Carros espremidos em uma faixa e corredores de rua seguros e espaçosos, com larga preferência, ocupando 70% das vias.
A Torre de TV foi ponto de partida e chegada de uma corrida cujo trajeto mais longo alcançaria a Ermida Dom Bosco. Coisa de 21km para quem está em boa forma e não tem medo das distâncias. Para os outros, mais moderados, percursos de 10 e de 5KM. Mas o espaço também estava garantido para quem quisesse ficar só na caminhada e desfrutar da paisagem e do privilégio de ver Brasília pelo ponto de vista do espaço normalmente reservado aos carros.
Um pouco mais acima, no Eixo Monumental, a etapa brasiliense da Corrida das Estações também reuniu milhares de corredores. Gente que madrugou pelo prazer de correr. De todos os cantos da cidade e das regiões administrativas brotaram amantes das corridas de rua. E a democracia do esporte se fez presente para atletas profissionais, amadores, pessoas com deficiência ou não. Quem não teve a grana necessária para se inscrever correu livremente, porque a regra do domingo era: As ruas são do povo como o céu é do avião.
Depois do trecho onde se cruzam o Eixo Monumental e o Eixão, também conhecido como marco zero da cidade, ali já quase em frente à Catedral de Brasília, foi o ponto de encontro do terceiro grupo de corredores dominicais. Desta vez, com razões mais declaradas, havia o que celebrar: O dia do Marinheiro e os 35 anos do SUS – Sistema Único de Saúde. Uma festa, azulada pelas camisas com a marca da corrida, na Esplanada dos Ministérios. Alguns milhares de corredores animados pelo Zé Gotinha, símbolo maior das campanhas públicas de vacinação e dividindo espaço com vários grupos de outros servidores públicos, com destaque para os marinheiros.
Quem não quis correr, pode conferir uma exposição de equipamentos militares, barcos e outros artefatos. Teve também espaço reservado pra massagens, praça de alimentação, frutas, água de coco, espaço instagramável para os que não abrem mão do registro nas redes e instrutores que garantiram o aquecimento dos atletas antes do início da corrida.
O secretário Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, Paulo Henrique Cordeiro, representante do Ministério do Esporte na corrida do Dia do Marinheiro, cumpriu com relativa tranquilidade o percurso de 5 KM atividades esportivas como essa mostram do que o esporte é capaz. “O esporte mostra que é possível mudar pra melhor a vida de todos, tanto do ponto de vista pessoal, quanto da coletividade”, diz Paulo Henrique ainda tomando fôlego, depois de cruzar a linha de chegada.
Os ponteiros do relógio ainda não tinha cruzado o limite das onze, quando a chuva fina deu o ar da graça. Hora de seguir outros rumos. O esporte comemora e os amantes das corridas de rua agradecem.